27 de setembro de 2021

Na newsletter de hoje apresentamos dois serviços importantes, sobre os quais poderão ler já de seguida:

  • O Volkswagen AutoAbo, o serviço que quer colocar condutores a subscrever carros em vez de os comprar

  • O NEXT Studio, o novo serviço do The Next Big Idea para ajudar startups a contar a sua história

Obrigado por nos acompanharem,

Miguel Magalhães

Long Stories Short 

 Carros por subscrição 

Os serviços de subscrição tornaram-se uma rotina no nosso dia a dia. Usamos estes serviços no mundo do entretenimento, quando utilizamos uma ou mais plataformas de streaming. Vemo-los no mundo da tecnologia, quando utilizamos uma série de softwares e plataformas para fazermos o nosso trabalho de uma forma mais eficiente. Enfim, para onde quer que olhemos, existe uma empresa ou uma indústria a tirar proveito desta modalidade de pagamento.O exemplo mais recente coloca-nos na seguinte situação: e se em vez de pagar um carro a prestações, pudéssemos simplesmente subscrevê-lo por alguns meses? É num serviço como este que a Volkswagen parece estar a apostar o seu futuro. O Volkswagen AutoAbo vai ficar disponível na Alemanha no final de 2021 e, por 500 euros por mês, milhões de condutores alemães vão poder utilizar 2 mil veículos de um de dois modelos elétricos da marca: o ID.3 e o ID.4.

  • Duração. Os períodos de subscrição são de 3 a 6 meses no mínimo.

  • Quando. Os clientes podem receber o carro em qualquer zona da Alemanha num período de 14 dias.

  • Promoção. Os subscritores vão ter direito a 800 km de autonomia grátis por mês.

Um sinal dos temposEsta decisão da Volkswagen não é só uma questão de moda. Seja por motivos de estratégia, seja por motivos reputacionais, seja pelas próprias tendências do mercado, há vários fatores que levam a que este novo serviço faça sentido para a empresa.Em primeiro lugar, a VW quer largar o “pequeno rótulo” de maior produtora de carros europeia e tornar-se também numa fornecedora de serviços de mobilidade. A empresa estima que, em 2030, 20% das suas receitas poderão vir de serviços como o AutoAbo, dado que, apesar de a subscrição ser só para carros elétricos, poderá ser estendida a carros a combustíveis fósseis ou a modelos híbridos.Por outro lado, o serviço também é um push pelos objetivos sustentáveis da Volkswagen que, depois do escândalo de 2015, no qual foi condenada por fraude na contagem da emissão de diesel dos seus carros, tem investido na diminuição no impacto ambiental dos seus veículos.Por último, diversos estudos de mercado demonstram que existe um número crescente de pessoas que não querem ser donas de um carro, com a crescente adoção de plataformas de ride-sharing, seja de carros, de bicicletas ou de trotinetes elétricas. Por isso, o futuro da mobilidade poderá passar não só pela subscrição destes serviços, mas do próprio carro que conduzimos.Dominar o mercado, outra vezPor detrás deste serviço, pode estar ainda um discreto ataque àquela que se tornou a sua principal rival, a Tesla, que é atualmente a marca de automóveis mais valiosa do mundo. Mas nem sempre foi assim.No início de  2020, “o carro do povo” (tradução de Volkswagen para português) viu a empresa de Elon Musk ultrapassá-lo com a crescente popularidade dos seus carros elétricos e respetivas funcionalidades. E por popularidade não se entenda necessariamente muitos mais carros vendidos. Em 2020, a Tesla vendeu 500 mil carros face aos 9.3 milhões da Volkswagen e teve receitas de 12 mil milhões de dólares contra os 250 mil milhões de dólares do grupo alemão. No entanto, à data desta newsletter, o valor de mercado da empresa americana é de 775 mil milhões de dólares e o da VW é de 120 mil milhões. Portanto, houve sim uma mudança na forma como investidores olham para as duas empresas.A Tesla passou a ser vista como aquela que está adaptada ao futuro e a Volkswagen como o “dinossauro” ainda muito dependente de soluções que passam por combustíveis fósseis. Por isso, parte do esforço da Volkswagen para os próximos anos passará não só por vender mais carros, mas também por posicionar-se como a marca de automóveis da próxima geração. E é precisamente isso que está a fazer com um investimento de 35 mil milhões de euros não só em carros elétricos e em gigafactories (fábricas de baterias vai construir na Europa até 2030), mas também em soluções tecnológicas, onde se insere a AutoAbo.No ano passado, a Volkswagen vendeu metade do número de carros elétricos vendidos pela Tesla (230 mil), mas estima que em 2025 já vai ser líder de mercado com 2.6 milhões de elétricos vendidos. O mercado parece acreditar e, em 2021, as ações da empresa já subiram 80%.

  • Quiz time. Qual destas marcas não pertence ao grupo Volkswagen? - Audi - Bentley - Opel - Skoda

Descubra a resposta no fim da newsletter.

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The Next Big Idea apresenta...

 Bons son(h)os  

Mais do que uma marca que vende colchões, a Emma quer ser expert do sono e os resultados têm vindo a provar que está no bom caminho. A startup começou com uma pequena loja em Frankfurt, na Alemanha, em 2015, e, hoje, está presente em mais de 1700 lojas no mundo inteiro, tendo ultrapassado os 400 milhões de euros em receitas em 2020.Portugal foi um ponto estratégico no crescimento da marca, já que um dos escritórios e duas das fábricas da Emma se localizam no nosso país. Filipa Guimarães, Diretora da marca para o sul da Europa, falou com o The Next Big Idea, e contou como foi o processo de, em 2017, trazer o negócio para Lisboa, “uma cidade incrível para atrair talento estrangeiro”.

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Vi algures na Internet  💻

Conteúdos que valem a pena espreitar:

Europa. A Comissão Europeia vai pedir à indústria de smartphones que faça carregadores universais, com o modelo USB-C. A medida aplicar-se-á a todas as marcas, incluindo a Apple, que tem tradicionalmente carregadores com formatos próprios e que não terá ficado muito feliz com a notícia.China. A Evergrande da China, uma das maiores empresas do mundo, está a atravessar uma crise financeira, com mais de 300 mil milhões de dólares de dívida, cujos juros não teve capacidade de pagar. Este vídeo da BBC resume, de forma curta e simples, o problema e explica como poderia desencadear uma situação semelhante à do Lehman Brothers em 2008.Amazon. A gigante do ecommerce tem cada vez mais anúncios. Atualmente, está apenas atrás do Google e do Facebook e estima-se que vá atingir os 30 mil milhões de dólares de receita deste tipo só em 2021.Redes Sociais. Os finfluencers – influencers ligados ao mundo das finanças – estão a fazer-se valer nas redes sociais e em muitos casos a fazer mais dinheiro que investidores de Wall Street. Isto porque muitos deles chegam mais facilmente à geração Z através de conteúdo mais digestível e há marcas dispostas a pagar bem por isso.Trabalho. Procurar emprego ou recrutar um novo empregado podem ser duas tarefas altamente desgastantes. Por isso, a Vox fez este guia para facilitar a vida tanto a quem quer um novo desafio laboral como a quem procura recrutar pessoas para esses desafios.Fun Fact. Na Next gostamos de ser originais, portanto a maioria dos nossos links são cor-de-laranja, tal como este aqui. Mas, originalmente, os links com hiperligações são azuis. Se clicou no link anterior já sabe porquê. 

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NEXT STUDIO

No The Next Big Idea, ao longo dos últimos dez anos, já contámos a história de mais de 600 empresas e projetos inovadores. Empresas com percursos diferentes, em setores igualmente diferentes, e em etapas distintas da sua história.Sempre com uma mesma premissa: dar voz a quem cria as empresas do futuro, contar a história sem clichés e tornar os negócios, dos mais simples aos mais complexos, não apenas acessíveis, mas também interessantes para todos, sejam clientes, potenciais investidores ou o público em geral.No NEXT Studio criámos um espaço para as empresas produzirem conteúdo para as suas plataformas e contarem as suas histórias.

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    Quiz Time Resposta: Opel

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    Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por:Miguel Magalhães e Catarina MarquesEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Catarina MarquesIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes

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