
12 de julho de 2021
Nesta edição da newsletter Next, falamos de dois fenómenos que são cada vez menos uma utopia:
Semanas de quatro dias. A Islândia, um pequeno território no norte da Europa com menos de 400 mil habitantes, mostrou que é possível trabalhar menos horas sem prejudicar a produtividade de empresas e, claro, de um país.
Turismo espacial. O bilionário Richard Branson foi ao Espaço a bordo de um avião da sua Virgin e prometeu viagens turísticas já em 2022.
Obrigado por nos lerem,Miguel Magalhães
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Long Stories Short

A lição da Islândia
Ao longo das últimas décadas, diversos académicos afirmaram que trabalhar menos um dia teria um efeito preocupante nas economias dos países e que semanas de quatro dias não seriam possíveis.Um estudo da empresa britânica Autonomy, entre 2015 e 2019 foi atrás de uma resposta diferente, observando os efeitos de trabalhar menos horas em 2.500 funcionários islandeses (1% da população ativa daquele país), distribuídos por áreas como a educação, a saúde, a segurança social ou trabalhos administrativos. Porquê a Islândia? Primeiro, porque a população ativa representa 87% da população total (1.º lugar no ranking da OCDE). Segundo, porque em média os islandeses trabalham 44 horas por semana (3.º valor mais alto do Eurostat). E, por último, porque os islandeses trabalham, em média, 47 anos, o valor mais alto da Europa. Um ótimo estudo de caso, não?A experiência consistiu em reduzir a semana de 40 horas de trabalho para 35-36 horas, durante 5 anos, sem baixar ordenados, e perceber o impacto em termos de produtividade e bem-estar dos trabalhadores. De uma forma geral, a produtividade não foi prejudicada e, em muitos casos, cresceu graças ao maior bem-estar dos trabalhadores que passaram a ter:
Mais tempo para estar com a família, amigos e os seus parceiros, diminuindo o stress nas suas relações.
Mais tempo para si mesmos, gasto na prática de hobbies, ou simplesmente a descansar.
Mais tempo para realizar tarefas domésticas, libertando mais tempo de qualidade para o fim de semana.
O estudo demonstrou também que o próprio bem-estar das pessoas que rodeavam os participantes desta experiência (pertencentes ou não da população ativa) teve melhorias significativas.O sucesso desta iniciativa levou a que nos últimos dois anos, a maior parte das empresas islandesas fosse dando aos seus trabalhadores a oportunidade de beneficiar de horários de trabalho semanais mais reduzidos e que, em junho deste ano, 86% da população ativa já estivesse a (ou em vias de) trabalhar nestes moldes e sem redução salarial. Estamos à espera de quê?Will Stronge, o especialista que liderou a equipa que conduziu esta investigação, afirmou à BBC que “este estudo mostra o maior teste do mundo de uma semana de trabalho mais curta no setor público foi, em todos os aspetos, um sucesso esmagador”. Será um sinal de que num futuro próximo poderemos ter semanas de quatro dias? Já há alguns países/ organizações que já começaram a tentar seguir o exemplo da Islândia, numa altura em que o trabalho remoto durante a pandemia levou o mundo inteiro a repensar em estratégias de conciliar a vida pessoal com a profissional.
Empresas em Espanha e no Japão estão a testar a semana de cerca de 32 horas de trabalho, devido aos desafios criados pelo coronavírus.
Um relatório feito no Reino Unido sugeriu a diminuição do horário laboral, tendo como fim a redução da pegada de carbono.
A plataforma de gestão de redes sociais Buffer já começou o ano passado a implementar a semana de 4 dias úteis.
A plataforma de crowdfunding Kickstarter, dos Estados Unidos, quer pôr à prova uma solução semelhante à islandesa em 2022.
A Unilever está a testar a redução dos horários de trabalho em 20%, na Nova Zelândia, sem reduções salariais.
Pode ser que um dia Portugal seja mais um ponto nesta lista. Até lá, caminhamos passo a passo.
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Unicórnios em todo o lado
A raridade está fora de moda e algo tão especial como um unicórnio parece estar a ser observado cada vez mais. No último trimestre foram 136, as startups a ultrapassar a valorização de mil milhões de dólares, um valor superior àquele registado durante todo o ano de 2020 (128).São dados apresentados pelo State of Venture Report da CB Insights, que aponta o clima de baixas taxas de juro e a transformação digital provocada pela pandemia como fatores essenciais para haver um número maior de empresas atingir este estatuto, nomeadamente se fizerem parte das indústrias onde houve maior disrupção.Que outras estatísticas relevantes foram destacadas?
249. É o número de novos unicórnios em 2021 e ainda só vamos a meio do ano.
156 mil milhões de dólares. Foi o financiamento total levantado por startups nos últimos três meses, que representou um crescimento de 157% face ao mesmo período de 2020.
390. O número de investimentos superiores a 100 milhões de dólares.
1 em cada 5 dólares. É quanto foi para a indústria das fintech no último trimestre, num total de 33.7 mil milhões de dólares.
EUA na frente. Os 70 mil milhões de dólares levantados por startups do outro lado do Atlântico superam o continente asiático - onde foram levantados 42 mil milhões de dólares - e a Europa, que registou 31 mil milhões de dólares investidos em startups.
Quem são os maiores unicórnios? 1) ByteDance (dona do TikTok): $140 mil milhões 2) Stripe (fintech): $95 mil milhões 3) SpaceX (outro filho de Elon Musk): $74 mil milhões 4) Klarna (sobre a qual escrevemos aqui): $46 mil milhões 5) Instacart (ecommerce): $39 mil milhões
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The Next Big Idea apresenta...

Combater o crime compensa
Se alguém fizer compras apenas em Portugal e, de repente, o banco detetar que gastou uma quantia avultada num casino em Macau, a situação torna-se suspeita. Estar atento a estes detalhes, que podem ser um indício de crime, é o trabalho da Feedzai.O unicórnio com selo português trabalha com 5 dos maiores bancos dos Estados Unidos e, através da Inteligência Artificial (que deteta padrões de comportamento de todos aqueles que fazem pagamentos eletrónicos), ajuda a combater o crime financeiro.No segundo episódio da décima temporada do The Next Big Idea, falámos com o con-fundador e CTO da Feedzai, Paulo Marques, que nos mostrou porque é que a sua empresa é apontada como "a melhor do mundo” naquilo que faz.
Veja a entrevista completa aqui.
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Semrush

E depois de o conteúdo estar feito? A Semrush é uma plataforma de gestão de redes sociais que permite fazer de tudo um pouco. Planear os conteúdos em cada rede social utilizada pelas marcas e empresas, analisar algumas das estratégias de SEO e tráfego da concorrência e ainda uma série de conteúdos educativos que ajudam a perceber quais são as melhores práticas na altura de comunicar produtos ou serviços.
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Vi algures na Internet

A Guerra das Estrelas
Este domingo, Richard Branson tornou-se no primeiro bilionário, fundador de uma empresa de navegação espacial, a ir ao Espaço numa nave criada por si. O Virgin VSS Unity viajou três vezes mais rápido do que a velocidade do som, para ultrapassar a atmosfera e atingir uma altitude de 88 quilómetros. Durante os quatro minutos em que esteve “lá em cima”, juntamente com dois pilotos e três funcionários da sua companhia aérea, Branson partilhou um vídeo no Twitter, onde deu uma amostra da viagem e afirmou que estava a cumprir um sonho de criança.O britânico de 70 anos antecipou-se a Jeff Bezos, agora ex-CEO da Amazon, que tinha comunicado há umas semanas que, no dia 20 de julho (52.º aniversário da ida de Neil Armstrong à Lua), desejava fazer uma expedição semelhante a bordo do foguetão New Shepard da sua empresa espacial Blue Origin. A viagem que Bezos fará com o seu irmão e com um convidado mistério (que pagou 28 milhões de dólares para estar ao lado do homem mais rico do mundo) provavelmente não será tão memorável, mas é um sinal de que a guerra pelo turismo espacial poderá estar a dar os primeiros passos. E ainda há um senhor chamado Elon Musk que certamente quererá ter uma palavra a dizer na matéria.
Aceita Bitcoin?
A maior popularidade das criptomoedas tem trazido um desafio cada vez maior quer à procura quer à oferta de bens e serviços. Por um lado, consumidores que detenham moedas digitais ainda enfrentam imensas barreiras na altura de as utilizar em atos de compra comuns do dia a dia. Por outro, grande parte dos comerciantes ainda não sabem quais são as implicações da blockchain no seu negócio e têm dificuldade em implementar uma infraestrutura que lhes permita aceitar pagamentos em criptomoedas que não representem um grande risco.Com isto em mente, a Visa desenvolveu uma parceria com 50 criptomoedas, que poderá ser a solução para resolver os problemas de ambos os lados. A nova funcionalidade da empresa americana permite que esta funcione:
para o lado dos clientes com criptomoedas, como um intermediário normal numa transação (como faz quando estas acontecem em euros ou dólares)
para o lado dos 70 milhões de comerciantes que aceitam cartões Visa, como uma plataforma tecnológica bancária que trata da conversão automática de cada uma das 50 moedas digitais para uma divisa com a qual lidam regularmente (euro ou dólar, por exemplo), sem terem de mudar nada no seu negócio.
Assim, qualquer consumidor poderá comprar bens e serviços em “estabelecimentos Visa”, mesmo naqueles que não aceitam criptomoedas. Depois de no primeiro semestre, terem sido gasto mais de mil milhões de dólares com cartões Visa ligados a moedas digitais, este anúncio vem reforçar a aposta da empresa nesta área. No desenvolvimento desta funcionalidade, a Visa contou com a ajuda do banco digital Anchorage, liderado pelo português Diogo Mónica, cuja entrevista ao The Next Big Idea pode ver aqui.
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É só mais 1 minuto ⌛
Trabalho. No início desta newsletter falámos de fazer o mesmo trabalho em menos tempo. Descubra aqui algumas apps que o podem ajudar a ser mais produtivo.(Antes do) trabalho. Há muitos artigos com dicas sobre o que fazer durante uma entrevista de emprego. Mas poucos a dizer o que fazer depois. Aqui ficam algumas dicas.Cinema. “Black Widow”, o filme mais recente da Marvel, estreou na semana passada, em simultâneo no cinema e na plataforma de streaming Disney Plus, e bastou um fim de semana para se revelar um sucesso. Descubra quanto é que a Disney faturou com o filme aqui.Gaming. Faltam três meses para o lançamento da nova Nintendo Switch, anunciada na semana passada. A consola chegará às lojas portuguesas dia 8 de outubro.
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Dois dedos de conversa
Esta newsletter é produzida pela MadreMedia e reúne histórias do admirável mundo da inovação e das empresas, por isso andamos sempre à procura de novas ideias e de novos projetos aos quais valha a pena dar o devido destaque. Às segundas-feiras na sua caixa de email.
Pode submeter a sua empresa/projeto em thenextbigidea.pt.
Envie as suas histórias, ideias e feedback sobre a newsletter para [email protected]
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Ficha TécnicaNewsletter escrita por:Miguel Magalhães e Catarina MarquesEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Catarina MarquesIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes








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