8 de novembro de 2021

Estávamos habituados às grandes questões do universo, mas recentemente outro tipo de reflexões começaram a surgir no nosso quotidiano: as “grandes questões do metaverso”. 

  • O que é? 

  • Como é que vai impactar o nosso dia-a-dia?

  • Quais são as empresas responsáveis pela criação deste novo mundo?

São a elas que tentamos responder nesta edição da newsletter Next.

Obrigado por nos acompanharem,

Miguel Magalhães

Long Stories Short 

 Mestres do Metaverso 

O termo “metaverso” entrou recentemente na gíria de todos com o anúncio do novo nome do Facebook, mas a verdade é que é um conceito que está a ser trabalhado, há vários anos, por diversas empresas. Foi um dos temas em destaque no Web Summit, com vários responsáveis do Meta (aka Facebook) a falarem de como vai ser o futuro da empresa e também de empresas como a Roblox, cujos projetos abordaremos de seguida.Mas antes, tratemos de um problema que tem ocupado diversas páginas de jornais e publicações: qual é a definição de metaverso? As possibilidades são infinitas e é difícil encontrar uma explicação para algo, cujo potencial começou só a ter desenvolvimentos interessantes nos últimos anos. No entanto, a palavra “metaverso” surgiu pela primeira vez em 1992, num livro de ficção científica chamado “Snow Crash”, numa altura em que a Internet estava nos seus primórdios e onde smartphones e tablets com funcionalidades e conectividade em qualquer lado eram ainda uma realidade distante. Na obra, o metaverso era descrito como um sucessor da Internet, um espaço virtual que as pessoas exploravam online, através de avatares (personagens virtuais), para escaparem de uma realidade distópica negra.Atualmente, não existe uma perspetiva tão fatalista e o metaverso é olhado como uma oportunidade para as pessoas terem uma melhor experiência online tendo em conta o tempo que já passam em redes sociais, plataformas de ecommerce ou videojogos. Como? Através de uma rede de mundos virtuais 3D, onde não há limite de espaço, de tempo e de utilizadores, que podem viver neles de forma consistente e gerar dados contínuos relacionados com a sua identidade, as suas comunicações, os objetos que usam ou com os pagamentos que fazem. Tal como a Internet, o próprio metaverso será uma plataforma interconectada de experiências, aplicações, ferramentas, produtos (óculos VR ou AR) e infraestruturas.No entanto, é difícil encontrar uma definição iluminada de algo que começou agora a emergir e que não sabemos no que se vai transformar.Outra dúvida continua a ser que elementos da vida real queremos ver recriados numa versão digital recriada. Ao contrário de “Snow Crash”, a ideia do metaverso não é ser um escape para o nosso dia-a-dia (não é o principal objetivo), mas sim ser algo que pode complementar lacunas que encontramos na nossa rotina seja de um ponto vista profissional, seja de um ponto vista pessoal. Este tem o potencial para revolucionar todas as indústrias da saúde ao entretenimento, dos produtos de consumo aos meios que vamos utilizar para os pagar e utilizar “na vida real”.Um exemplo pragmático para explicar o metaverso é pegar no popular videojogo de simulação “The Sims”. Nele, não havia um objetivo claro (entenda-se não ter um “fim”), mas o utilizador tinha a liberdade de criar avatares com emoções e necessidades, espaços para estes interagirem e as ações que queriam que estes realizassem. O metaverso é isto tudo sem o elemento da simulação, isto é, as interações que os avatares têm uns com os outros ou com os espaços que os rodeiam transpõem-se para o mundo real: uma compra de fruta numa loja virtual do Pingo Doce no metaverso implica que alguém nos vai entregar uma maçã à porta de casa; reuniões remotas de trabalho poderão ser feitas num escritório virtual de realidade aumentada e não numa chamada Zoom; ver um filme num ecrã gigante de cinema sem sair do sofá poderá ser possível (pagando o bilhete na mesma, claro).São apenas alguns casos numa série de mudanças que vamos poder ver nos próximos anos e que vão valer vários milhares de milhões de dólares para as empresas que se conseguirem posicionar melhor neste universo.Quem são elas, para já?

  • Meta, what else: muitos criticaram o novo nome do Facebook como uma manobra de diversão, mas a verdade é que há vários anos que a empresa de Mark Zuckerberg tem vindo a investir neste âmbito. De acordo com o The Verge, em 2021, foram cerca de 10 mil milhões de dólares alocados ao Facebook Reality Labs, para desenvolver hardware, software e conteúdo de realidade virtual e aumentada. No evento Facebook Connect 2021, Zuckerberg e companhia apresentaram os produtos e serviços por detrás deste investimento, mostrando a intenção de dominar o metaverso tanto no lazer, como na vertente profissional.

  • Microsoft à espreita: uns dias mais tarde, a empresa mais conhecida pelas suas janelas também apresentou uma série de funcionalidades ligadas ao metaverso, desta vez mais focadas na vertente profissional. Agora, através do Microsoft Teams, por exemplo, as empresas vão passar a poder criar espaços virtuais onde os seus colaboradores podem interagir e, inclusive, trabalhar com diferentes aplicações do Office, como o Excel e o Powerpoint. Veja todas as novidades aqui.

  • Roblox não está a brincar: a menos conhecida das três empresas é precisamente aquela que mais cedo começou a investir no metaverso, até pela natureza do seu negócio. A Roblox, criada em 2006, é uma plataforma que permite a criação de jogos online e de mundos virtuais. Em agosto de 2020, a empresa revelou que metade dos adolescentes com menos de 16 anos nos EUA utilizava o seu serviço e que contava com 164 milhões de utilizadores mensais ativos, no mundo inteiro. Um videojogo de Squid Game ou um concerto do rapper Lil Nas X são exemplos de algumas experiências que a plataforma pode potenciar. QUIZ TIME Qual é a estimativa para o valor do metaverso em 2025? Descubra a resposta no fim da newsletter.

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The Next Big Idea apresenta...

 NEXT Studio: Qual é a vossa história?  

Cada história de inovação é única e um verdadeiro bilhete de identidade de cada empresa.No nosso mundo cada vez mais digital, o vídeo é uma ferramenta-chave para nos apresentamos uns aos outros e para ficarmos a conhecer parceiros, clientes, investidores ou futuros colaboradores.No The Next Big Idea, ao longo dos últimos dez anos, já contámos a história de mais de 600 empresas e projetos inovadores

É essa experiência que trouxemos para o NEXT Studio, um espaço para contar a história de inovação de cada empresa desde a criação do guião, às filmagens, edição e planeamento da distribuição do conteúdo nas várias plataformas.

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Vi algures na Internet  💻

Conteúdos que valem a pena espreitar:Facebook. Como corrigir a rede social? É a pergunta à qual este artigo da Vox tenta responder.Os piores gadgets de todos os tempos. Descubra quais são nesta lista do The Verge.Como criar um império de NFTs? Este artigo da Rolling Stone conta a história de quatro milionários, que atingiram esse estatuto graças a uma coleção de 10 mil “macacos aborrecidos”.COP26. Descubra os principais acordos alcançados entre países e empresas na maior conferência sobre o clima do mundo neste artigo do SAPO24.Vender ou não vender? Foi essa a questão que Elon Musk, CEO da Tesla, colocou aos seus seguidores numa poll do Twitter, relativamente a 10% das ações que detêm da Tesla. Descubra a resposta aqui.EUA. As novas regras para se viajar para o outro lado do Atlântico e o que isso pode significar para as companhias aéreas, neste artigo da Associated Press.Bons sinais. Nos EUA, nunca empresas fundadas por mulheres levantaram tanto dinheiro em rondas de investimento. Já foram mais de 40 mil milhões de dólares, de acordo com este artigo da Tech Crunch

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Ronda de Investimento

 Investir é uma maratona, não um sprint  

Ninguém fica milionário, nem ninguém se torna num bom investidor de um dia para o outro. É esta a premissa da Air Trading, que organiza regularmente webinars, formações presenciais e sessões de mentoria e com quem o The Next Big Idea fez uma parceria para o desenvolvimento do primeiro curso online de negociação em Bolsa.

  • O curso “Negociar em Bolsa” contém 10 módulos de formação teórica e prática conjugados com três meses de acompanhamento individual personalizado. 

  • Não há powerpoints nem gráficos sem contexto. Todo o conteúdo foi produzido em vídeo, com guião desenvolvido para que o processo de aprendizagem seja mais simples, interessante e ilustrado com exemplos práticos.

* Este conteúdo contém links afiliados. Saiba como funcionam e como ajudam a apoiar o trabalho desenvolvido por esta newsletter aqui.

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    Resposta:82 mil milhões de dólares, de acordo com o estudo recente da publicação The Information, um pouco menos que a receita do Facebook em 2020.

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    Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por:Miguel MagalhãesEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes

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