
21 de dezembro de 2020
As empresas tecnológicas também podem ser o espaço onde se reinventam as lutas pelos direitos dos trabalhadores - e da sociedade em geral. É uma das histórias que vos trazemos hoje e que mostra como neste admirável mundo novo as surpresas podem surgir onde não se estava à espera. E porque é Natal, e um Natal diferente, preparámos uma lista com ideias originais que podem ser compradas a startups portuguesas. Um Feliz Natal, em que as boas ideias sejam as que nos fazem mais felizes, Rute Sousa Vasco
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Long Stories Short

A nova geração de trabalhadores-ativistas
Os sindicatos já não são o que eram, mas isso não significa o fim dos movimentos que defendem quem trabalha. Novos movimentos aparecem agora em setores pouco sindicalizados – como as empresas tecnológicas ou da distribuição - por trabalhadores-ativistas que exigem novas regras, abordagens éticas e que querem ter uma palavra a dizer sobre os produtos e serviços que entregam à sociedade. Foram vocês que pediram feedback? Quando se olha para como nasceram estes movimentos é difícil não sentir a ironia. Basicamente, nasceram em empresas que – em prol da retenção de talento e da definição de um propósito comum – promoveram intensamente a cultura de feedback e de dar voz aos colaboradores. A ideia era que essa voz fosse ouvida nos canais considerados próprios – reuniões internas, surveys, processos de avaliação. Mas o que aí se dizia saiu à rua com ações concretas para reivindicar o que consideram que deve ser feito Como é que os trabalhadores-ativistas podem parar uma empresa? Nada como dar um exemplo. Há pouco mais de um ano, num dia em finais de setembro de 2019, os clientes de uma tecnológica chamada Chef perceberam que o software que usavam da empresa não estava a funcionar. Não foi um acidente, mas sim um protesto contra o facto de a empresa ser fornecedora do Departamento de Imigração e Controlo de Fronteiras dos Estados Unidos na altura duramente criticada pela política de separação de famílias. Um programador removeu uma peça-chave do código do software do GitHub, plataforma de partilha de código entre programadores, e automaticamente os produtos ficaram sem funcionar durante várias horas.
Moral da história? O CEO da Chef começou por afirmar que não cabia à empresa escrutinar os clientes, mas a empresa acabou por não renovar o contrato com o Departamento de Imigração e Controlo de Fronteiras, entregando o valor ganho nesse âmbito a organizações que trabalham com imigrantes.
Podem as empresas ser ativistas? Talvez seja “demasiado” dizê-lo assim, mas sim. Sobretudo quando há temas que impactam diretamente os seus empregados ou as comunidades em que estão inseridas. Foi o caso, por exemplo, da Microsoft e da Amazon que se associaram a uma ação em tribunal contra a decisão da administração de Donald Trump que visava a separação de crianças das suas famílias em situações de imigração.
Portugal é o 2º país da Europa em que mais se trabalha nas horas livres.
Na Europa, onde a cultura de proteção laboral tem mais história, o tema que tem captado mais vozes é o do direito a desligar.
Em causa estão as horas de trabalho a mais que decorrem atualmente dos muitos milhões de pessoas em teletrabalho, mas que já tinham um histórico para os profissionais mais “ligados” tecnologicamente falando.
Uma lista publicada pelo Quartz mostra que Portugal está no 2º lugar do ranking dos países em que mais pessoas respondem ser habitual trabalhar no seu tempo livre todos os dias, logo atrás de Espanha. Os mais disciplinados nesta matéria? Sem estranhar, os alemães.
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Outro ano sem ideias de prendas?
Há quem adore comprá-las e há quem tenha pesadelos com o calcorrear de centros comerciais à procura da oferta perfeita para cada membro da família. Se pertence ao segundo tipo de pessoas, sabemos que isso se pode tornar uma gestão de tempo e dinheiro stressante. Faltam apenas três dias para o Natal e ainda não comprou nada? Não se preocupe, o The Next Big Idea preparou um conjunto de ideias originais de presentes que pode oferecer.Entre moda, casa, arte, tecnologia e lazer, fizemos uma lista daquelas que não falham e só com produtos produzidos por startups portuguesas. Aqui não faltam escolhas, algumas mais viradas para a ecologia, outras mais amigas da sua carteira e outras que são a cara daquele tio excêntrico. Entre telemóveis mais baratos, peças de arte sui generis, cosméticos sustentáveis, viagens de barco e meias que não desiludem, alguma coisa há de caber no sapatinho.
Leia aqui o nosso guia de prendas completo no The Next Big Idea.
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The Next Big Idea apresenta..

Agora é mesmo ano novo, vida nova
Perder peso, ficar em forma, ter uma alimentação mais equilibrada. São todas resoluções que costumamos evocar no lançamento de cada novo ano, mas que inevitavelmente acabam por se desvanecer à medida que os meses vão passando por nós. Foi este o processo que André Santos enfrentou até ter tido a ideia para a Nutrium, uma plataforma online que permite que os nutricionistas possam acompanhar mais de perto os seus pacientes, tanto nas suas dinâmicas de exercício físico como naquilo que comem no seu dia a dia. A crescer na Europa e nos mercados norte-americano e brasileiro, a startup portuguesa conseguiu levantar recentemente uma ronda de financiamento de 4.25 milhões de euros que lhe vai permitir investir em mais soluções integradas na sua plataforma, nomeadamente na funcionalidade de ecommerce, servindo de intermediário entre os produtos que os nutricionistas sugerem e aqueles que os pacientes decidem consumir. Ficámos a conhecer melhor o seu percurso e os seus planos no episódio mais recente do The Next Big Idea.
Saiba mais sobre a Nutrium em nutrium.io/pt
Veja o teaser do último episódio aqui.
Onde ver o programa: todos os sábados às 9h45 e todos os domingos às 16h45, na SIC Notícias.
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Vi algures na Internet

Um dia Elvis subiu ao palco... e tomou a vacina
Foi em 1956 que o rei do Rock n Roll apareceu no talk-show “The Ed Sullivan Show” e arregaçou a manga esquerda para ser vacinado. Numa altura em que a poliomielite afetava os Estados Unidos em larga escala, as autoridades utilizaram a estrela musical do momento para dar o exemplo. Tal como conta o The Verge, a injeção já estava disponível, mas poucos jovens pareciam interessados em tomá-la. No entanto a aparição de Elivs Presley no programa e outras campanhas originais pareceram ser a solução para aumentar as taxas de vacinação. Eventualmente, a doença acabou por desaparecer.
Um déjà vu: Passados 64 anos, o mundo está alerta com uma nova pandemia e coloca-se agora a questão de se as entidades de saúde também vão utilizar os Elvis Presleys do momento para mostrar que a vacina contra a COVID-19 é segura e necessária.
No início: Em abril, a Organização Mundial da Saúde já recorreu a celebridades para incentivar a que fossem utilizados os melhores métodos de lavagem de mãos e outros cuidados a ter.
A estratégia: Ao The Drum, Claire Gillis, a diretora da WPP Health Practice afirma que, depois de disponibilizadas as vacinas, é essencial ter uma boa estratégia para as comunicar e que o uso de influencers "funciona bem dentro das comunidades" e dá o exemplo de personalidades como Lady Gaga.
Não é por acaso que usamos dois Gifs
Quem trabalha em marketing, produção de conteúdos, redes sociais ou multimédia já ouviu falar do poder dos gifs. Aquela imagem de 3 ou 4 segundos a mexer é sempre divertida e todos nós já usámos uma ou outra durante conversas com amigos nas redes sociais. O que se calhar não estava à espera é que o Giphy (a maior plataforma de gifs) fosse já o segundo maior motor de busca do mundo, logo depois do Google.A eToro, uma plataforma de negociação de ativos financeiros, começou a desenhar estratégias de GEO (Gif Engine Optimization) ao invés das famosas estratégias de SEO (Search Engine Optimization), que acabaram por trazer vários frutos:
Porquê: as técnicas de GEO são particularmente eficazes (especialmente em termos de engagement), numa era de recessão, em que muitas empresas de marketing não podem propriamente abrir os cordões à bolsa.
Resultados: O eToro ganhou mais de 65 milhões de visualizações em 133 gifs enviados desde de fevereiro.
Em suma: Numa altura em que o Google e o Facebook parecem ser os únicos locais onde marcas podem anunciar os seus produtos e serviços, a eToro mostrou que existem outros caminhos a ser explorados.
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Projetos que ficaram debaixo de olho esta semana 🤩
11 x 100 = 1100: Podia ser uma conta de matemática explicada num quadro de giz na escola, mas representa o crescimento de uma startup portuguesa num ano: 1100%. A plataforma de explicações online foi criada em 2018, por Luís Serrano e David Medalha, e cresceu como nunca nesta fase de pandemia. O objetivo é aproximar o explicador do aluno em disciplinas como a Matemática, a Biologia ou a Físico-Química. Saiba mais no site da Learnify.
TikTok indiano. Depois de o Governo da Índia ter proibido o uso do Tik Tok no país neste verão, chega agora o Chingari. A nova rede social tem novos filtros com realidade aumentada e está disponível em várias línguas. Vai ser difícil competir com o TikTok, mas a plataforma promete uma revolução nos média. Chingari significa "faísca" em hindi e o logo da rede social é precisamente o símbolo de uma chama… Curiosamente, parece-se muito com o logo da app de encontros amorosos Tinder.
Alguma vez viu um agricultor no LinkedIn? Provavelmente não. Mas esta plataforma com sede em Londres e operações no Quénia e no Uganda funciona como um fórum de perguntas e respostas para todos aqueles que vivem do que a terra dá. É na Wefarm que os 2 milhões de agricultores destes países se têm refugiado durante a crise causada pela pandemia. Nas fazendas destas regiões, o acesso à internet é irregular, por isso a empresa usa SMS. Mas depois a plataforma utiliza inteligência artificial para fornecer um conjunto de dicas para os utilizadores.
É só mais 1 minuto ⌛
De 2 para 400 milhões: esta é a história de dois imigrantes que decidiram, em 2013, com o seu fundo de investimento “pequenino” colocar dinheiro - 2 milhões de dólares - na DoorDash, a plataforma americana de entrega de refeições. Depois da IPO recente da empresa, a sua aposta rendeu-lhes um retorno de 20.000% (ou se preferir de 200x o valor investido).
Está difícil ser produtivo? A época natalícia é prolífera a dar-nos razões para nos distrairmos com outras coisas. A pensar nisso, a Fast Company compilou uma lista de 15 aplicações que o vão ajudar a fazer mais coisas.
Uma nova era para as “crytos”? Após meses de especulação, a Bitcoin ultrapassou pela primeira vez os 20.000 dólares esta semana e tem atingido valores-recorde dia após dia. Estas movimentações levaram a que outras cripto-moedas também se valorizassem e que a potencial adoção generalizada deste tipo de moeda voltasse a ser discutida.
Muitas view$: Estes foram os youtubers que mais dinheiro fizeram em 2020, de acordo com a Forbes. Em primeiro lugar, está uma criança de nove anos com mais de 40 milhões de subscritores que este ano faturou algo como 30 milhões de dólares.
Isto (não) é a série "Westworld": neste documentário do Wall Street Journal, observamos os esforços tecnológicos que estão a ser feitos para preservar as nossas memórias e conhecimentos quando já não estivermos cá. A resposta poderá estar no legado digital que deixamos.
Dois dedos de conversa
Esta newsletter é produzida pela MadreMedia e reúne histórias do admirável mundo da inovação e das empresas, por isso andamos sempre à procura de novas ideias e de novos projetos que valha a pena dar o devido destaque. Às segundas-feiras na sua caixa de email.
Pode submeter a sua empresa/projeto em thenextbigidea.pt.
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