9 de maio de 2022

As palavras-passe fazem parte do nosso quotidiano desde que temos uma conta de e-mail ou um computador. Mas ao que tudo indica, se o plano em marcha funcionar, não faltará muito até que seja necessário passar a certidão de óbito a esta rotina, que dá acesso ao nosso mundo mais pessoal e privado. É que para tornar a web mais segura e amiga de todos, a Apple, a Google e a Microsoft anunciaram que vão trabalhar em conjunto para que no futuro as palavras-passe sejam coisa do passado. Obrigado por nos acompanharem,Abílio dos Reis

Long Stories Short 

 O fim das passwords? 

A Apple, Google e Microsoft comprometeram-se a desenvolver novos meios para contornar as palavras-passe numa tentativa que visa acabar não só com a necessidade de termos várias passwords para ocasiões e plataformas diferentes, mas também para pôr cobro à preocupação que é a hora de criar uma (ou variações) que seja à prova de Internet (falamos daquelas com minúsculas, maiúsculas e mais um par de botas munidas de #, !, @, etc!).Não é difícil de perceber a razão: muitos e importantes aspetos das nossas vidas estão essencialmente em território digital e nas plataformas digitais. O que significa que estamos cada vez mais dependentes de palavras-passe — que na maioria das vezes, para o utilizador comum, são dolorosas de coordenar e funcionam como um portão de acesso aos malfeitores da Internet (hackers). Ora, a intenção é acabar precisamente com a necessidade de tudo isto, mas de uma maneira que seja facilmente adotada de forma universal.O que decidiram então as três gigantes tecnológicas: 

  • Basicamente que vão lançar novas opções de login. Isto é, em vez de recorrer à "velhinha" palavra-passe para entrar num site ou aplicação, a pessoa vai passar a utilizar o seu smartphone (ou outros dispositivos) para o fazer. No fundo, será uma maneira muito semelhante ao que agora já se faz através do mecanismo de autenticação de dois passos ("two-factor authentication"), mas agora o método ganha outro nome ("public key cryptography");

  • A liderar o pacto está a FIDO Alliance ("Fast Identity Online") - uma espécie de consórcio que está encarregue de supervisionar a transição da autenticação baseada em palavras-passe para a autenticação baseada em métodos biométricos, que nos permitem aceder ao nosso smartphone através da impressão digital, do reconhecimento facial ou da íris (olhos).

O que esperam com isto? 

Como explica a Axios, a intenção passa por tornar a prática mais acessível, funcional e comum a todos. Noutros termos, esperam criar uma ferramenta de identificação universal que chegue à maioria das pessoas, de modo a que esta seja utilizada sem problemas nas tarefas mais comuns como iniciar uma sessão em websites ou em aplicações que atualmente requerem palavras-passe.OK, mas porquê? 

  • Maior segurança. É que as palavras-passe estão na origem de mais de mais de 80% dos problemas relacionados com a pirataria informática.

  • Maior conveniência. Embora a autenticação de dois passos (que continua a necessitar de palavra-chave e de um dispositivo secundário, normalmente o seu telefone) torne os logins mais seguros, este método é menos conveniente e é trabalhoso;

  • Sinergias. Pois bem, é por causa do último ponto que os métodos biométricos ganham outro peso e a Apple, Microsoft e Google se uniram para arranjar uma nova solução universal — que deverão apresentar já no decorrer do próximo ano.

Ainda assim… Apesar de ser mais prático, alguns utilizadores podem simplesmente não querer que os seus dados de identificação pessoal (leia-se caras e impressões digitais) sejam utilizados numa vasta gama de plataformas, websites e empresas. O que pode ser um entrave à "padronização" desta medida.

  • Curiosidade: Um estudo de uma plataforma de segurança digital (Aura) descobriu que 39% dos donos de animais de estimação nos EUA utilizaram o nome do seu melhor amigo para compor a palavra-passe — sendo que 48% dos quais também publicaram o nome do animal… online.

* * *

The Next Big Idea apresenta...

Duas startups a mudar a forma de aprender

No episódio mais recente do The Next Big Idea, fomos conhecer melhor dois projetos portugueses na área da educação: a Luca, que levantou 3 milhões de euros com uma plataforma de educação online inovadora para o mercado da América Latina; e a Speak, que desenvolveu uma metodologia para que pessoas de todo o mundo possam aprender línguas e culturas de uma forma mais interativa e que já está presente em 23 cidades.

  • Veja o episódio completo aqui.

  • Acompanhe o The Next Big Idea todos os fins de semana na SIC Notícias

* * *

Vi algures no nosso site  👀

  • Fomos conhecer o trabalho desenvolvido pela Startup Angra e pelo município da Ilha Terceira no apoio a negócios locais e a empreendedores do mundo inteiro.

  • A startup que sair vencedora da competição irá ganhar um Alpha Pack para estar presente na próxima edição do Web Summit, em novembro.

  • O evento está de regresso a Coimbra e a intenção é a de que seja um dos maiores acontecimentos nacionais ligados ao empreendedorismo e à inovação.

  • A tecnologia 5G permitiu que um cirurgião em Espanha prestasse assistência remota em tempo real durante uma operação que se realizou em Portugal.

  • O projeto REPLAY dedica-se à reciclagem de brinquedos e vai representar Portugal nos Prémios Nova Bauhaus Europeia 2022.

* * *

Vi algures na Internet  💻

Conteúdos que valem a pena espreitar:Web Summit chega ao Brasil em 2023. A Web Summit anunciou a expansão da marca para a América Latina com uma edição a ter lugar no Rio de Janeiro, entre os dias 1 e 4 de maio. (The Next Big Idea)Elon Musk / Twitter. O dono da rede social levantou um pouco o véu da realidade que pretende para o seu novo negócio. Entre outros, os objetivos passam por aumentar 5x as receitas até 2028 e cortar em 50% a dependência da empresa em anúncios. (New York Times)Microsoft & Fortnite. A criadora (Epic Games) do popular videojogo anunciou uma parceria com a empresa co-fundada por Bill Gates — e vai ser possível jogar Fortnite gratuitamente através da Xbox Cloud Gaming. (CNET)Peloton. Depois do "boom" e de assumir o estatuto de empresa-estrela durante a pandemia, agora a construtora de bicicletas estáticas está em maus lençóis. Tanto que vai acabar com 2,800 postos de trabalho. (Tech Crunch)Deixem o espaço para os robôs. O futuro da exploração de Marte e outros assuntos devem pertencer aos robôs e bilionários como Elon Musk — e não à restante humanidade. Pelo menos, esta é a opinião de Sir Martin Rees, prestigiado astrofísico e cosmólogo britânico. (The Guardian)Roe v. Wade (direito ao aborto). O jornal Politico noticiou que Supremo Tribunal dos Estados Unidos prepara-se para anular a decisão histórica de 1973 que reconheceu o direito ao aborto e o tema tem estado na ordem do dia. Mas como é que as empresas tecnológicas se preparam para responder à potencial reviravolta desta lei? (Protocol)Os cinco mandamentos da Airbnb. A empresa que mudou a forma como milhões de pessoas viajam e passam férias está a tentar descobrir a melhor maneira para que o seu pessoal viva e trabalhe a partir de qualquer lugar. E existem "5 regras" para atingir esse fim. (Quartz)Multiverso endinheirado. Depois de um período de pandemia em que os cinemas tiveram que se reinventar para voltar a captar a atenção das pessoas, eis que "Doutor Estranho no Multiverso da Loucura" volta a dar 185 milhões de razões (dólares) para a Disney sorrir — só no primeiro fim de semana de exibição e apenas nos EUA. (Variety)Chelsea FC. Um consórcio liderado pelo norte-americano Todd Boehly, co-proprietário dos LA Dodgers (equipa de basebol), chegou a acordo para comprar a equipa de Roman Abramovich por 4,9 mil milhões de dólares. (CBS Sports)Xadrez. A geopolítica da invasão russa à Ucrânia afeta muitos campos e áreas e tem muito que se lhe diga. E nem o duopólio (Chess.com e lichess.org) das plataformas de xadrez mais populares do mundo escapam ao escrutínio público, especialmente pelas diferentes abordagens com que encararam a guerra. (The Hustle)

* * *

 NEXT STUDIO: Qual é a vossa história? 

Cada história de inovação é única e um verdadeiro bilhete de identidade de cada empresa.No nosso mundo cada vez mais digital, o vídeo é uma ferramenta-chave para nos apresentamos uns aos outros e para ficarmos a conhecer parceiros, clientes, investidores ou futuros colaboradores.No The Next Big Idea, ao longo dos últimos dez anos, já contámos a história de mais de 600 empresas e projetos inovadores. É essa experiência que trouxemos para o NEXT Studio, um espaço para contar a história de inovação de cada empresa desde a criação do guião, às filmagens, edição e planeamento da distribuição do conteúdo nas várias plataformas.

* * *

Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por: Miguel Magalhães, Abílio dos ReisEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes

Copyright © , Todos os direitos reservados.O nosso endereço é:Quer deixar de receber estes emails?Pode clicar aqui. Mas não faça isso: isto está giro.