
22 de novembro de 2021
Comprar uma guerra que não se pode vencer é algo que pode ser visto como uma péssima decisão, mas para as empresas presentes na história principal desta newsletter é um risco que vale a pena correr dada a oportunidade de ser o browser do futuro. Resta saber se o imperador da indústria, o Google Chrome, vai deixar que isso aconteça.
Obrigado por nos acompanharem,
Miguel Magalhães
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Long Stories Short

A Guerra dos Browsers
O título da história de hoje pode soar algo estranho. Afinal, como é que pode haver uma guerra quando quase todos usamos o Chrome para ter trinta janelas abertas enquanto tentamos completar todas as tarefas que temos num dia de trabalho?É verdade que a plataforma da Google domina quase 70% do mercado, mas se há algo que a sua própria história indica é que nada dura para sempre. É que, em 2008, poucos meses depois de ser lançado, o Chrome tinha apenas 0.3% de todos os utilizadores online e o espaço era dominado por um tal de Internet Explorer que, nos anos seguintes, foi progressivamente caindo no esquecimento até desaparecer.A Google venceu introduzindo com a sua plataforma uma nova maneira de olhar para o browser: este não tinha de ser apenas uma ferramenta para visualizar página web (como era o caso do Explorer) e podia ser um ecossistema de aplicações que facilitavam a navegação e a colaboração do utilizador com outros. Atualmente, o poder do Chrome é tão grande que algumas aplicações só funcionam a 100% no browser e alguns dos seus principais rivais utilizam a sua plataforma open-source Chromium, para desenvolver os seus próprios produtos.Então o que leva alguém a achar que tem uma hipótese de vencer a Google no seu próprio jogo?
Na era do trabalho remoto, a colaboração e a experiência do utilizador tornaram-se mais essenciais do que nunca e existem empresas que acreditam que podem pegar no modelo do Chrome e torná-lo ainda mais eficiente.
A oportunidade de negócio é imensa pois os criadores dos browsers ditam as regras de navegação online: decidem os anúncios que aparecem e os formatos em que são inseridos, colecionam dados dos utilizadores relevantes para vários anunciantes e agem em nome dos utilizadores numa série de dinâmicas.
As criptomoedas, a blockchain e o metaverso estão a revolucionar a forma como nos comportamos digitalmente e isso tem um impacto na forma como consumimos, comunicamos e operamos com o nosso browser de eleição. No estado atual das coisas, o Chrome é perfeito, mas será que conseguirá sobreviver num mundo em que, no nosso dia-a-dia, optamos por aplicações descentralizadas ou por utilizar óculos de realidade virtual para navegar online?
As outras Big Tech estão à espreita No caso da Microsoft, a reputação no mundo dos browsers e motores de pesquisa está longe de ser a ideal, mas a empresa não quer baixar os braços e está disposta a utilizar todas as táticas disponíveis. O novo Windows 11 torna mais difícil para os utilizadores fazer a transição da opção default Microsoft Edge para o Chrome e inclusive bloqueia o download de aplicações que permitam instalar o Chrome de uma forma alternativa. Tudo isto para aumentar a utilização do Edge e levar as pessoas a utilizar o motor de pesquisa Bing (mesmo que seja para pesquisar por Google que é o termo mais pesquisado na plataforma). Contudo, a empresa deu uns passos importantes para se tornar numa referência no metaverso e talvez isso seja aquilo de que o Bing precisa para se tornar relevante.No caso da Apple, a situação é um pouco mais favorável devido à predominância no mundo dos smartphones. Tem uma quota de mercado de 19% graças aos milhões de iPhones que são vendidos todos os anos, onde a utilização do seu browser Safari acaba por ser a regra. É por isso que a Google paga milhares de milhões de dólares por ano à Apple para ser o motor de pesquisa padrão nos seus telefones e é por isso que a empresa lançou uma nova política de privacidade que prejudica a posição dos seus mais diretos rivais. No entanto, ainda tem muito a fazer no que diz respeito a plataformas de colaboração e a colocar um pé no mundo da blockchain e do metaverso.E algumas startups também
Brave - a startup promete que o seu browser é 3x mais rápido que o Chrome e permite maior proteção de todas as Big Tech, com cuidados extra na forma como utiliza os dados dos seus utilizadores para efeitos de publicidade. Além disto incluí no seu browser não só feeds de notícia, como carteiras digitais de criptomoedas. Muito promissor.
The Browser Company - o objetivo desta startup é construir uma melhor forma de utilizar a Internet, reimaginando a experiência do utilizador para combater o excesso de janelas abertas e para aumentar a sua produtividade. A intro minimalista do seu site é muito bem pensada.
Sidekick - esta empresa tem a comunicação do seu browser especialmente focada no trabalho e na facilidade de colaboração entre trabalhadores e entre aplicações. É utilizado por empresas como o Slack e a Uber.
Mighty - a startup não tem problema em comparar-se desde o princípio com Chrome, informando potenciais utilizadores de que faz o mesmo que o browser da Google, de forma mais rápida e ocupando 10x menos memória.
Ghost - construído no Chromium, o browser está destinado a aumentar a produtividade online. O objetivo não passa por concorrer diretamente com as funcionalidades do Chrome, mas sim de dar uma melhor forma de as integrar nas rotinas de trabalho.
As grande questões
Há alguém melhor do que o Chrome para construir “o próximo Chrome”?
Conseguirão estas startups aguentar tempo suficiente para apresentar uma ameaça ou acabarão por ser adquiridas por uma das Big Tech?
Quiz TimeEm que ano é que o Chrome ultrapassou a Internet Explorer como browser mais utilizado?Descubra a resposta no fim da newsletter
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The Next Big Idea apresenta...

It's Ok To Not Be Ok
É uma série em formato podcast, produzida em parceria pela MadreMedia e o LACS em que a saúde mental e o bem-estar no contexto da nossa vida profissional e do que as empresas podem fazer para promover formas que permitam viver e trabalhar melhor.Chama-se “It’s Ok To Not Be Ok” porque pede emprestada a frase repetida durante os jogos olímpicos a propósito da decisão de Simone Biles de não participar na maior parte das provas em Tóquio.A saúde mental é um dos problemas mal resolvidos que a pandemia deixou a descoberto e quando uma atleta olímpica de topo o trouxe para o espaço público apenas reforçou a urgência para que se converse, partilhe experiências e encontrem novas respostas.É isso que Rute Sousa Vasco (jornalista e co-fundadora do The Next Big Idea) e Inês Cabral (Head of Marketing do LACS) fazem nesta série de conversas em que desafiam empresários e gestores a partilhar as suas histórias de como a pandemia mudou a forma como trabalhamos e como nos vemos no mundo do trabalho.
Ouça aqui o primeiro episódio com a Roberta Medina, empresária e o rosto do Rock in Rio.
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Vi algures na Internet 💻
Conteúdos que valem a pena espreitar:EUA. Um grupo de amigos juntou-se para comprar um NFT da Constituição norte-americana e numa campanha de crowdfunding acumulou quase 40 milhões de dólares. Acabaram por perder para um bilionário. Desporto. A Crypto.com, uma plataforma de investimento em criptomoedas, adquiriu os direitos de naming da arena que serve de casa à equipa de NBA, Los Angeles Lakers (e a outras) pela módica quantia de 700 milhões de dólares.Netflix. Ter filmes e séries de qualidade ajuda, mas o ingrediente secreto da Netflix é mesmo a sua plataforma, como explica o The Verge neste artigo.Alerta Unicórnio. A startup portuguesa Sword Health tornou-se no sexto negócio português a ultrapassar uma valorização de mercado superior a mil milhões de dólares depois da sua mais recente ronda de investimento. Startups. A Grammarly, a plataforma de AI para melhorar a escrita, tornou-se numa das 10 startups mais valiosas dos EUA depois de levantar uma ronda de investimento de 200 milhões de dólares.Apple. A empresa quer colocar os seus empregados à vontade para discutir as condições de trabalho e salários, no seguimento de uma série de acontecimentos que culminaram em colaboradores saírem da empresa com queixas.El Salvador. Depois de tornar a Bitcoin como uma das suas moedas oficiais, o governo do país quer agora construir a “Cidade Bitcoin”, com base na energia dos seus vulcões.
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Ronda de Investimento

Investir é uma maratona, não um sprint
Ninguém fica milionário, nem ninguém se torna num bom investidor de um dia para o outro. É esta a premissa da Air Trading, que organiza regularmente webinars, formações presenciais e sessões de mentoria e com quem o The Next Big Idea fez uma parceria para o desenvolvimento do primeiro curso online de negociação em Bolsa.
O curso “Negociar em Bolsa” contém 10 módulos de formação teórica e prática conjugados com três meses de acompanhamento individual personalizado.
Não há powerpoints nem gráficos sem contexto. Todo o conteúdo foi produzido em vídeo, com guião desenvolvido para que o processo de aprendizagem seja mais simples, interessante e ilustrado com exemplos práticos.
* Este conteúdo contém links afiliados. Saiba como funcionam e como ajudam a apoiar o trabalho desenvolvido por esta newsletter aqui.
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NEXT Studio: Qual é a vossa história?
Cada história de inovação é única e um verdadeiro bilhete de identidade de cada empresa.No nosso mundo cada vez mais digital, o vídeo é uma ferramenta-chave para nos apresentamos uns aos outros e para ficarmos a conhecer parceiros, clientes, investidores ou futuros colaboradores.No The Next Big Idea, ao longo dos últimos dez anos, já contámos a história de mais de 600 empresas e projetos inovadores.
É essa experiência que trouxemos para o NEXT Studio, um espaço para contar a história de inovação de cada empresa desde a criação do guião, às filmagens, edição e planeamento da distribuição do conteúdo nas várias plataformas.
Para saber mais sobre o Next Studio, enviem-nos um email para [email protected]
Resposta:Verão de 2012
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Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por:Miguel Magalhães, Abílio dos ReisEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes








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