
4 de outubro de 2021
Nesta edição da newsletter, damos destaque à indústria do influencing, utilizando filtros (mas de análise 😉) como a perspetiva das redes sociais, dos utilizadores e dos criadores de conteúdo que tentam rentabilizar a sua presença nas diferentes plataformas.
Obrigado por nos acompanharem,
Miguel Magalhães
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Long Stories Short

O preço da criatividade
As redes sociais deixaram de ser apenas um espaço onde socializamos. Passaram a ser também um local onde se criam comunidades de gostos partilhados, pequenas tribos de internautas que procuram conteúdo do seu interesse. Não é por acaso que as big tech que detêm estas redes têm cada vez mais ferramentas para perceber aquilo de que gostamos para, posteriormente, nos recomendarem novas formas de passarmos tempo nas suas plataformas.Passar mais tempo numa plataforma significa ganho potencial para os seus donos. Daí a oferta constante de vídeos engraçados, anúncios de marcas que nos tentam vender coisas sobre as quais pesquisámos anteriormente, ou criadores de conteúdo que nos ensinam a fazer aquele passo de dança que queríamos mesmo aprender. Olhemos com mais atenção para este último grupo, o dos criadores de conteúdo que preenche o feed das redes sociais. Quem o faz pode passar horas a preparar um produto que vai ser consumido por nós, na maior parte das vezes a custo zero. Investem tempo, dinheiro em material necessário e esforço, e, muitas vezes, fazem-no em paralelo com outros trabalhos que são a sua primeira fonte de rendimento. A Influencer Marketing Factory conduziu um estudo com 500 utilizadores de redes sociais e 500 criadores de conteúdo dos Estados Unidos para melhor compreender esta indústria, que resultou neste relatório. Dos 500 criadores entrevistados, 85% afirmaram que este é o seu trabalho a full time. No entanto, sabe-se também que este é um universo de cerca de 50 milhões de pessoas, sendo que apenas 2 milhões são profissionais.Este é um negócio que, juntamente com o do “influencing”, vale cerca de 18 mil milhões de dólares e, juntamente com as “pequenas empresas” que surgem daí (pequenas lojas online, profissionais que fazem da sua conta uma montra de marcas, etc.), chega aos 104 mil milhões de dólares.Do lado dos criadores:
A maioria (31%) conta que a sua maior fonte de receita provém de acordos com marcas, 25% do seu próprio negócio e apenas 5% de subscrições de utilizadores.
A rede social favorita dos criadores é o TikTok (30%), principalmente para aqueles entre os 18 e os 24 anos, seguida do YouTube e do Instagram (22%). O Facebook ocupa a quarta posição (14%). O Twitter está em último nesta tabela.
A rede social mais lucrativa é, novamente, o TikTok (24%).
Deste modo, podemos tirar duas conclusões que não surpreendem:
1) O dinheiro segue as plataformas onde há um número crescente de utilizadores.
2) E os criadores tiram proveito disso.
Em 2020 e no primeiro trimestre de 2021, o Tik Tok foi a app mais descarregada em todo o mundo, ultrapassando o Facebook. Neste momento tem cerca de mil milhões de utilizadores mensais.
Por detrás de tudo isto está um algoritmo, que foi considerado pelo MIT Technology Review umas das tecnologias mais disruptivas de 2021.
No entanto:
Mais de 15% dos criadores esclarece que não desempenha essas funções a tempo inteiro.
Quase 28% refere que se começou a dedicar a esta atividade há menos de um ano.
São precisos pelo menos 3 anos para se começar a viver da criação de conteúdos.
Do lado dos utilizadores:
63% afirma já ter contribuído, ocasionalmente, com uma tip, em português gorjeta, para um criador de conteúdo.
A plataforma onde este fenómeno mais se observa é no YouTube.
A transmissão de música, os podcasts e a compra de merchandise são os principais motivos na hora de escolher que criadores apoiar.
58% estaria disponível para pagar subscrever mensais de conteúdo exclusivo.
Fun fact: Não há uma relação direta entre número de seguidores e o lucro obtido pelo criador de conteúdo. As audiências têm um valor de mercado, mas um criador de conteúdo num mercado de nicho com bom poder de compra pode conseguir rentabilizar melhor as suas redes sociais do que um jogador de futebol adorado por milhões no mundo inteiro.
Do lado das redes sociais
Têm criado cada vez mais ferramentas para promover esta “interação” entre criadores e utilizadores. Por exemplo, o TikTok tem a opção de dar “presentes” aos criadores e o Twitter começou há pouco tempo a utilizar o “pote de gorjetas”.Maior interação nas suas plataformas significa mais tempo que utilizadores passam nas mesmas, tornando-as mais atrativas para anunciantes que querem promover os seus serviços, quando não estão a oferecer giveaways com influencers.
Recomendação: O documentário da Netflix “The Social Dilemma” fala sobre este triângulo relacional entre a criação, o criador e o consumidor : “If you’re not paying for the product, then you are the product.”
Quiz Time
Quem são as três pessoas mais seguidas no TikTok? (dica: nenhuma se chama Cristiano Ronaldo)Descubra a resposta no fim da newsletter.
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The Next Big Idea apresenta...

Next Studio
No The Next Big Idea, ao longo dos últimos dez anos, já contámos a história de mais de 600 empresas e projetos inovadores. Empresas com percursos diferentes, em setores igualmente diferentes, e em etapas distintas da sua história.Sempre com uma mesma premissa: dar voz a quem cria as empresas do futuro, contar a história sem clichés e tornar os negócios, dos mais simples aos mais complexos, não apenas acessíveis, mas também interessantes para todos, sejam clientes, potenciais investidores ou o público em geral.No NEXT Studio criámos um espaço para as empresas produzirem conteúdo para as suas plataformas e contarem as suas histórias.
Para saber mais sobre o Next Studio, enviem-nos um email para [email protected]
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Vi algures na Internet 💻
Conteúdos que valem a pena espreitar:
A história incrível da semana. O empresa de media norte-americana Ozy Media viu-se envolvida num esquema de fraude onde o co-fundador se fez passar por um executivo do YouTube para convencer a Goldman Sachs a fazer um investimento de 40 milhões de dólares na sua empresa. Como? É descobrir aqui.Netflix. A plataforma de streaming costuma ser muito reservada no que diz respeito às métricas do seu serviço, no entanto, na semana passada, anunciou quais tinham sido os filmes e séries originais mais vistos, quer em termos de utilizadores, quer em termos de horas. Descubra quais foram aqui.Amazon. O Astro foi um dos produtos mais recentes apresentados apresentados pela Big Tech, que é uma espécie de cão robô a funcionar com a inteligência artificial da Alexa. Irá tornar-se no novo melhor amigo do Homem? Veja como funciona neste vídeo.IKEA. A marca sueca está a preparar-se para entrar no mundo do gaming. Não, não vai criar o seu videojogo de simulação de montagem de mobília. Vai sim juntar-se à Asus (mais precisamente à sub-marca Republic of Gamers) e desenvolver a solução perfeita para uma “estação de jogo”. Saiba mais aqui.Linkedin. A rede social vai reforçar a sua aposta em eventos online e está a testar uma plataforma de organização para os mesmos, que se poderá tornar numa nova fonte receitas quer para si, quer para as empresas que a utilizam. Saiba mais sobre esta potencial funcionalidade aqui.Prémio Empreendedor do Ano 2021. Depois de selecionados seis finalistas, na semana passada foi anunciado o grande vencedor. Descubra quem foi aqui.
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Ronda de Investimento

A meio da manhã, a meio da tarde
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Resposta:
- Charlie D’Amelio - 125 milhões
- Khaby Lame - 114 milhões
- Addison Rae - 85 milhões
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Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por:Miguel Magalhães e Catarina MarquesEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Catarina MarquesIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes








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