23 de maio de 2022

Os videojogos não fazem bem à “saúde das crianças”. Ou, pelo menos, assim reza um certo estigma ou receio que muitos pais têm relativamente ao gaming. Contudo, um estudo recente parece contrariar esta máxima e assinala que jogar pode, afinal, trazer benefícios para o desenvolvimento do cérebro dos adolescentes e jovens adultos. Mas atenção: isto não significa que fiquem mais inteligentes ou devam passar 12 horas diárias com um comando na mão.Obrigado por nos acompanharem,Abílio dos Reis

Long Stories Short 

 Jogar videojogos faz bem à saude? 

É um tema sensível para muitos pais e que certamente já levantou inúmeras questões entre famílias e a quem tem jovens a seu cargo: será que jogar faz mal ao cérebro do meu filho e ao seu desenvolvimento? Será que passar horas agarrado a um comando a olhar para um monitor ou televisão vai torná-lo num zombie anti-social? 

  • Resposta: De acordo com um novo estudo, existem boas notícias para quem tem estas preocupações. Se jogados com moderação, os videojogos podem até ser benéficos para desenvolvimento dos cérebros dos adolescentes e jovens adultos (faixa dos 18 aos 25); 

O artigo, publicado em abril na revista científica European Psychologist, foi notícia no Wall Street Journal (WSJ) e tema de destaque na The Hustle. E a conclusão a que os investigadores chegaram foi que os jogos não têm as mesmas desvantagens de algumas redes sociais, que têm estado ligadas a questões como o défice de atenção, e que até podem fazer bem.Jovens gamers vs não-gamers

Os jovens gamers que jogaram com moderação conseguiram sair-se melhor em algumas tarefas cognitivas do que os seus congéneres que dispensam este tipo de entretenimento, nomeadamente quando lhes foi pedido que:

  • Alternassem tarefas visuais; 

  • Dividissem a atenção entre diferentes objetos em movimento;

  • Tivessem que se recordar da localização de certos objetos escondidos. 

No entanto, apesar de registarem estes benefícios, tal não significa que se deva colocar os adolescentes e jovens adultos a jogar ininterruptamente durante horas a fio. Jogar ajuda, mas não os torna mais inteligentes.

  • O que parece ser facto: se doseado, o gaming não leva à “zombificação” do cérebro. “Os pais não se devem preocupar com o fritar do cérebro dos miúdos ou torná-los zombies, porque isso não é verdade", explica um dos psicólogos, citado pelo WSJ.

Ainda assim, nem tudo é um mar de rosas. Os benefícios verificam-se nos casos em que existe moderação. Como em quase tudo, quando se abre a porta ao excesso, os benefícios rapidamente passam para a outra margem e exaltam-se os efeitos nocivos dos jogos.A The Hustle sublinha que o “jogar demasiado” vai ser sempre originar debate porque aquilo que pode ser demasiado para uns não é para outros. Contudo, existem sinais que ajudam a perceber quando se está a cruzar a linha:

  • Ansiedade e irritabilidade quando não se está a jogar;

  • Mentir relativamente à quantidade de horas que se joga;

  • Quando se começa a perder interesse por coisas que antigamente davam prazer.

Ou seja, não é à toa que a Organização Mundial da Saúde alerta que sem controlo pode virar doença e levar à dependência. Mas como lembra a The Hustle, é precisamente este comportamento que dá má reputação aos videojogos. E ainda que em muitos casos existam bases e fundamentos para isso, talvez seja tempo de encarar os videojogos da mesma forma com que se encaram outros problemas sociais e pôr termo ao estigma “os jogos fazem mal às crianças”.

  • Em suma, tal como este estudo sugere, se o consumo dos videojogos for moderado e controlado, não fazem mal e em certos casos até podem trazer benefícios. Importante é saber não cair no exagero e tentar fugir ao perigoso fosso da angústia e vício.

* * *

The Next Big Idea apresenta...

Startups, Portugal já é uma oportunidade 

Nos últimos anos, o nosso país tem-se tornado um mercado cada vez mais atrativo para startups internacionais. Internamente, a competitividade está a aumentar e em em 2021, de acordo com um estudo da startup portuguesa Rows, as 50 startups portuguesas em mais rápido crescimento já valiam +5.7 mil milhões de euros e tinham levantado +1.24 mil milhões de euros.Por outro lado, com a chegada da Web Summit em 2016, cada vez mais startups começaram a olhar para Portugal como uma oportunidade para o seu negócio. É o caso da holandesa Mollie e a francesa Sunday, que participaram no episódio desta semana do The Next Big Idea, e nos contaram como criaram as operações por cá.

  • Veja o episódio completo aqui.

  • Acompanhe o The Next Big Idea todos os fins de semana na SIC Notícias.

* * *

Vi algures no nosso site  👀

Quantas vezes já reciclou uma garrafa de refrigerante e a tampa ficou “pelo caminho”?A Coca-Cola quer resolver esta questão com uma ligeira alteração de design nas garrafas da marca e passa por introduzir uma mudança permanente no momento de reciclar.Mazal. O projeto da Ilha Terceira onde a Arqueologia e a Cosmética se encontraA startup açoriana Mazal, incubada na StartUp Angra, está a transformar rocha vulcânica em cosméticos para higiene pessoal e tem o sonho de chegar aos EUA.Stablecoins. Dinheiro é confiança (mesmo nas criptomoedas)Desde a sua origem que o dinheiro é uma questão de confiança. É a lição que tiramos da história da criptomoeda TerraUSD.Lisboa realiza maratona tecnológica para encontrar respostas para 48 mil casas vaziasA Câmara Municipal de Lisboa e a Startup Lisboa anunciaram o lançamento de uma iniciativa denominada HACKATHOME em que convidam jovens universitários a dar resposta ao desafio das mais de 48 mil casas vazias na capital.Too Good To Go. Em Portugal, foram salvas do lixo um milhão de refeições em 2022Os utilizadores portugueses da aplicação móvel ‘Too Good To Go’, que vende as sobras dos restaurantes demasiado boas para deitar fora, salvaram do lixo mais de um milhão de refeições em 2021, o dobro comparativamente ao ano anterior.

* * *

Vi algures na Internet  💻

Elon Musk, CEOs e toxicidade. Mediante as últimas acusações contra o dono da Tesla - uma hospedeira de bordo da SpaceX alega que Musk lhe fez uma proposta indecente e a empresa teve que chegar a um acordo com a funcionária no valor de 250 mil dólares - há quem pergunte: quão tóxico é demasiado tóxico para um CEO? E onde se traçam os limites? (Protocol)Klarna menos ⅓. A fintech sueca de buy-now-pay-later, que há bem pouco tempo anunciou um novo hub em Portugal, pode ver a sua avaliação atual de 46 mil milhões de dólares reduzir para os 30 mil milhões de dólares, uma vez que, alegadamente, tenta angariar mais capital. (The Wall Street Journal)Chegou o crypto-Inverno. Depois do mercado das criptomoedas voltar a cair com estrondo, em que a Bitcoin afundou mais de 60% (do seu máximo histórico) e outras criptomoedas ainda se ressentiram mais, a mensagem parece ser clara: o “crypto winter” não está para chegar. Já chegou. Ou assim dizem algumas publicações. (Protocol)MiamiCoin perdeu 95% do seu valor máximo. Aquela que foi a primeira criptomoeda “oficial” de uma cidade norte-americana perdeu quase todo o seu valor nos últimos meses. O Presidente da Câmara tinha esperança que aumentasse receitas para o seu executivo, reduzisse a desigualdade e servisse como alternativa aos impostos, mas a queda do mercado não está a ajudar os seus intentos. De todo. (Axios)Twitter. A rede social introduziu na semana passada uma nova política de utilização para tentar travar a desinformação em tempos de crise. E pese embora a medida vise inicialmente conflitos armados internacionais (leia-se invasão na Ucrânia), pode mais tarde ser alargada e implementada noutros tópicos como desastres naturais ou emergências de saúde pública. (Twitter)Bill Gates & clima. Aquele que em tempos foi o homem mais rico do mundo explicou no Reddit (num momento AMA - “Ask Me Anything”) o que é que cada um de nós pode individualmente fazer para combater as alterações climáticas. (CNBC)Meta. A dona do Facebook terá dito aos funcionários para pararem de discutir o aborto no trabalho. (The VergeAliens & UFOs. Para os legisladores norte-americanos esta é uma temática de interesse nacional. E, pela primeira vez em mais de 50 anos, o Congresso realizou uma audição pública sobre OVNIs. Pela segurança da Nação. (Morning Brew)Y Combinator alerta: “preparem-se para o pior”. O apocalipse parece estar aí ao virar da esquina. Pelo menos, de acordo com um e-mail enviado às empresas aceleradas por este fundo — um dos maiores investidores de startups de Silicon Valley. O mercado está em turbulência, os investimentos estão contidos e as notícias dão conta de layoffs, redução de despesas e retração na hora de contratar. (TechCrunch)

* * *

 NEXT STUDIO: Qual é a vossa história? 

Cada história de inovação é única e um verdadeiro bilhete de identidade de cada empresa.No nosso mundo cada vez mais digital, o vídeo é uma ferramenta-chave para nos apresentamos uns aos outros e para ficarmos a conhecer parceiros, clientes, investidores ou futuros colaboradores.No The Next Big Idea, ao longo dos últimos dez anos, já contámos a história de mais de 600 empresas e projetos inovadores. É essa experiência que trouxemos para o NEXT Studio, um espaço para contar a história de inovação de cada empresa desde a criação do guião, às filmagens, edição e planeamento da distribuição do conteúdo nas várias plataformas.

* * *

Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por: Miguel Magalhães, Abílio dos ReisEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes

Copyright © , Todos os direitos reservados.O nosso endereço é:Quer deixar de receber estes emails?Pode clicar aqui. Mas não faça isso: isto está giro.