16 de maio de 2022

Desde a sua origem que o dinheiro é uma questão de confiança. Se a deixarmos de ter numa moeda ou num ativo, ele perde todo o seu valor. E isto é válido tanto para o euro/dólar, como para as diferentes criptomoedas que tentam ser pioneiras da transição para uma nova economia e para a Web3. É uma lição que abordamos na edição desta semana.Obrigado por nos acompanharem,Miguel Magalhães

Long Stories Short 

 Dinheiro é confiança 

A volatilidade sempre foi uma característica que fez parte do mercado de criptomoedas. A falta de regulação na maior parte dos países e a crescente adoção e popularidade de projetos neste universo (particularmente nos dois últimos anos) levou a que observássemos frequentes oscilações nos preços destas moedas digitais.

  • A boa notícia é que, até há poucos meses, a indústria das criptomoedas estava numa trajetória tendencialmente crescente, com vários projetos a atingirem valorizações recorde e com cada vez mais empresas a darem credibilidade ao ecossistema, entre grandes tecnológicas, bancos e fundos de investimento.

  • A má notícia é que 2022 não tem sido muito amigo da economia descentralizada. As maiores criptomoedas em termos de valorização de mercado - a Bitcoin e a Ether - estão 50% abaixo do seu valor mais alto de sempre e, de uma forma geral, a maior parte das moedas digitais está a atravessar um “crash”, que é como quem diz um período de desvalorização acentuada.

Foi a pensar nestes riscos que as stablecoins foram criadas. As oscilições de preço complicam o processo de utilizar criptomoedas enquanto meio de troca. As stablecoins, pelo contrário, apesar de serem criptomoedas, associam o seu valor a um ativo existente e oferecem a investidores (ou holders) uma maneira de gozar dos benefícios de uma moeda digital (i.e rapidez de transação e taxas mais baixas) sem volatilidade.Como é que as moedas se mantêm “estáveis”?Precisam de um ativo ou colateral ao qual o seu valor possa ser equiparado. Neste sentido, existem três tipos de stablecoins:

  • Baseadas noutras divisas, como o euro ou o dólar, às quais fazem corresponder a sua circulação nos mercados de criptomoedas.

  • Baseadas noutras criptomoedas, como a Bitcoin ou a Ether, cujas reservas são equiparadas ao total em dólares. 

  • Baseadas em algoritmos ou “smart contracts” (contrato inteligente), que associam o valor a outra moeda digital e que asseguram que o valor das stablecoins se mantém estável.

Ou seja, um milhão de uma determinada stablecoin baseada em dólares, terá como colateral um milhão de dólares, ao passo que um milhão de uma stablecoin baseada em Bitcoin (por exemplo), terá como colateral o equivalente a um milhão de dólares em bitcoin, aplicando-se a mesma lógica às stablecoins baseadas em algoritmos ou smart contracts.Este último é aquele que têm levantado mais questões em termos de transparência e da própria funcionalidade porque acaba por não estar suportado por nada, na realidade. E, curiosamente, gerou uma das principais histórias da semana passada.De 40B dólares para quase-zeroA TerraUSD (ou UST) era uma stablecoin cujo valor se baseava num algoritmo associado à valorização de uma criptomoeda irmã chamada Luna, isto é, 1 UST deveria corresponder sempre a 1$ de Luna. Para garantir isto, o algoritmo fazia ajustes diretos à circulação da moeda, consoante a procura por UST e o preço da Luna.No final de 2021, a Luna estava avaliada em mais de 40 mil milhões de dólares e a TerraUSD era uma das stablecoins mais utilizadas nos mercados de criptomoedas, apesar de alguns alertas por parte de diferentes publicações e analistas que apontavam a não existência de um “colateral real” como um risco gigante para uma série de investidores.A semana passada finalmente deu-lhes razão e um conjunto de acontecimentos levou a que a UST deixasse de conseguir ter paridade no mercado (1UST = 1$) e que em vez disso valesse apenas 0.10$. Vamos descobrir quais?

  • Falhas no sistema: a blockchain da Terra (empresa responsável pela Luna e da TerraUSD), enfrentou uma série de problemas que fizeram com que transações com a criptomoeda não pudessem ser validadas. Numa questão de dias, a Luna desvalorizou de 100 dólares para pouco mais de 0 cêntimos.

  • O Adeus da Binance: face a estes problemas, a Binance, que é a maior plataforma de transação de criptomoedas, decidiu retirar a Luna e a UST da lista de ativos que os seus utilizadores podem negociar. No entanto, passados alguns dias voltaram à plataforma com algumas promessas.

  • Contexto macroeconómico: a crescente inflação e potencial subida das taxas de juro estão a colocar em causa a conotação destas moedas digitais como imunes ou como uma proteção a choques sistémicos da “economia real”. Em 2022, o S&P (um dos mais populares índices de ações) está a cair 16%, um valor que sendo negativo, é inferior à queda dos mercados de criptomoedas.

No futuro… ainda não se sabe bem o que vai acontecer à TerraUSD e qual o efeito que pode ter noutras stablecoins como a Tether (USDT) ou a USD Coin (USDC), baseadas nas reservas do dólar. Estes ativos são importantes para o funcionamento dos diferentes ecossistemas descentralizados e o seu colapso poderia trazer consequências graves para economias que hoje estão muito mais ligadas às criptomoedas.

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The Next Big Idea apresenta...

 Quem é a Netflix dos seguros? 

Em 2021, o mercado de seguros em Portugal representou mais de 13 mil milhões de euros, um aumento de 35% face a 2020. Apesar da tendência positiva, a indústria tem sido alvo de uma série de transformações promovidas por uma nova geração de empresas chamadas de insurtech.Estas startups estão a repensar a jornada do utilizador e a experiência digital de comprar e gerir um seguro. Duas delas são portuguesas - a Lovys e a Mudey - e participaram no episódio mais recente do The Next Big Idea, onde abordámos o setor e as principais mudanças que se avizinham.

  • Veja o episódio completo aqui.

  • Acompanhe o The Next Big Idea todos os fins de semana na SIC Notícias.

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Vi algures no nosso site  👀

A Luca e a Speak foram os dois projetos que participaram no episódio do The Next Big Idea em que falámos de inovação no setor educativo. 

É intuitiva e interessa a investidores. Roadshow da Demium premeia startup que organiza a vida aos professores.No Hotel Sheraton, juntaram-se 8 startups early-stage de sucesso em Portugal com potenciais investidores, naquele que foi o primeiro Roadshow da Demium em Portugal, um evento organizado pelo fundo de investimento internacional Demium Capital.O roteiro ideal para a Ilha Terceira

A Terceira Tours foi criada pelo terceirense Ivo Silva que, depois de estudar em Lisboa e de trabalhar durante nove anos na República Dominicana, decidiu “regressar a casa” e criar uma experiência turística que não encontrava na sua ilha.Twitter: Compra está temporariamente suspensa, diz Elon Musk

O CEO da Tesla fez saber da notícia na semana passada através das redes sociais e indicou que o acordo está “congelado” enquanto aguarda por mais detalhes por parte do Twitter.Angra do Heroísmo. Do Turismo à tecnologia, este é o lugar para nómadas digitais

Fomos conhecer o trabalho desenvolvido pela Startup Angra e pelo município da Ilha Terceira no apoio a negócios locais e a empreendedores do mundo inteiro.

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Vi algures na Internet  💻

Arte.  Um dos mais populares quadros do artista americano Andy Warhol foi vendido por 195 milhões de dólares e pode indicar que o mercado tradicional de arte vai passar por um novo “boom”. (Bloomberg)Google. Conhecida por nos dar a maior parte das respostas às nossas perguntas, a tecnológica apresentou os novos modelos Pixel da sua gama de smartphones e anunciou que o seu primeiro smartwatch está a caminho. (Axios)Instagram. A rede social detida pela Meta (que também detém o Facebook e Whatsapp) é a próxima a entrar no carrossel dos NTFs e a integrar na sua plataforma uma funcionalidade que permite que donos ou criadores destes ativos digitais os possam exibir no seu feed ou stories. (TechCrunch)Gaming. Uma das mais bem sucedidas parcerias do mundo dos videojogos vai chegar ao fim. A produtora americana Electronic Arts anunciou que não vai renovar a licença da FIFA para continuar a produzir o popular jogo de futebol e vai criar outro em nome próprio. (Protocol)Europa. De acordo com uma nova legislação da UE, a Google vai ser obrigada a pagar a mais de 300 publishers pelo conteúdo distribuído na sua plataforma. (Reuters)O fim do iPod. A Apple anunciou na semana passada que vai parar de produzir os seus iPod Touch. É o fim de uma era para um produto que marcou o início do domínio da empresa no século XXI. (TechCrunch)

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 NEXT STUDIO: Qual é a vossa história? 

Cada história de inovação é única e um verdadeiro bilhete de identidade de cada empresa.No nosso mundo cada vez mais digital, o vídeo é uma ferramenta-chave para nos apresentamos uns aos outros e para ficarmos a conhecer parceiros, clientes, investidores ou futuros colaboradores.No The Next Big Idea, ao longo dos últimos dez anos, já contámos a história de mais de 600 empresas e projetos inovadores. É essa experiência que trouxemos para o NEXT Studio, um espaço para contar a história de inovação de cada empresa desde a criação do guião, às filmagens, edição e planeamento da distribuição do conteúdo nas várias plataformas.

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Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por: Miguel Magalhães, Abílio dos ReisEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes

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