
27 de junho de 2022
Durante dois fins-de-semana, o Rock in Rio juntou mais de 250 mil pessoas no Parque da Bela Vista em Lisboa, que tiveram a oportunidade de ouvir nomes como Liam Gallagher, Muse, Black Eyed Peas, Duran Duran, Anitta e Post Malone. Mas não foi só de música que o evento foi feito e, além de marcas a ativar fortemente os seus produtos e serviços, também o gaming teve uma palavra a dizer.Obrigado por nos lerem,Miguel Magalhães
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Long Stories Short

Gaming e música: o namoro já deu em casamento
Há muito que o Rock in Rio deixou de ser apenas um festival de música. É certo que continua a chamar-se “cidade do rock”, mas a gastronomia, o mundo digital e o gaming têm cada vez mais uma presença forte naquele que é um dos maiores eventos que acontece em Portugal.E se pensarmos que a ligação da música à gastronomia pode existir até noutros contextos (como as casas de fado, por exemplo), e que o mundo digital é cada vez mais transposto para o mundo físico:
com uma série de personalidades que construíram a sua carreira online a terem uma presença cada vez maior offline (como YouTubers, podcasters, etc.)
a relação do gaming com a música – e principalmente a ligação do gaming com a música e os eventos ao vivo – começou a estreitar-se nos últimos anos.
Um estudo recente da consultora Deloitte, de resto, mostra-nos que os gamers da Geração Z ouvem mais música que gamers de outras gerações (ainda que seja difícil a um Millennial não se lembrar da Song 2 dos Blur quando jogava FIFA 98 no seu quarto), o que só prova que esta ligação veio para ficar.

Mas há mais:
Em 2019, a empresa Morning Consult divulgou um estudo que mostrava que o YouTuber PewDiePie (que ficou conhecido pelos seus vídeos de comentário a jogos) tinha o mesmo reconhecimento que LeBron James, atleta da NBA e um dos melhores desportistas de sempre, junto da Geração Z masculina americana.
Em abril de 2020, o concerto do rapper Travis Scott dentro do jogo Fortnite teve uma estonteante audiência de mais de 12 milhões de pessoas, quase o dobro da audiência dos MTV Video Music Awards do mesmo ano, o que em parte pode ser explicado pela pandemia (o mundo estava em casa, basicamente), mas faz parte de uma tendência maior e mais antiga.
O gaming sempre foi mainstream, mas nos últimos anos, acelerado por uma pandemia que impediu eventos ao vivo, tornou-se parte fundamental da cultura pop. E com isso vieram as receitas, que não só tornam esta indústria maior que a da música e do cinema, como também fazê-la ultrapassar o conjunto dos ganhos das maiores ligas desportivas americanas (NFL, de futebol americano, NBA, de basquetebol, MLB, de basebol, e NHL, de hóquei no gelo). Por tudo isto, não espanta que a edição deste ano do Rock in Rio tenha no seu recinto o Worten Game Stage, um palco dedicado ao gaming por onde passaram alguns dos maiores nomes da atualidade, ídolos de uma geração e desconhecidos para outra (como acontece com tantas outras áreas, no fundo). Em Portugal, vemos streamers (criadores de conteúdo que estão em direto regularmente durante várias horas, geralmente na plataforma Twitch) com forte ligação ao gaming a atingir reconhecimento semelhante.Um dos casos paradigmáticos é o de Diogo Silva, Move Mind na Twitch:
Foi recentemente premiado nos About You Awards (prémios apoiados pela marca de roupa que celebram os criadores de conteúdo europeus) na categoria de Live.
Tem cerca de 170 mil seguidores e 3.600 subscritores no seu canal (sendo que estes últimos pagam 3,99 euros por mês para ter acesso a algumas vantagens),
Numa entrevista com a CNN Portugal, Diogo referiu que os seguidores também podem fazer doações durante as suas emissões em direto na Twitch, sendo que, a título de exemplo, no dia do seu aniversário recebeu 6 mil euros de pessoas que quiseram apoiar o seu trabalho enquanto streamer.
No fundo, os streamers e YouTubers funcionam também eles como plataformas de media, em que existem subscritores que pagam por conteúdo exclusivo, tal como, por exemplo, acontece com plataformas de streaming como a Netflix ou a HBO, ou marcas que querem estar presentes nos seus conteúdos ou emissões, tal como acontece com os canais de televisão que temos disponíveis.Ao longo dos quatro dias do Rock in Rio, o Worten Game Stage recebeu alguns dos maiores streamers e criadores de conteúdo ligados ao mundo dos videojogos e da tecnologia tal como o já referido Move Mind, Fox (gamer profissional), RicFazeres e Nuno Agonia (dois dos maiores YouTubers portugueses), e também Morais HD, um dos maiores streamers nacionais e que tinha o papel de host digital do palco, uma vez que a sua identidade é desconhecida.Quanto ao futuro deste casamento entre gaming e música, eventualmente passará por uma maior integração entre plataformas de transmissão (como a Twitch) e plataformas de música (como o Spotify). O estudo da Deloitte mencionado anteriormente diz que, apesar de uma percentagem significativa da Geração Z partilhar sugestões de músicas entre si enquanto jogam, não existe ainda uma forma de adicionar essas sugestões a uma playlist ou até adquiri-las sem abandonar o jogo. Os próximos anos vão, de certeza, trazer novidades.
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The Next Big Idea apresenta...

O futuro destas startups começa na investigação científica
A Inductiva é um centro de investigação que, através de inteligência artificial, tenta criar melhores sistemas de simulação para empresas, que lhes permitam, de uma forma mais rápida, adivinhar resultados para potenciais rumos de ação. A Virtuleap é startup de Realidade Virtual que desenvolve soluções de VR para empresas, muito focadas na saúde e na análise de capacidades cognitivas. Para isso pega em videojogos do mundo 2D e tenta trazê-los para uma nova realidade, extraindo mais dados da performance de cada jogador.
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Vi algures no nosso site 👀
Do Facebook à Farfetch: quais foram os melhores (e piores) IPO nos últimos 10 anos?Quais são os maiores IPO (Oferta Pública Inicial) e quem teve mais e menos sucesso? É uma pergunta que a portuguesa Rows em colaboração com a Market Sentiment procurou responder através de uma lista hoje divulgada que analisa os padrões e tendências das IPOs tecnológicas ana última década."O momento é agora". O que a Weavr se propõe fazer no mercado português (e porquê)Fundada em 2018, é uma fintech, sediada em Londres, que fornece serviços financeiros “Plug and Play” ou, noutra terminologia, “embedded finance”. Estes serviços disponibilizam as funcionalidades tradicionalmente oferecidas pelos bancos, mas propõe uma maior celeridade e agilidade de processos.Cristiano Ronaldo entra no mundo dos NFTs com parceria exclusiva com a BinanceA Binance anunciou uma parceria exclusiva de vários anos com a lenda do futebol português Cristiano Ronaldo. Através da parceria, a plataforma de transação de criptomoedas e NFTs vai lançar uma campanha global com o objectivo de dar aos fãs de Ronaldo uma introdução à Web3 e ao mundo dos NFTs.Breega assegura 250 ME para financiar startups ibéricasO fundo de capital de risco Breega anunciou a criação de um fundo de 250 milhões de euros para investir em projetos inovadores e abrir um novo escritório em Barcelona, depois de já contar com presença em Paris e Londres. Este financiamento vai permitir investir em rondas de série A ou em fase superior.“Sabe a ovo, cheira a ovo, mas não é ovo”. O inovador produto português que não sai da galinhaA Plantalicious, empresa portuguesa, criou o happieggs, uma alternativa 100% vegetal ao ovo de galinha. Sem conservantes e produzido a partir de extratos vegetais, entra no mercado nacional no próximo semestre.
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Vi algures na Internet 💻
Decisão sobre lei do aborto (1). O Supremo Tribunal dos EUA anulou a proteção federal do direito ao aborto e a Meta (ex-Facebook) voltou a reiterar a sua política interna de não serem permitidas conversas nos chats da empresa sobre temas “sociais”, “políticos” ou “sensíveis”. (New York Times) Decisão sobre lei do aborto (2). Especialistas em privacidade nos EUA expuseram várias preocupações com a revogação da lei Roe v. Wade. As aplicações que rastreiam dados como a fertilidade e o ciclo menstrual podem, em teoria, ser utilizadas pelas autoridades na investigação de abortos ilegais (Wall Street Journal). E já várias tecnológicas vieram a público fazer a sua tomada de posição — é o caso da Google, Amazon ou Microsoft. (Tech Crunch)Trabalho. A vida parece estar a voltar ao seu curso. As pessoas estão a viajar, a ir a bares, concertos, festas ou até ao cinema. Só não estão a voltar ao escritório como algumas empresas desejariam. (Curbed)Metaverso. Mark Zuckerberg está particularmente animado com o futuro, mas quer que este universo se assemelhe ao mundo real. Tanto que tem estado bem ativo nos últimos dias a dar novidades. (Protocol) Bill Gates & Elon Musk. O co-fundador da Microsoft falou recentemente num podcast sobre as alterações climáticas, a importância das criptomoedas e as capacidades de gestão do tempo e redes sociais de Elon Musk — basicamente assinala que não sabe como é que o patrão da Tesla arranja tempo para tudo. (TechCrunch Podcast)PlayStation 5. A procura é tanta e as consolas à venda tão escassas que a Xbox está a beneficiar disso no… Japão! (a Sony, dona da PS, é japonesa) O que é de louvar já que é um mercado mais ou menos “hostil” para a consola da Microsoft. (IGN)Apple + Buy Now, Pay Later. A maçã anunciou um segredo pouco secreto ao apresentar o seu serviço BNPL. No entanto, segundo os analistas, vai a jogo de uma maneira diferente da concorrência (Affirm, Klarna ou Afterpay) porque o seu cliente é diferente. (Protocol)Ethereum 2.0. A rede de blockchain vai receber um importante update — que basicamente vai mudar o seu funcionamento e a maneira como opera. (Ethereum Foundation) Canadá: o novo tech-oásis? Toronto está a morder os calcanhares a São Francisco e Nova Iorque enquanto cidade de topo para os maiores talentos ligados à área da tecnologia. (Axios)Solana Labs. A plataforma anunciou que vai lançar um smartphone (chamado “Saga”) no mercado em 2023. É um aparelho voltado para a web3 e tem como intuito aproximar os NFT’s e tudo é o que cripto do mundo mobile. (Tech Crunch) Instagram. A rede social da Meta é a mais recente plataforma a lançar novas ferramentas para apanhar os utilizadores mais novos que mentem acerca da sua idade. (Axios)Elétricos. A General Motors e a Nissan revelaram os seus planos para facilitar a vida aos proprietários destes veículos — especialmente para que estes mantenham as suas baterias carregadas durante mais tempo. (Tech Crunch)
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Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por: Miguel Magalhães, Abílio dos Reis, João DinisEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes








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