
4 de janeiro de 2021
“O dinheiro é, tipo, papel. E podem comprar-se coisas”. A definição é dada por uma criança no documentário “Banking on Bitcoin” disponível no Netflix e dita desta forma tudo parece simples. Mas o dinheiro nunca foi uma coisa simples e as criptomoedas apesar da promessa de transparência trouxeram um novo nível de complexidade que é o tecnológico.
É esse o tema da primeira "Next" de 2021 não apenas porque o ano arrancou com picos de valorização das Bitcoin, mas também por a revolução monetária - que tem como princípio a descentralização do controlo de emissão de moeda e de registo de transações - será um dos temas a marcar a forma como vivemos.
Por aqui, vamos continuar a acompanhar essa e outras revoluções.Obrigada por descobrirem connosco estas e outras histórias, Rute Sousa Vasco
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Long Stories Short

A moeda do futuro?
O mundo das finanças tem andado num frenesim nas últimas semanas com a crescente valorização da Bitcoin e de outras cripto-moedas. Nos últimos dias, a moeda digital mais conhecida do mundo esteve perto de atingir os 35 mil dólares (ou 28.5 mil euros) e as questões sobre a sua utilização generalizada como meio de transação, bem como a sua popularidade como alvo de investimento foram os principais temas discutidos enquanto fazíamos resoluções para 2021. Um protesto contra os bancosA Bitcoin foi criada em 2008 por Satoshi Nakamoto, um nome falso para a pessoa ou grupo de pessoas que estiveram por detrás da criação desta “divisa”. O mundo estava a passar pela mais grave crise financeira e económica desde a Grande Depressão nos anos 30 e os bancos estavam a ser mais escrutinados depois do papel que desempenharam como catalisadores dos problemas que países e sociedades estavam a enfrentar. Criar uma forma de poder fazer transações monetárias sem este “intermediário” foi a ideia de base da Bitcoin, acreditando que assim a História já não se ia repetir e que muitos dos problemas que tinham originado crises económicas cíclicas seriam corrigidos. Uma moeda? Uma tecnologia? Um software?Na realidade acaba por ser os três dependendo da forma como é utilizada. Na sua essência, é um sistema de pagamentos que utiliza uma tecnologia também conhecida por blockchain, uma espécie de livro-mestre de registo de transações espalhado por milhares de computadores,
que permite utilizar uma moeda de forma descentralizada, ou seja, sem a interferência de um banco na sua impressão ou na definição de taxas de juro. Na Bitcoin, as transações podem ser autenticadas por qualquer pessoa e o processo de autenticar transações é o chamado mining. Este consiste na utilização de uma série de técnicas crípticas computacionais (à base de códigos) para confirmar os “blocos de informação gerados” (por exemplo pagamentos) e que, se forem bem-sucedidas, levam a que os miners sejam premiados com as ditas cripto-moedas. Na teoria, maior transparência que levará a maior riqueza a quem validar as informações.
Ao detalhe: existem outras formas de adquirir moedas e muitas mais particularidades sobre o complexo funcionamento e regulação da Bitcoin que caberiam num livro de 400 páginas. Descubra aqui quais são de uma forma mais resumida.
Fun Fact: O primeiro pagamento com Bitcoin foi feito em 2010, na compra de duas pizzas que custaram 10.000 BTC (símbolo para Bitcoin). Às 15:30, de 4 de janeiro de 2020 - hora e data da escrita deste segmento – essas pizzas estão avaliadas em cerca de 318 milhões de dólares. Deviam ser tão saborosas que hoje existe um dia para celebrá-las, o “Bitcoin Pizza Day”.
Porquê tanto alarido?Uma combinação de razões ajuda a explicar este fenómeno:
Crescimento atrai crescimento: A Bitcoin cresceu 300% em 2020, tornando-se um alvo atrativo para investidores que esperam que esta possa crescer de modo semelhante este ano. A Ethereum, uma cripto-moeda rival, cresceu 600%.
Popularidade entre os mais jovens: o confinamento levou muita gente fechada em casa, nomeadamente os Millennials e os Gen Zs, às plataformas de trading e às cripto-moedas. Estas, também devido ao seu protagonismo nas redes sociais, em muitos casos, tornaram-se no mercado de negociação de eleição. Mais tweets, maior procura, subida no preço.
Sinal de confiança: muitas empresas de capital de risco, cujos investimentos servem de barómetro para a performance da Bitcoin e de outras cripto-moedas, fizeram investimentos significativos nesta e noutras moedas digitais.
Sinal de credibilidade: Diversas plataformas de pagamentos como a Paypal, passaram a aceitar Bitcoin como meio de pagamento, criando inclusive serviços para lidar com esta moeda da melhor maneira.
Mas atenção...A Bitcoin continua a ser um ativo financeiro muito volátil que, embora se torne atrativo para investidores devido às suas oscilações de preço, demonstra que ainda tem um longo caminho a percorrer para competir com as divisas padrão, mais estáveis, como o euro e o dólar.
O medo: No final de 2017, depois de se aproximar dos 20 mil dólares de valorização, a Bitcoin perdeu 83% do seu valor durante o ano de 2018. Agora há mais dados e mais confiança, mas o receio de que isso possa acontecer está bem presente.
Por outro lado: por ser um produto digital, a BTC também está à mercê de hackers e de ciber-ataques, que lhe colocam desafios de segurança regulares.
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The Next Big Idea apresenta..

Um ambiente para crescer
Empresas centenárias lado a lado com empresas que nasceram ontem. O caminho da inovação passa por estas parcerias, cada vez mais frequentes. Poder testar produtos e serviços com clientes reais é uma etapa decisiva na validação de uma startup – e nem sempre é fácil. Com mais de 100 anos de história, o Grupo José de Mello aposta em ser este espaço com o Grow, um ambiente de aceleração de startups com acesso aos vários negócios do grupo da mobilidade à saúde.No episódio mais recente do The Next Big Idea, fomos conhecer como funciona esta ideia de colaboração e os resultados que traz para a José de Mello e para as startups que testam os seus produtos e serviços nas empresas do grupo.Duas das startups são a Matereo e a Biosurfit, ambas com produtos testados no ambiente do Grow. Na Brisa e na Cuf, respetivamente, estão a testar com pessoas e situações concretas a resposta às novas ideias e a capacidade para as executar.
Saiba mais sobre o Grow em grow.josedemello.pt
Veja o teaser do último episódio aqui.
Onde ver o programa: todos os sábados às 9h45 e todos os domingos às 16h45, na SIC Notícias.
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Vi algures na Internet

Do esgoto para a cozinha... e o TikTok
Não é o musical "Cats", é mais o musical Rats... e promete também ser um sucesso. O espetáculo com música inspirado no filme da Disney “Ratatui” estreou online, na rede social TikTok, e já vendeu 1 milhão de dólares (cerca de 818 mil euros) em ingressos. Um início bastante risonho para 2021, já que a peça começou no primeiro dia do ano. Parte das vendas de bilhetes vai para a Actors Fund, uma organização de apoio a artistas na área do entretenimento.Ao que avança o The Verge, o musical foi preparado ao longo de vários meses por compositores, cenógrafos, coreógrafos e até fãs. Assim se conceberam os números musicais que se viriam a revelar a receita para o sucesso. O espetáculo teve luz verde da Disney/ Pixar, debaixo dos holofotes dos nossos telemóveis estiveram também muitas estrelas da Broadway. Quem diria que um rato que adora cozinhar podia mover tanta gente?!
Um robô tipo Star Wars que carrega carros
Os robôs criados pela Volkswagen fazem lembrar os R2-D2 de Star Wars. O reparo é deste artigo da Futurism, que mostra o vídeo da tecnologia que está a ser desenvolvida há pelo menos um ano. Mas para que serve esta engenhoca? Para carregar carros elétricos.O ponto importante aqui é o seguinte: não é o Maomé que vai à montanha, é a montanha que vai ao Maomé. O Mobile Charging Robot desloca-se para junto dos carros, para que estes possam ser carregados, sempre de forma independente. Esta inovação resolve o problema de muitos condutores que têm dificuldade em arranjar postos de abastecimento para os seus veículos elétricos.
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Projetos que ficaram debaixo de olho esta semana 🤩
Alibaba e os 1,6 mil milhões. Este foi o valor em dólares (ou seja 1,3 mil milhões de euros) que vários investidores, incluindo a gigante de e-commerce da China, libertaram para uma plataforma de aulas online do mesmo país, a Zuoyebang. Conheça os outros investidores neste artigo da Tech Crunch.
"Mens sana in corpore sano". Apesar de ser transversal aos tempos a necessidade de cuidar da mente como se cuida do corpo, por vezes isso pode ser esquecido. Foi para lutar contra essa tendência que a Mindstrong (Mente Forte) manteve os pacientes em contacto com os psicólogos e psiquiatras durante a quarentena. Tudo através de um software que ajuda os profissionais desta área a ter sinais de alerta e detetar a necessidade de intervenção. Mais uma tecnologia ao serviço da saúde mental..
Fechar o olho do Big Brother. É isso que está a tentar fazer Harmony. A empresa de blockchain quer reverter a tendência de armazenamento de dados por parte de gigantes como a Google ou o Facebook. O objetivo é permitir que os utilizadores comuns da internet possam navegar à vontade sem deixar rasto (ou pelo menos sem escarrapachar todos os detalhes das suas vidas). A Harmony tem também a filosofia da melhor distribuição da riqueza e da criação de uma economia mais justa.
É só mais 1 minuto ⌛
Começar o ano com falhanços: na altura de fazer planos e resoluções para o ano é importante relembrar erros do passado para não os repetir novamente. Para as marcas é aprender com produtos, campanhas ou sub-marcas que ou ficaram abaixo das expectativas ou simplesmente não resultaram. Nesta lista, a Fast Company relembra 25 fails de marcas nos últimos 25 anos.
A quem agradeço? “Soul”, o filme mais recente da Pixar a estrear no Disney+, tem sido uns dos mais vistos desde que foi lançado no dia de Natal e voltou a mostrar a capacidade de filmes de animação nos porem a pensar sobre o sentido da vida. O responsável é Pete Docter, Diretor Criativo da Pixar, que também tem no seu portfólio projetos de que poderá ter ouvido falar como “Toy Story”, “Monstros e Companhia”, “Up” e “Inside Out”. Esta é a sua história.
Dois dedos de conversa
Esta newsletter é produzida pela MadreMedia e reúne histórias do admirável mundo da inovação e das empresas, por isso andamos sempre à procura de novas ideias e de novos projetos que valha a pena dar o devido destaque. Às segundas-feiras na sua caixa de email.
Pode submeter a sua empresa/projeto em thenextbigidea.pt.
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