28 de junho de 2021

Existe o ditado de que a mudança é a única constante. Isto é válido tanto para uma plataforma que alterou a forma como nos relacionamos romanticamente, como para indústria do showbiz, ansiosa por encontrar uma forma de medir o tempo que passamos e aquilo que vemos nas plataformas de streaming.

Obrigado por não mudarem e continuarem a ler a Next,Miguel Magalhães

Long Stories Short 

 Uma rede social, mas não para fazer amigos 

A aplicação de encontros amorosos Tinder está a sofrer mudanças profundas, as maiores desde a sua fundação, em 2012. Como sabemos, a COVID-19 não reúne exatamente as melhores condições para que se possa conhecer pessoas. Por isso, em tempos em que até namorar é difícil, a plataforma está a adaptar-se e a reinventar-se com novos recursos, que a aproximam mais de uma rede social e das gerações mais novas.

Um breve tutorial

O Tinder foi pensado para todas as orientações sexuais. Uma vez selecionado o género/s e idade que se procura, o utilizador recebe uma série de perfis (de pessoas inseridas num certo raio geográfico definido pelo próprio) aos quais é possível dar swipe right (gostei deste perfil) ou swipe left (o seu oposto). 

  • A normalização. O Tinder surgiu há 9 anos, numa altura que as dating apps sofriam de alguns estigmas. Hoje em dia, há uma abertura muito maior a serviços deste tipo. É difícil calcular o número de utilizadores da app, uma vez que muitos só a usam quando estão solteiros ou em períodos muito específicos. No entanto, estima-se que neste momento haja cerca de 57 milhões de pessoas a utilizar a plataforma.

Quais são as novidades?

  • Vídeos: os utilizadores poderão colocar até 9 vídeos, de 15 segundos cada, no seu perfil. Uma forma de tornar a experiência multidimensional, diz o Tinder, ou seja, alargando o tipo de conteúdos que cada perfil pode ter. No entanto, os utilizadores já podiam fazer videochamadas com os seus matches.

  • Hot Takes: assim se chama a nova experiência interativa da app, uma espécie de jogo, onde os utilizadores respondem a uma série de perguntas num chat com outra pessoa. Nesta funcionalidade, há a possibilidade de os participantes trocarem um like e fazerem match, e, mais importante ainda, de falarem antes de se ligarem (o que antes só poderia ser feito com uma conta premium). Mas, se ninguém responder durante 30 segundos, o chat é automaticamente bloqueado.

  • Explore Page: Aqui, os utilizadores podem ver o potencial de uma possível correspondência de acordo com interesses partilhados. Por exemplo, se alguém gostar de cozinhar, este é o espaço perfeito para mostrar os seus dotes na confeção do melhor bacalhau com natas, no Chef’s Mode.

Mais uma rede social? Mais ou menos

Com tantas mudanças, o conceito desta app começa a aproximar-se do de qualquer rede social: mostrar conteúdos de que possamos gostar e conhecer pessoas. Contudo, o que diferencia o Tinder das redes sociais clássicas é o facto de o principal objetivo ser conhecer pessoas para fins românticos, validados por um match, ao passo que numa rede social comum não.

Posto isto, num mundo onde uma pandemia, fez das redes sociais os bares e os cafés de outrora, o Tinder poderá estar a tentar aproximar-se cada vez mais da geração Z, que há 9 anos não tinha idade para estar numa dating app, mas que hoje representa mais de 50% dos utilizadores da plataforma.

Amor sem amizades

2020 foi o ano de grande sucesso para a dating apps (Tinder incluído) e, para isso, contribuiu a pandemia e o fecho da maior parte dos espaços sociais durante largos períodos de tempo. Mas nem todas utilizaram a mesma estratégia.  O Bumble criou o Bumble BFF, que ajuda a cultivar amizades, contudo o CEO do Tinder Jim Lanzone reforçou que a empresa não quer ser uma rede social para fazer amigos. O foco ainda é promover encontros românticos, mas de forma mais adaptada às gerações mais jovens. Lanzone fala na oportunidade de “conhecer melhor as pessoas antes de fazer match” e, principalmente, de o fazer antes de avançar para o encontro presencial, em tempos em que se exigem cuidados extra. 

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 Amazon. Mais vendas, menos superlativos 

O Prime Day é um evento criado pela Amazon em 2015, cujo propósito é oferecer uma série de descontos exclusivos a quem subscrever o serviço Prime da gigante do e-commerce. Por norma, o Prime Day costuma estender-se por mais de um dia e, ano após ano, a Amazon tem sido muito estratégica a identificar um resultado de relevo e a comunicá-lo ativamente.Recordes de vendas, uma meta de subscritores ultrapassada, um número extraordinário de produtos vendidos têm sido algumas das métricas utilizadas pela empresa de Jeff Bezos para demonstrar o sucesso do seu dia. Contudo, a Amazon nunca mostra o jogo todo e tem guardado consistentemente muitos dos principais dados para si. Este ano o secretismo não foi diferente, mas teve muitos menos superlativos na hora de dizer o que correu bem.De acordo com a plataforma, este Prime Day foi o maior de sempre para PMEs.

  • Mais de 1.9 mil milhões de dólares em vendas (+100% face a 2020)

  • Cerca de 70 milhões de produtos vendidos

E, em termos de grandes destaques, ficou-se por aqui. Mais de 250 milhões de produtos foram comprados por subscritores Prime nos dois dias do evento, mas pouco mais foi revelado pela Amazon no que diz respeito a números que pudessem ajudar a pintar uma figura melhor do sucesso do evento.Novos subscritores ou vendas totais foram deixadas de fora, mas uma estimativa da Adobe Analytics diz-nos que no Prime Day foram gerados 11 mil milhões de dólares em vendas online (incluindo Amazon e outras plataformas), um aumento de 6% face a 2020. Não se sabe a parcela da Amazon, que provavelmente atingiu um valor recorde, mas poderá ter tido um crescimento bastante inferior ao registado em anos anteriores. Daí o silêncio. Outros destaques deste dia, do qual mais de 200 milhões de subscritores Prime puderam tirar proveito, foram:

  • O produto mais vendido no mundo inteiro foi o aspirador iRomba 692 Robot Vacuum.

  • O produto mais vendido em Portugal e Espanha foi o um pack especial de Finish. Sim, o detergente/pastilha para as máquinas de lavar.

  • Muitos consumidores fizeram compras antecipadas de regresso às aulas. Foram vendidos 1 milhão de computadores portáteis, 600 mil mochilas, 1 milhão de headphones, 240 mil cadernos e 40 mil calculadoras.

  • Spotify e Apple Music? A Amazon Music conseguiu mais subscritores para o seu serviço Unlimited, do que em qualquer outro Prime Day.

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The Next Big Idea apresenta...

 Qual o futuro das idas ao ginásio? 

Estamos em 2019 e ainda não há sinais de pandemia. No último ano, o número de ginásios em Portugal cresceu 10% e os cerca de mil e cem clubes no continente e ilhas têm quase 700 mil clientes (um aumento de 16%). O volume de faturação na indústria do fitness (no mundo inteiro) aumentou, em média, 10%, com um valor global de 290 mil milhões de euros.O negócio parece correr bem e as expectativas de 85% dos clubes para 2020 passam, mais uma vez, pelo aumento de receitas. Estes eram os dados do Barómetro Fitness, um relatório realizado entre o Centro de Estudos Económicos e Institucionais da Universidade Autónoma de Lisboa e a AGAP (Associação de Empresas de Ginásios e Academias de Portugal).Chega 2020 e a realidade não correspondeu às expectativas. Em fevereiro de 2021, em Portugal, já tinham fechado portas cerca de 300 ginásios. Depois de dois confinamentos, a AGAP avançou com os valores na quebra de faturação: mais de 75% desde o começo das restrições associadas à COVID.Mas no meio de um cenário difícil, houve quem visse o negócio crescer. É o que mostra uma das histórias que fomos ouvir de empresários do setor, com percursos muito diferentes.

  • Leia aqui os testemunhos de quem saiu a ganhar ou a perder, entre aulas online, treinos ao ar livre e ajustes ao modelo de negócio, no site do The Next Big Idea.

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Vi algures na Internet

 A Netflix não é só televisão 

É uma questão para a qual, até recentemente, não havia uma resposta muito fidedigna. Por norma, a plataforma de streaming (e outras como ela) revela alguns dados quanto a metas de subscritores ou números de visualização de conteúdos que correram muito bem, mas, na maior parte do tempo, temos apenas acesso a um top de filmes ou séries mais vistos.A televisão linear, diga-se os canais de televisão tradicionais, pelo contrário, há várias décadas que vêem a sua performance regida por um sistema comum, baseado em ratings e em shares. Nos EUA, a Nielsen tem o monopólio sobre a medição destas métricas e fá-lo através de um software que utiliza reconhecimento de voz para identificar aquilo que está a ser visto nos ecrãs de televisão de 38 mil casas.Com a crescente popularidade do streaming, a empresa americana tem estado cada vez mais debaixo de fogo para encontrar uma forma de equilibrar o nível de dados que existem para canais e para serviços de video-on-demand. O problema principal está relacionado com o facto de o mecanismo que era utilizado pela Nielsen apenas ter em conta televisões e deixar de fora todas as horas de conteúdo que são consumidas em computadores e smartphones, onde serviços de streaming prosperam.Passados alguns anos, a empresa parece ter encontrado uma solução: chama-se The Gauge e é uma peça de hardware que permite identificar o tráfego de internet que passa pelo router de uma casa, incluindo assim todos os dispositivos ligados a uma rede Wifi comum.

  • O relatório mais recente da Nielsen, que já utilizou este dispositivo, revelou que os americanos gastam 26% do seu tempo em serviços de streaming (vs 14% em 2019) e que as plataformas mais utilizadas são, sem surpresa, a Netflix e o YouTube.

 Isto (não) é uma jogada de e-commerce

 

Na semana passada, o TikTok apresentou uma nova funcionalidade. Os Jumps são mini-apps, dentro da própria plataforma, que criadores de conteúdos e marcas podem incluir nos seus vídeos para melhorar a interação que têm com a sua audiência. Na fase beta, o TikTok fez parcerias com diferentes plataformas desde a Whisk (partilha de receitas de cozinha) à StatMuse (estatísticas desportivas). Por exemplo, um criador que faça um vídeo de uma receita poderá agora linkar a lista de ingredientes na mini-app da Whisk e remeter o utilizador para lá.O TikTok “vendeu” a nova funcionalidade como um produto, que vai disponibilizar de forma gratuita, para melhorar a informação disponível na plataforma. No entanto, apesar de o principal negócio do TikTok ser a publicidade, não é difícil imaginar que estes Jumps possam passar de mini-apps para mini lojas online, nas quais as marcas podem vender os seus produtos e o TikTok recolher comissões de vendas, tornando-se também uma espécie de plataforma de e-commerce. É caso para dizer que a plataforma chinesa está a aprender alguma coisa com o Facebook.

  • O TikTok conta atualmente com mais de 700 milhões de utilizadores ativos e estima-se que, em 2020, tenha ultrapassado os mil milhões de dólares em vendas.

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Projetos que ficaram debaixo de olho  🤩

O Benefício, sem dúvidas. Esta é a história de uma empresa que perdeu acesso ao financiamento por causa da pandemia e que, no meio do ano mais estranho que temos memória, decidiu criar um gin que também é um NFT e assim entrar na criptoeconomia.Uma espécie de Netflix, mas de cerveja artesanal. O objetivo da Hops Club é tornar as cervejas artesanais um hábito tão comum quanto as outras. Uma tarefa ambiciosa num mercado, o português, onde tanto este tipo de cervejas como comércio online ainda estão numa fase incipiente, mas com boas perspetivas. Utilize o código newsbigidea10 para ter um desconto de 10% numa compra na loja online da Hops Club.Analisar a concorrência. "Manter os amigos por perto e os inimigos ainda mais" é um ditado que também pode ser aplicado ao mundo empresarial. A SEMRush permite que possa comparar o tráfego do site da sua empresa com o dos seus mais diretos concorrentes, relativamente à performance em diferentes canais, em SEO e ainda em métricas como o PPC (pay per click). Faça o free trial aqui. *

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    É só mais 1 minuto ⌛

    Dinheiro. Apesar da pandemia, em 2020, cerca de 5,2 milhões de pessoas tornaram-se milionárias (em dólares). E o número daqueles que têm cerca de 50 milhões de dólares aumentou quase 25%.Criptomoedas. A bitcoin teve uma queda abaixo dos 30 mil dólares, pela primeira vez, desde janeiro. O motivo pode estar relacionado com o facto de a China, país que mais minera bitcoin, estar a tentar banir esta criptomoeda.Tecnologia. O Windows 11 e um novo design são algumas das novidades apresentadas pela Microsoft no seu último evento. Veja aqui os pontos-chave das restantes inovações da big tech.Redes Sociais. Estes são os 50 influencers mais populares do mundo. Consulte aqui a lista na qual Cristiano Ronaldo ocupa o primeiro lugar.

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      Dois dedos de conversa

      • Esta newsletter é produzida pela MadreMedia e reúne histórias do admirável mundo da inovação e das empresas, por isso andamos sempre à procura de novas ideias e de novos projetos aos quais valha a pena dar o devido destaque. Às segundas-feiras na sua caixa de email.

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      Ficha TécnicaNewsletter escrita por:Rute Sousa Vasco, Miguel Magalhães e Catarina MarquesEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Catarina MarquesIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes

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