
30 de maio de 2022
Os ensinamentos de Aristóteles ditam que a estrutura clássica de um drama está dividida em três atos: apresentação (I), desenvolvimento (II) e conclusão (III). Se aplicarmos a referida na saga das “Streaming Wars”, com o Estado de Graça da Netflix em declínio e com vários players na contenda pelo seu domínio, estamos a entrar no segundo ato da narrativa. Ou seja, agora que a audiência já conhece as personagens e as suas motivações, é tempo de começar a desenvolver o arco da ação. Obrigado por nos acompanharem,Abílio dos Reis
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Long Stories Short

Streaming Wars: Netflix em queda
“É seguro declarar que o primeiro ato das streaming wars chegou ao fim”. Ou pelo menos assim reza um artigo da CNBC, que esmiúça o assunto e tenta perceber o futuro e para onde caminha o streaming. O que leva naturalmente a várias questões, nomeadamente:1) Como é que é possível saber isso?
Resposta curta: Porque a não ser que apareça algum player fashionably late e de surpresa na festa, todas as grandes empresas (tecnológicas e de media) que pudessem ter interesse em ir a jogo neste super intricado campeonato já o fizeram. Trata-se de um mercado difícil, custoso e extremamente competitivo, mas que inevitavelmente parece ser o futuro.
Os jogadores. Podem existir fusões e compras (do estilo da Amazon adquirir o estúdio do leão, o MGM) para baralhar as contas, porém, Amazon Prime Video, Apple TV+, Disney+, HBO Max/Discovery+, Netflix, Paramount+ e a Peacock – SkyShowtime parecem destinadas a reinar o mercado a nível global (sobre esta última cabe a curiosidade que abriu um novo hub em Aveiro e que deve chegar a Portugal ainda este ano).
2) Mas porquê abordar isto agora? Porque a guerra pelo domínio do território streaming voltou a ser tema digno de manchete no início de 2022, após a Netflix ter anunciado que perdeu subscritores pela primeira vez numa década e que espera perder mais dois milhões no próximo trimestre. Informações que fizeram com que perdesse 50 mil milhões de dólares do seu valor nas últimas semanas.
Em resumo, quando a empresa que revolucionou a maneira como consumimos filmes e séries (e a modos que passou a certidão de óbito aos canais por cabo) está em dificuldade para reter subscritores, os investidores começam a questionar o real valor destas empresas ligadas aos media e entretenimento. Ou seja, com o aparecimento de tantas e novas plataformas de streaming a lutar pela atenção de um número limitado de subscritores, o busílis do negócio (se é rentável ou não) começou a ser colocado em causa.
Paralelamente, os investidores parecem dar sinais de que já não vão na cantiga da Netflix, ainda que o CFO Spencer Neumann alegue que no mercado estão 700 milhões de casas disponíveis, que vai haver caça à password partilhada em várias contas e que o crescimento irá acelerar novamente no segundo semestre do ano.
Depois, há ainda prejuízos que também fazem retrair os investidores na altura de injetar dinheiro. Veja-se o exemplo da Disney. Só no último semestre, a Casa do Mickey e dos super-heróis revelou perdas de 887 milhões de dólares relacionadas com os seus serviços de streaming. Porém, está longe de ser a única. Tome-se o caso da Peacock, em que a Comcast (a dona) estima perder 2,5 mil milhões de dólares em 2022, depois de investir 1,7 mil milhões em 2021.Mas isto significa que seguiram todos o sucesso da Netflix, mas ninguém espera lucro ou ser rentável? A resposta é… sim. Se vai dar ou não, só o futuro dirá. No entanto, os executivos destas empresas sabiam que ia levar tempo até que os serviços fossem viáveis. Não obstante, a Disney espera que o Disney+ se torne rentável em 2024, assim como a HBO Max, a Paramount+ e a Peacock também esperam que os seus serviços consigam seguir as pisadas dessa rentabilidade na mesma altura.E agora?
Vai continuar a investir-se em conteúdos, mas a tendência é que no futuro se aperte o cinto;
Escrutinam-se escolhas (na HBO Max, por exemplo, já se disse que não se vai entrar em loucuras e que se vai apostar na qualidade em vez da quantidade);
Espera-se que os novos modelos de subscrição mais baratos, com anúncios, ajudem a encontrar novos clientes.
Ok, mas atenção que… a oferta de subscrição mais barata por si só não chega. Ainda que existam pessoas que não se ralam com anúncios antes de cada episódio, se isso significar pagar menos, elas vão continuar a precisar de conteúdo original relevante para escolherem um serviço.No entanto, ninguém duvida que o streaming veio para ficar. A televisão tradicional carece daquela coisa que hoje em dia a sociedade em alta rotação prefere: flexibilidade. E mesmo que os investidores não vejam os lucros observados durante a pandemia, o futuro parece ser este e não um regresso aos moldes antigos.
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The Next Big Idea apresenta...

A arte também é tecnologia A Artpool e a Faniak são duas startups a desenvolver soluções tecnológicas no mundo artístico. A primeira quer ser a plataforma de referência para galerias de arte em web3, ao passo que a segunda quer ser a solução ideal para os profissionais de música pouparem tempo em trabalho administrativo.
Ambas participaram no episódio mais recente do The Next Big Idea, onde falaram do seu percurso e das suas plataformas.
Veja o episódio completo aqui.
Acompanhe o The Next Big Idea todos os fins de semana na SIC Notícias.
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Vi algures no nosso site 👀
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Vi algures na Internet 💻
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Cada história de inovação é única e um verdadeiro bilhete de identidade de cada empresa.No nosso mundo cada vez mais digital, o vídeo é uma ferramenta-chave para nos apresentamos uns aos outros e para ficarmos a conhecer parceiros, clientes, investidores ou futuros colaboradores.No The Next Big Idea, ao longo dos últimos dez anos, já contámos a história de mais de 600 empresas e projetos inovadores. É essa experiência que trouxemos para o NEXT Studio, um espaço para contar a história de inovação de cada empresa desde a criação do guião, às filmagens, edição e planeamento da distribuição do conteúdo nas várias plataformas.
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Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por: Miguel Magalhães, Abílio dos ReisEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes








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