
30 de novembro de 2020
Quis o calendário - e a pandemia - que a Web Summit calhasse este ano na semana seguinte à Black Friday e na mesma semana da Cyber Monday. Num evento em que se fala primordialmente de tecnologia e de como está a mudar as nossas vidas em todas as áreas, até que é uma coincidência que faz sentido. Nesta edição, falamos das duas, mas o meu coração, tenho de confessar, está em ver projetos que gostamos a crescer e a conquistar o seu espaço, nomeadamente a AI.Alfredo (impossível não gostar do nome) e a Skizo, duas startups que conhecemos quando estavam a dar os primeiros passos, e a Abstracto, que não tivemos ainda o prazer de conhecer mas que tem uma ideia que faz sentido nas vidas por vezes demasiado digitais que levamos. Obrigada por descobrirem connosco estas e outras histórias, Rute Sousa Vasco
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Long Stories Short

Há segundas que valem a pena
Em 2005, Ellen Davis, então Presidente da NRF, a associação americana de comércio, decidiu dar cunho a uma data que hoje damos por garantida. Nesse ano, um relatório da Shop.org/Bizrate de 2004 revelou que 77% dos comerciantes online diziam ver um aumento significativo nas suas vendas na segunda-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças (aka Thanksgiving para os vizinhos do outro lado do Atlântico), o que tinha levado a que este dia estivesse a ter cada vez mais descontos e promoções. Era uma oportunidade que Davis não quis perder e, assim, lançou o termo “Cyber Monday” para a comunidade do e-commerce, um dia em que milhares de marcas americanas e, eventualmente, mundiais poderiam utilizar como um motivo para campanhas de marketing personalizadas. Na altura do anúncio da “nova data”, o The New York Times deu uma explicação para o fenómeno: entre a preparação do Dia de Ação de Graças e o comércio mais físico da Black Friday no dia a seguir ao feriado, acabava por ser na segunda-feira que a maior parte das pessoas tirava algum tempo para procurar e comprar coisas que realmente queriam. O facto de as ligações à internet estarem a melhorar tornava a data perfeita para novas 24 horas de promoções - mas online
P.S.: Ainda se pensou em “Black Monday” e “Blue Monday” como nomes para este dia. O problema é que o primeiro já tinha sido usado para caracterizar um crash de Wall Street em 1987 e o segundo tinha um tom demasiado triste.
Passados quinze anos, o que sabemos? Comprar online passou a ser algo com o qual nos sentimos mais confortáveis a fazer, especialmente quando chegamos a casa ao fim do dia e descobrimos que temos o frigorífico vazio. A Cyber Monday acompanhou essa tendência e, de acordo com a Market Watch, passou de 610 milhões de dólares em vendas em 2006 para 9.4 mil milhões de euros em 2019. A página Cyber Monday Global, ajuda-nos a ter uma melhor perspetiva sobre este dia:
Em média, a Cyber Monday tem um volume de vendas 148% superior a um dia normal. Em Portugal, este valor é de 256%.
As categorias de produtos com maior procura são artigos para crianças com um aumento de 148%, artigos desportivos com 49% e aparelhos eletrónicos com 47%.
Em média, entre a Black Friday e a Cyber Monday um português gasta 177 euros. Nos Estados Unidos e no Reino Unido os valores são de 401 euros e 371 euros, respetivamente.
Historicamente, a Cyber Monday sempre gerou menos interesse que a irmã mais velha Black Friday (Google Trends), não só devido a alguma confusão entre as duas datas, mas também devido à forma como muitas marcas olham para este dia, mais como o encerramento das suas campanhas de sexta-feira e não como um momento singular. No entanto, neste ano anormal, em que muitas lojas ou se encontram fechadas ou se encontram com limitações de lotação, tanto a Black Friday como a Cyber Monday aconteceram maioritariamente online.Este poderá finalmente ser o ano em que uma segunda-feira ganha a uma sexta com a expectativa de 10.8 mil milhões a 12.7 mil milhões de dólares de vendas para a Cyber Monday, segundo dados da Adobe Analytics. Estamos mesmo em 2020.
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☝️ Esta expressão nunca fez tanto sentido
Nos tempos atípicos que se vivem devido à pandemia, a Black Friday não foi apenas uma "Friday" (uma sexta-feira) e muitas marcas começaram a fazer descontos com semanas ou até mesmo um mês de antecedência. Na corrida das vendas, o prémio final foi mesmo para o comércio online.Ao que avança um artigo do Yahoo! Finance, nesta "sexta-feira negra", as vendas online bateram um novo recorde. Os consumidores dos Estados Unidos, país responsável para a criação deste dia, gastaram cerca de 9 mil milhões de dólares (7,5 mil milhões de euros) em compras via internet. A publicação, que cita a Adobe Analytics, aponta assim para um aumento de 22% em relação ao ano anterior. Já as visitas a lojas físicas nos Estados Unidos caíram em 52%. A Shopify, a maior plataforma de sites de e-commerce do mundo, revelou alguns números, citados pelo Business Wire, que ajudam a perceber esta Black Friday:
Quanto é que se gastou? Globalmente, cerca de 2,4 mil milhões de dólares (2 mil milhões de euros), um crescimento de 75% nas vendas em relação ao ano passado.
Quanto é que cada consumidor gastou em média? Os dados do Shopify apontam para uma média por 90,70 dólares (76 euros) por carrinho de compras nos Estados Unidos, com um aumento de 11% relativamente ao ano anterior.
O que é que se comprou mais? O pódio do consumo mete em primeiro lugar roupa e acessórios, em segundo lugar produtos de saúde e beleza e em terceiro lugar objetos de casa e jardim.
Onde é que se comprou mais? No top 3 de países com mais vendas estão os Estados Unidos, o Reino Unido e o Canadá. Nova Iorque, Londres e Los Angeles foram as cidades onde mais se gastou dinheiro.
Que dispositivos foram utilizados para compras online? 67% dos consumidores fizeram as suas compras através do seu smartphone e 33% através do computador.
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The Next Big Idea apresenta..

Nos bastidores das vendas online
Refeições entregues ao domicílio, equipamentos informáticos, eletrodomésticos e aluguer de filmes e séries, além de vestuário e calçado, claro, são algumas das áreas com maior crescimento no e-commerce. A experiência de compra online é hoje determinante para as lojas portuguesas e na hora de pagar os consumidores, que somos todos nós, querem soluções fáceis, seguras e disponíveis a qualquer hora e em qualquer lugar.A HiPay é uma fintech francesa que opera num mercado global. A sua plataforma de pagamentos já é utilizada por milhares de negócios em todo o mundo, permitindo a negociação em 150 moedas e a utilização de 220 métodos de pagamento.Num fim de semana entre a Black Friday e a Cyber Monday, um dos picos de consumo do ano com aposta natural nas plataformas digitais, Eduardo Barreto, diretor-geral para Portugal da HiPay, falou com o The Next Big Idea e explicou como funcionam os bastidores das vendas online.
Saiba mais sobre esta startup portuguesa em hipay.com/pt/
Veja o teaser do último episódio aqui.
Onde ver o programa: todos os sábados às 9h45 e todos os domingos às 16h45, na SIC Notícias.
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Vi algures na Internet

O poder de um "vi este produto e adorei"
Já não tem assim tanto poder, ou, se tem, está a mudar. Isto porque agora as marcas podem colocar anúncios diretamente nas contas de Instagram dos influencers. Ou seja: se antes os criadores de conteúdo recomendavam um certo bem ou serviço na sua página, agora as marcas podem mesmo criar espaços publicitários na sua bolha de influência. Esta parceria parte do anunciante e cabe ao criador aceitar ou não. O Instagram criou ainda tags de conteúdo de marca para os vídeos de Reels e de Instagram Live.O Diretor de Marketing de Influência da SeatGeek revelou, em entrevista à publicação da Morning Brew, que o Instagram se está a tornar, a longo prazo, "um guardião da indústria de marketing de influencers e de 10 mil milhões de dólares (cerca de 8.357 mil milhões de euros)". Ian Borthwick afirma que esta nova forma de publicidade pode reduzir a credibilidade dos criadores, que podem passar a ser vistos como meras montras para as marcas.
Web Summit mais web do que nunca
Num ano em que a pandemia anulou qualquer hipótese de tornar um dos maiores eventos de tecnologia e inovação do mundo presencial, a tradição mantém-se, mas desta vez sem quilómetros percorridos por quatro pavilhões no Parque das Nações. Os oradores falam via videoconferência e o Next vai estar a acompanhar tudo a partir do sofá de casa.
Quando vai acontecer? O Web Summit vai decorrer entre os dias 2 a 4 de dezembro (quarta a sexta feira) e promete abordar o presente e o futuro de um mundo que parece estar cada vez mais online e onde algoritmos, inteligência artificial e realidades aumentadas acabam por determinar como olhamos para diversas áreas daqui para a frente.
Quem vai estar presente? O evento criado por Paddy Cosgrave vai continuar a contar com um vasto leque de ilustres participantes: a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, ou o Prémio Nobel da Paz Malala Yousafzai. Do lado da tecnologia, destacam-se o fundador do Zoom, Eric Yuan, ou o CTO do Facebook, Mike Shroepfer. Também o ator e comendiante Kevin Heart vai marcar presença no evento, assim como os lendários realizadores Ridley Scott e Richard Curtis.
Onde ver: se não tem bilhete, acompanhe a nossa cobertura da WebSummit no site do The Next Big Idea.
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Projetos que ficaram debaixo de olho esta semana 🤩
Abstraia-se com os abstratos do Abstracto. Parece confuso, mas o objetivo é relaxar a mente e aumentar a criatividade, numa altura que em passamos o dia a olhar para o ecrã do nosso telemóvel e abrir notificações do e-mail e das redes sociais. Segundo a Abstracto, fazemos isso cerca de 100 vezes por dia. Por isso a app selecionou uma série de imagens coloridas abstratas que aparecem como fundo do nosso telemóvel.
A casa de tijolos dos 3 Porquinhos… que é como quem diz "a casa mais inteligente", ou "a venda mais inteligente", se for um agente imobiliário e contar com o apoio da AI.Alfredo. A plataforma digital portuguesa contém uma base de dados que o ajuda a criar estudos de mercado de forma rápida e personalizada, qualificando o imóvel que quer vender e comparando-o com outros semelhantes.
Uma pegada sem pegada ecológica: é este o objetivo da marca Skizo, que produz ténis pelas mãos de artesãos portugueses a partir de plásticos recolhidos do oceano e da praia. Cada par reutiliza o equivalente a 36 garrafas de plástico, e (mais boas notícias) pode ser personalizado.
É só mais 1 minuto ⌛
Que crescidas: até ao fim de setembro foram investidos perto de 80 mil milhões de dólares em startups, de acordo com a Pitchbook. Veja aqui a lista das que mais se valorizaram durante este ano.
Desperte o poeta em si: Álvaro de Campos dizia que “todas as cartas de amor são rídiculas”, mas com aplicação Verse by Verse da Google, vai poder compor um bonito poema, com a inspiração de um poeta americano. Experimente aqui.
O primeiro dos últimos: é uma expressão gira de usar quando falamos do segundo homem mais rico do mundo. Já não é Bill Gates, mas sim do dono da Tesla, Elon Musk, com uma fortuna avaliada em 136 mil milhões de euros.
Rir faz bem: é algo que sabemos, mas que é fácil esquecermos e que pode ser mais importante do que nunca em tempos como estes. A ler neste artigo da Fast Company.
Dois dedos de conversa
Esta newsletter é produzida pela MadreMedia e reúne histórias do admirável mundo da inovação e das empresas, por isso andamos sempre à procura de novas ideias e de novos projetos que valha a pena dar o devido destaque. Às segundas-feiras na sua caixa de email.
Pode submeter a sua empresa/projeto em thenextbigidea.pt.
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