28 de dezembro de 2020  

Na última newsletter de 2020, tomámos a resolução não fazer balanços e optámos por olhar em frente. E mesmo que os primeiros meses de 2021 ainda se pareçam mais com uma espécie de "tempo extra" de 2020, todos queremos acreditar num ano melhor e algumas das mudanças mais abruptas do ano que agora termina poderão trazer-nos as mudanças de que precisávamos mas não sabíamos. Há um ano, há exatamente um ano, a China notificava o mundo de um novo vírus. E de março a dezembro, esse mesmo vírus virou a nossa vida do avesso. Que saibamos levar para o novo ano o melhor do que aprendemos, deixando para trás o que todos preferíamos que nunca tivesse acontecido. Feliz Novo Ano, Feliz 2021! Rute Sousa Vasco

Long Stories Short

 Pensar em 2021 

Todos os anos, o Linkedin convida CEOs e figuras importantes de várias indústrias a partilhar aquilo que consideram ser as ideias que vão marcar o ano que se avizinha. Num ano que se antecipa incerto porque não se sabe exatamente aquilo com que podemos contar, existem ideias que nos permitem ver uma luz ao fundo do túnel ou pelo menos ter algo por que lutar no decorrer dos próximos meses. Esta é, claro, uma altura de fazer resoluções de Ano Novo e estas foram as ideias às quais prestámos mais atenção. 

  • What else? A vacina: na semana em que começou a ser administrada em Portugal, ainda muitas incertezas rodeiam a adoção, o que limita a definição de uma data ou de um período-alvo, para podermos atingir a fase de imunidade generalizada ao vírus. Mas o nosso futuro pós-pandemia passará por aqui.

  • A semana 3-2-2: a pandemia levou à disrupção do horário das nove às cinco. Em casa, com o choque constante da esfera pessoal com a profissional, os trabalhadores passaram a organizar a sua agenda de uma forma diferente. Para em 2021 os convencer a regressar aos escritórios, as empresas vão ter de "vender" não só o calor humano, mas também oferecer uma maior flexibilidade que permita que aos seus colaboradores  gozar de um modelo híbrido de trabalho, por exemplo: 3 dias de escritório, dois dias de trabalho remoto e dois dias de descanso.

  • Lojas >>> Casas: A pandemia levou ao fecho de muitas lojas físicas que viram o online tomar o controlo como opção mais segura. O que fazer com tanto espaço livre no centro das cidades? Transformar em habitações ao serviço de comunidades urbanas que vêem o custo de viver nas cidades aumentar de ano para ano.

  • O fim do cinema? Talvez não: o streaming foi um dos “vencedores” da pandemia com diversas plataformas a registarem um aumento muito significativo do seu número de subscritores (Netflix com quase 200 milhões de clientes e o Disney+ a ultrapassar a fasquia dos 80 milhões). Com muitos filmes a estrearem diretamente nas plataformas em vez de no grande ecrã, para convencer as pessoas a levantarem-se do sofá e regressarem as salas de cinema será essencial repensar aquilo que é a experiência, seja pela vertente de conexão social, seja pela vertente tecnológica como já vemos nos cinemas IMAX.

  • Viajar à base de subscrições: o vírus levou a que a indústria do turismo sofresse um grande abalo. Hotéis vazios e frotas de aviação em terra levaram a que se começasse a refletir sobre novos modelos de negócio. Uma das soluções poderá passar por um formato a la Netflix em que os clientes pagam um valor anual/mensal para poderem gozar de X viagens ou de X estadias num hotel à sua escolha. O desafio será mesmo o preço visto que ao contrário do que acontece com os filmes e a séries, a maior parte de nós não anda de avião todos os dias. Um exemplo disto é a TripAdvisor que através do seu serviço de subscrição com um nome original, TripAdvisor Plus, oferece por 99 dólares/ano uma série de produtos turísticos.

Veja as restantes ideias propostas pelo Linkedin para 2021 aqui: https://www.linkedin.com/pulse/24-big-ideas-change-our-world-2021-scott-olster/

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The Next Big Idea apresenta..

 Who let the dogs eat? 

Em Portugal há dois milhões de cães e cada vez mais fazem parte da vida das famílias. O que comem é tão importante para a saúde de animais como de humanos e a Barkyn pensou nisso mesmo. Hoje entrega mais de 20 toneladas de refeições para cães. Mais do que um negócio que está a dar certo, esta é uma história sobre como os nossos hábitos estão mesmo a mudar. A Barkyn é um jackpot do ponto de vista de ingredientes para uma boa história: tem um falhanço, um bebé e dois cães. Em 2012, André Jordão regressou a Portugal, deixando para trás as duas primeiras startups que fundou na Alemanha, à espera da segunda filha e com dois cães que o fizeram pensar em como melhorar a vida de animais e dos seus donos. Decidiu lançar uma plataforma que permitisse a quem tem cães comprar rações online, ter aconselhamento e um veterinário disponível 24 horas por dia. Começou assim uma empresa que hoje tem mais de 50 mil famílias como clientes, conseguiu um investimento de cinco milhões de euros em plena pandemia e, pelo meio, o fundador foi considerado o empreendedor do ano.Ficámos a conhecer melhor o seu percurso e os seus planos no episódio mais recente do The Next Big Idea.

  • Saiba mais sobre a Barkyn em barkyn.com

  • Veja o teaser do último episódio aqui.

  • Onde ver o programa: todos os sábados às 9h45 e todos os domingos às 16h45, na SIC Notícias.

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 Natal + Bicho = ? 

Não é novidade que o Natal é uma das alturas do ano (se não a altura do ano) em que o consumo mais aumenta. Com os subsídios de Natal e as prendas que não podem faltar, esta costuma ser uma época muito risonha para os comerciantes. Mas será que a pandemia atrapalhou muito o negócio? Mais ou menos. Ora, vamos olhar para um estudo do Instituto Português de Administração e Marketing (IPAM), citado pelo PME Magazine, feito a 470 indivíduos sobre hábitos de consumo no Natal:

  • Menos uma nota de 10 e uma moeda de 1: O inquérito revelou que, em média, cada português tencionava gastar cerca de 374 euros neste Natal, menos 11 euros do que no ano passado. 17% dos inquiridos manifestaram mesmo a intenção de gastar menos do que em 2019.

  • Gastar vs Poupar: 5,8% revelou gastar todo o subsídio de Natal em compras. 15,6% mostrou querer gastar uma grande quantidade para o mesmo fim. Mas 8% confessou querar guardar este valor em poupanças. E 28% dos inquiridos afirmou não receber sequer este complemento ao ordenado.

  • Sem sair do sofá: Verificou-se um aumento de compras online, com 30% dos cidadãos a optarem por esta via. O ano passado, apenas 6,1% comprou online.

  • Calcorrear centros comerciais: 20% dos inquiridos afirmou comprar em grandes centros comerciais. 10% nas grandes superfícies, mas também nas lojas de rua.

Lá fora, olhamos para os Estados Unidos, onde, segundo um artigo da Yahoo! Finance, que cita a Federação Nacional do Retalho, os consumidores planearam gastar, em média, cerca de 998 dólares (cerca de 812 euros) em prendas e outros produtos de férias.

  • Voar para aos braços da família: A véspera de Natal foi o dia com mais viagens aéreas desde 16 de março, com quase 1 milhão e 200 mil pessoas a andar de avião. Em média, os voos domésticos de ida e volta entre os dias 19 e 26 de novembro custaram cerca de 312 dólares (256 euros).

  • No top: Os presentes mais populares do ano são livros, tecnologia e doces artesanais.

  • É o que dá passar tanto tempo em casa: As compras de decoração aumentaram ligeiramente. O ano passado, a média por americano seria 227 dólares (186 euros) e este ano 230 dólares (189 euros).

  • Bons de garfo: Em média, os consumidores gastaram cerca de 150 dólares (cerca de 123 euros) em doces típicos de Natal o ano passado. No dia em que este estudo foi divulgado, 23 deste mês, esperava-se que o valor se repetisse.

  • De mim para ti: Embora os cartões de boas festas tenham caído em desuso, ainda há quem vá ao correio enviar postais de Natal, mais precisamente 38% dos consumidores, que afirmaram comprar cartões de felicitações. Em média, um cartão de Natal custa 2 a 4 dólares (1,60 a 3,30 euros).

  • Uma flor para uma flor: Não, o Dia dos Namorados e o Dia da Mãe não bateram o Natal na compra de flores. É nesta época do ano que se vendem um quarto de todas as flores. A conta final? 2,28 mil milhões de dólares (1,87 mil milhões de euros).

  • Mimos extra-Natal: O estudo revela que, em média o consumidor americano deve ter gasto cerca de 117 dólares (96 euros) em compras que não estão relacionadas com esta época do ano.

  • Alerta vermelho: O salário médio de um norte-americano antes dos impostos ronda os 994 dólares (816 euros). Segundo o artigo do Yahoo, 21,5% dos cidadãos endividaram-se depois do Natal de 2019…

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É só mais 1 minuto ⌛

  • Dinheiro: A Bitcoin continua a valorizar-se dia após dia e nesta segunda-feira já ultrapassa os 27 mil dólares (ou 22 mil euros).

Dois dedos de conversa

  • Esta newsletter é produzida pela MadreMedia e reúne histórias do admirável mundo da inovação e das empresas, por isso andamos sempre à procura de novas ideias e de novos projetos que valha a pena dar o devido destaque. Às segundas-feiras na sua caixa de email.

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