15 de novembro de 2021

A controvérsia já faz parte do dia-a-dia de Elon Musk que, ao mais pequeno tweet, é capaz de colocar os mercados em frenesim. Foi isso que fez nos últimos dias com sondagens no Twitter, confrontos com políticos e "bocas" a potenciais rivais. Na edição de hoje fazemos uma cronologia destes acontecimentos com a ajuda do Abílio dos Reis, o membro mais recente da equipa do The Next Big Idea.

Obrigado por nos acompanharem,

Miguel Magalhães

Long Stories Short 

 Musk pergunta, o Twitter responde 

A consequência desta interação costuma resultar numa agitação dos mercados (o oficioso bolsista e o não-tão-oficioso-quanto-isso das criptomoedas) e na animação dos títulos dos jornais especializados. E, à luz dos acontecimentos da semana passada e de tudo o que se escreveu no final da mesma, parece que este cenário se voltou a repetir.  Tudo começou em 6 de novembro, sábado, dia em que Elon Musk decidiu perguntar aos seus quase 64 milhões de seguidores no Twitter se devia ou não vender 10% da participação (dos 17% totais) que detém na Tesla. Não foi uma decisão unânime, mas chegou ao "satisfaz" do 2.º ciclo, ou seja, praticamente 58% dos que responderam à questão votaram em "sim". Na segunda-feira seguinte, 8 de novembro, Musk alienava as suas ações na empresa. Quer dizer que uma coisa esteve relacionada com a outra? Não necessariamente. A documentação fornecida ao regulador dos Estados Unidos, a Securities and Exchange Commission (SEC), na quarta-feira, 10 de novembro, mostrava que o homem mais rico do mundo vendeu cerca de 930.000 ações só na segunda-feira, isto é, 1,1 mil milhões de dólares (958 milhões de euros). Mas, a par, o que acrescenta a nota? Que Musk já tinha iniciado o processo de venda das ações em 14 de setembro, pelo que, ao contrário do que possa ter dado a sugerir, a sua decisão nada teve que ver com a sondagem realizada no Twitter. No entanto, como as ações da Tesla caíram devido à ameaça de venda na rede social azul do passarinho, o empresário perdeu várias dezenas de milhões de dólares em lucros não realizados, já que as ações foram vendidas a um preço mais baixo do que seria normal. Não obstante, feita a venda, a questão passava por perceber o porquê de Musk vender as ações. Michael Blurry, investidor que durante a crise imobiliária de 2008 fez milhares de milhões de dólares ao apostar contra hipotecas bancárias (previu, no fundo, a crise), explica aquela que é a sua teoria: Musk queria livrar-se das ações (antes tinha tweetado que Musk talvez precisasse de vender "por causa do dinheiro livre de impostos que retirou"). No entanto, parece que tudo teve que ver com o cumprir as suas obrigações fiscais pelo exercício da opção de compra de ações. Assim, o que há a retirar da última semana, de acordo com a CNBC e a CNN:

  • Musk vendeu um total de 6,9 mil milhões de dólares em ações;

  • Musk continua a deter mais de 166 milhões de ações;

  • As ações da Tesla tiveram a pior semana em bolsa nos últimos vinte meses, descendo 15,4%;

  • Kimbal Musk, irmão de Elon, vendeu algumas ações que detinha da Tesla antes de Musk fazer o tweet. Com a operação ganhou 109 milhões de dólares (94 milhões de euros);

  • Kimbal e Elon não foram, contudo, os únicos a vender. Robyn Denholm, presidente da Tesla, tem vendido ações regularmente desde 2018, ano que assumiu o cargo de supervisão da administração; o "Mestre da Moeda" da Tesla, Zachary Kirkhorn, também tem vendido as ações de forma regular.

Numa semana em que Musk é protagonista, a história das ações da Tesla não terminaria sem (nova) polémica no seu espaço de debate predileto, o Twitter. É que o fundador da construtora de carros elétricos não perdeu tempo a responder a Bernie Sanders naquela rede social, quando, no domingo, o senador norte-americano, de 80 anos, escreveu um tweet em que voltou a insistir que os mais ricos têm de pagar impostos de acordo com o que ganham.  "Nós temos de exigir que os extremamente ricos paguem a sua parte de forma justa. Ponto final", enfatizou Sanders.  Acontece que Musk, a liderar o Índice de Multimilionários da Bloomberg, deve ter-se sentido visado pelo conteúdo. Primeiro respondeu, sendo um pouco desagradável: "continuo a esquecer-me de que ainda estás vivo"; depois, rematando o assunto com uma questão em tons de provocação: "Queres que venda mais ações, Bernie? É só dizer".  O recado à Rivian, a (possível?) concorrência dos 100 mil milhõesQuem está no topo tem certamente uma certeza: apesar de estar no cume, quem compete, quem tem algo, seja poder ou apenas a posição dominante, já sabe de antemão que haverá alguém com a aspiração de tomar posse do lugar que ocupa na cadeia. Esta história podia muito bem ser uma daquelas narradas por Sir. David Attenborough em qualquer documentário sobre vida selvagem, mas o mundo empresarial não é muito diferente. No caso da indústria automóvel, Musk foi o pioneiro e aquele que mostrou ao mercado que no futuro o caminho ruma em direção ao elétrico. Mas há um novo player que está a excitar a bolsa e o homem forte da Tesla já deixou um recado: arrecadar largas somas de dinheiro com estrondo ou fazer manchetes e títulos com muito destaque é muito bonito, mas a Tesla é a única fabricante de veículos norte-americana que "atingiu um grande volume de produção e um 'cash flow' positivo nos últimos 100 anos".Este recado à Rivian, que chega em tons de "desafio", acontece porque esta construtora norte-americana especializada em automóveis elétricos, enquanto Musk andava a fazer questões no Twitter, estreou-se na semana passada em Wall Street, em que o seu debute significou uma valorização superior a 100 mil milhões de dólares (78 mil milhões de euros) – mais do que a Ford e ao nível da General Motors. Especializada em "pick-up’s", furgões e SUV’s, a Rivian pode vir a ser uma pedra no sapato da Tesla e comprometer a sua posição dominante no mercado. Nem que seja porque a Rivian é alimentada por uma força bem poderosa: Jeff Bezos (a quem se soma a BlackRock e a Ford). Há dois anos, a Amazon investiu 700 milhões na empresa e anunciou que avançou com uma encomenda de 100 mil unidades, o que demonstra bem a "fé" na febre elétrica. A Rivian é uma startup com 12 anos, mas já vale mais do que a Ford (que nela investiu) e a General Motors. A realidade, porém, é que, ao dia de hoje, entregou pouco mais de 150 exemplares, a maioria para os seus trabalhadores. Como recorda a CNN, o medo de ficar de fora de um investimento desta magnitude em Wall Street, a par do que aconteceu inicialmente com a Tesla há uma década, é real, pelo que nesta altura os milhões geram milhões. Se vai pegar de estaca e ter sucesso? Só o tempo o dirá.

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The Next Big Idea apresenta...

 NEXT Studio: Qual é a vossa história?  

Cada história de inovação é única e um verdadeiro bilhete de identidade de cada empresa.No nosso mundo cada vez mais digital, o vídeo é uma ferramenta-chave para nos apresentamos uns aos outros e para ficarmos a conhecer parceiros, clientes, investidores ou futuros colaboradores.No The Next Big Idea, ao longo dos últimos dez anos, já contámos a história de mais de 600 empresas e projetos inovadores

É essa experiência que trouxemos para o NEXT Studio, um espaço para contar a história de inovação de cada empresa desde a criação do guião, às filmagens, edição e planeamento da distribuição do conteúdo nas várias plataformas.

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Vi algures na Internet  💻

Conteúdos que valem a pena espreitar:Cinema e imagens quase reais. O que têm em comum os filmes "Avatar", "Senhor dos Anéis" e muitos títulos da Marvel (e não só)? A empresa responsável pelos seus efeitos especiais digitais, a Weta Digital, cofundada por Peter Jackson, o realizador por trás das aventuras de Bilbo Baggins. Fundada em 1993, foi agora vendida por 1,4 mil milhões de euros.Entrevista com o multimilionário. Depois de conquistar o retalho mundial e de abrir a corrida ao espaço ao comum dos muito ricos, Bezos é uma daquelas figuras incontornáveis do nosso século. E caso alguma vez a curiosidade tenha levado à questão de "como é ser entrevistado para um posto de trabalho pelo dono da Amazon", a conversa seria algo deste tipo.Sair à noite em prol do ambiente — literalmente. Uma discoteca escocesa experimentou uma tecnologia inovadora para transformar a dança em energia renovável. Se bem-sucedida, os amantes da eletrónica vão ajudar a poupar aproximadamente 70 toneladas de CO2 por ano.O "Julgamento do Século" da Bitcoin. A identidade de Satoshi Nakamoto, o criador da mais popular das criptomoedas, permanece em segredo desde a sua criação em 2009. Mas, agora, ele, ou eles, estão no epicentro de uma sessão em curso na Flórida que alguns já apelidam de julgamento do século. Em jogo, uma das maiores fortunas privadas do mundo.A chegada do Twitter Blue aos EUA (e Nova Zelândia). Pela módica quantia de 2,62€ a versão paga (via subscrição mensal) do Twitter vai permitir que o utilizador "apague" qualquer asneirada que tenha sido publicada. Por outras palavras, quem quiser ir para a versão "azul" do Twitter terá acesso a pastas que organizam tweets, passará a ter capacidade de modificar as mensagens antes de serem publicadas e, também, a um novo modo de leitura.Dia dos Solteiros gera lucro chorudo na China. O Dia dos Namorados é um dia que tradicionalmente apela ao comércio, mas é melhor não descurar igualmente os encalhados. Que o diga a JD.com, gigante chinesa do comércio eletrónico, que já acumulou até agora 311,4 mil milhões de yuan (43 mil milhões de euros) em vendas nas suas plataformas.A Islândia apresenta o "Icelandverse". Numa espécie de paródia ao vídeo onde Mark Zuckerberg apresentou o novo nome do Facebook e os planos para liderar o metaverso, o país nórdico arranjou uma forma criativa e engraçada de convidar turistas a visitá-lo. 

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Ronda de Investimento

 Investir é uma maratona, não um sprint  

Ninguém fica milionário, nem ninguém se torna num bom investidor de um dia para o outro. É esta a premissa da Air Trading, que organiza regularmente webinars, formações presenciais e sessões de mentoria e com quem o The Next Big Idea fez uma parceria para o desenvolvimento do primeiro curso online de negociação em Bolsa.

  • O curso “Negociar em Bolsa” contém 10 módulos de formação teórica e prática conjugados com três meses de acompanhamento individual personalizado. 

  • Não há powerpoints nem gráficos sem contexto. Todo o conteúdo foi produzido em vídeo, com guião desenvolvido para que o processo de aprendizagem seja mais simples, interessante e ilustrado com exemplos práticos.

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    Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por:Miguel Magalhães, Abílio dos ReisEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes

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