23 de novembro de 2020  

Esta semana é marcada pelo lançamento da Opto, a nova plataforma de streaming da SIC que fica disponível a partir de amanhã, 24 de novembro. É uma boa altura para olhar para o mercado de streaming e perceber por onde passa o futuro da televisão - e é isso que fazemos nesta edição. Olhamos também para a história da Hunter Boards, que contámos no magazine desta semana do The Next Big Idea em que pode ouvir o CEO da empresa que se propõe produzir skates elétricos dizer que "foi buéda fácil" conseguir destaque em meios internacionais como o site da The Verge. Em 2021, a Hunter Boards terá a prova de fogo de passar da fase piloto ao desafio do mercado global. Por aqui, vamos ficar de olho nesse percurso. Obrigada por descobrirem connosco estas e outras histórias,  Rute Sousa Vasco

Long Stories Short

 Streaming Wars, agora em Portugal 

Dia 24 de novembro foi a data escolhida para o lançamento oficial da Opto, a plataforma de streaming da SIC, que representa mais um passo no desenvolvimento do mercado televisivo em Portugal. É o primeiro canal generalista a avançar com uma nova proposta paga, no seguimento do crescimento que se tem observado do streaming no nosso país. Além da alteração gradual dos hábitos de consumo de media dos portugueses, o impulso para mais adesões ficou muito a dever à pandemia naqueles meses em que as opções de tempos livrese estavam (e ainda estão em muitos momentos) confinadas ao que se pode fazer dentro de casa. E assim fizemos pão, recuperámos jogos de tabuleiro e vimos televisão - mesmo que não fosse exatamente como antes.

  • Qual é a proposta da Opto? Uma versão gratuita em que basta o utilizador registar-se para ter acesso a mais de 4 mil horas de conteúdos das plataformas SIC de forma não linear e uma versão premium, que a SIC promete ser atrativa o suficiente para justificar 3,99 euros/mês ou 39,99 euros/ano.

  • “Tell me whyyy”: a versão premium contará com conteúdos exclusivos de Bruno Nogueira, Ricardo Araújo Pereira e Ljubomir Stanisic, antestreias de episódios das telenovelas, gravações automáticas dos canais SIC de 30 dias e rubricas noticiosas personalizadas para o utilizador de 10, 15 e 20 minutos. Terá ainda séries originais como “Esperança”, “A Generala” e “Clube”, bem como um documentário de Sofia Pinto Coelho e um programa informativo apresentado por Clara de Sousa. 

Porquê agora, SIC?Em primeiro lugar, porque o mercado mostra que há procura para o streaming, em Portugal e no mundo inteiro. Dados de um estudo realizado em julho pela OberCom, revelaram uma tendência comum no consumo de media de todos grupos etários desde o início da pandemia (e não se chama TikTok):

  • Geração Z: 56% deste grupo viu conteúdos em plataformas de streaming e, no geral, registou aumentos de 33% no consumo de televisão e 40% no consumo de vídeos online gratuitos.

  • Millennials: 51% viu conteúdos na Netflix ou na HBO e, no geral, observou-se um crescimento de 37% no consumo de conteúdos noticiosos online e 33% no consumo de televisão.

  • Geração X: 40% viu conteúdos em serviços de streaming e, no geral, viu-se um crescimento superior a 30% no consumo de imprensa online e de televisão.

Concluindo: A pandemia permitiu o crescimento do mercado português de streamingde acordo com dados da Marktest, para mais de 2,5 milhões de pessoas, e levou a que muitas plataformas de media como a SIC gozassem de um reconhecimento e utilização como já não observavam desde que começámos a ter computadores portáteis e ligações de Internet rápidas, criando assim a oportunidade para um serviço como a Opto.Atrativo e oportuno, mas não quer dizer que seja fácilA Opto não vai ter caminho livre para conquistar subscritores e tem como rivais plataformas com uma quota de mercado significativa e com conteúdos produzidos - e promovidos - à escala global. Por outro lado, a SIC mantém a aposta na  televisão linear, até porque é o canal líder do país. Para perceber o desafio, vamos por partes:

  • Tanto por onde escolherSegundo a JustWatch, até ao final de setembro, a Netflix liderava o mercado português com 31%, seguida pela Amazon com 22%, a HBO com 18%, a FOX Play com 6%, a Apple TV+ com 5% e a Disney+ (a mais recente do grupo) com também 5%. O orçamento da maior parte das famílias não suporta todas estas plataformas, o que significa um esforço de persuasão do canal português, sobretudo num país com taxas de adesão a serviços pagos mais baixas que mercados mais desenvolvidos e com mais poder de compra.

  • O trunfo da portugalidade:  Conteúdos falados em português e de proximidade à realidade dos portugueses podem ser um trunfo nesta guerra pelas preferências - e subscrições de plataformas pagas. Não há muita oferta de conteúdos nacionais nas plataformas globais e a SIC aposta em alguns nomes fortes para ganhar terreno.   

Afinal de contas: serão Ricardo Araújo Pereira e Bruno Nogueira suficientes para convencer as pessoas a subscrever a versão premium ou irá a Opto tornar-se uma RTP Play 2.0? Por agora, a Opto é um investimento a médio-longo prazo e a televisão linear e o dinheiro da publicidade continuam ainda a ser o pilar da estratégia da SIC e, claro, dos seus concorrentes. Mas, como diz o poeta, the times, they are changing.

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The Next Big Idea apresenta..

 "Foi buéda fácil" 

Pode não ser comum em Portugal, mas em muitos países o skate é um veículo de transporte nas cidades, à semelhança da trotinete e da bicicleta. A Hunter Boards acredita que mais pessoas podem escolher o skate se tiverem um produto que lhes oferece liberdade e segurança. E é essa a proposta que fazem com um skate elétrico produzido em Portugal, que estão a vender online e que em poucas semanas teve 6 mil pessoas inscritas numa lista de espera – para apenas 50 skates disponíveis. 

“Foi buéda fácil”: é com esta frase desarmante que o Pedro Andrade respondeu à pergunta que lhe fizemos sobre como é que a Hunter Boards tinha conseguido ser notícia em meios de comunicação internacionais – sem gastar um cêntimo em publicidade. Em três anos, a Hunter Boards  fez quase tudo: inventou um produto novo, arranjou investidores, fez uma fábrica para produzir skates e foi notícia em meios internacionais. A maior parte dos clientes vem dos Estados Unidos e é assim que vê o crescimento da empresa: com os pés em Portugal, mas a olhar sempre para o mercado global.

  • Saiba mais sobre esta startup portuguesa em hunterboards.com/

  • Veja o teaser do último episódio aqui.

  • Onde ver o programa: todos os sábados às 9h45 e todos os domingos às 16h45, na SIC Notícias.

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Vi algures na Internet

Ler tweets antigos = 1 dose de arrependimento 

Já todos lemos coisas que escrevemos há um ou dois anos e pensámos "ups, nem acredito que escrevi isto". Mas no Twitter as nossas ações têm toda uma outra dimensão, visto que esta rede tem como primeiro objetivo proporcionar a partilha de opiniões. Por este motivo, alguns utilizadores já tinham manifestado desconforto em fazer publicações. Como solução, a gigante norte-americana lançou, na semana passada, os Fleets.

  • A New World: Esta nova forma de publicar conteúdo funciona como as histórias do Instagram. Na hora de fazer scroll à sua conta, os utilizadores não vão encontrar aqueles devaneios de ego (às vezes controversos), mas que não deixam de fazer corar.

  • Saiba mais: O artigo do blog da rede social é elucidativo quanto às funcionalidades desta ferramenta. Depois do Facebook e do LinkedIn terem adotado este sistema, é a vez do Twitter aliviar a tensão com publicações que não causam tanta mossa porque, afinal de contas, têm prazo de validade de 24 horas.

É uma garrafa de Pepsi, não precisa de descrição 

 Pelo menos até agora. Se falarmos do refrigerante criado em 1893, todos conseguimos imaginar o logótipo e o design da marca. Mas depois de mais de 120 anos de história a borbulhar nas mesas de muitas famílias e a fazer com que o estalido do gás se oiça ao rodar a tampa, a Pepsi vai mudar o design da garrafa de 3 litros.

  • Throwback: O primeiro modelo da garrafa foi concebido em 1970 e aperfeiçoado depois em 1990. Mas já se foi o tempo em que a jovem Madonna cantava "Like a Prayer" numa estratégia de marketing da marca, em 1989. E, se as estrelas pop mudam, mudam também as formas de olhar para o produto.

  • As novidades: a nova garrafa da Pepsi de 3 litros será agora curvilínea. O modelo é mais fácil de agarrar e consome menos plástico. É o que explica o artigo da Fast Company, que mostra as imagens das novas garrafas.

Está a andar de metro ou está num videojogo? 

A Sony apoderou-se na estação de metro Oxford Cicrus, em Londres, para marcar o lançamento da Playstation 5 no Reino Unido. A estratégia de marketing da empresa de tecnologia durou dois dias e deu um novo visual às paredes da estação, que foram decoradas com os botões do comando da nova consola. Veja a imagem neste artigo do The Verge. O golpe é de génio, e só é mesmo pena que, devido ao confinamento, não haja muita gente a ver.

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Projetos que ficaram debaixo de olho esta semana 🤩

  • Sim, mais uma rede social… Mas nesta não há likesPoupe os polegares, porque não há cá nada disso. O ADN da francesa Yubo funciona como uma plataforma de streaming ao vivo, onde pode conhecer pessoas novas. Não há publicidade, logo é preciso assinar para ver estes itens ou assinar a app. O objetivo é reverter a tendência de luta de atenção constante de outras redes sociais, que analisam ao detalhe tudo aquilo de que gostamos e para o qual olhamos mais vezes ou por mais tempo. Recentemente, a Yubo teve um investimento de 47,5 milhões de dólares (cerca de 40 milhões de euros). Saiba quem meteu o dinheiro em cima da mesa neste artigo da Tech Crunch.

  • O e-mail sobre-humano... Superhuman tem dado que falar e já chamou a atenção de CEOs de várias empresas de topo. Esta ferramenta de inteligência artificial custa 30 dólares (25 euros) por mês e tem acesso à conta de Gmail dos utilizadores. O serviço promete máxima velocidade com atalhos de teclado, dicas sobre a utilização das redes sociais, um sistema de modificação de escrita de e-mails já enviados e uma análise ao milímetro sobre a melhor altura para responder a um e-mail, entre outras funcionalidades.

  • Procurar estacionamento é uma chatice? Então não conduza! É este o lema do estacionamento inteligente num prédio comercial em Munique. O artigo da Fast Company explica que este sistema não só deteta se a garagem está a ficar lotada e aumenta o preço com base na procura, como também encoraja os trabalhadores a não conduzir para o trabalho, recompensando-os com passes para os transportes. O sistema, que ainda está em fase de testes, é da autoria das empresas Fetch.ai, do Reino Unido, e Datarella, da Alemanha. 

É só mais 1 minuto ⌛

  • Ser feliz no trabalho pode não ser assim tão bom: tudo começa com a forma como categorizamos as nossas emoções e como as mais negativas ou incomodativas são necessárias para encontrarmos as soluções que precisamos. Saiba mais neste artigo da Fast Company.

  • Isso demora muito? Nesta página, vai poder encontrar uma descrição de alguns dos mais ambiciosos projetos da Humanidade e do tempo que demoraram a ser finalizados. Um exemplo: a Torre Eiffel demorou 793 dias a ser construída.

  • Não é só responder: o normal numa entrevista de emprego é prepararmo-nos para todas as perguntas que nos possam fazer sobre a nossa experiência e sobre os diferentes porquês de sermos ideais para aquela posição. Contudo, todo o bom recrutador gosta de receber perguntas e estas 35 podem ajudar a que o seu emprego de sonho fique ao alcance.

Dois dedos de conversa

  • Esta newsletter é produzida pela MadreMedia e reúne histórias do admirável mundo da inovação e das empresas, por isso andamos sempre à procura de novas ideias e de novos projetos que valha a pena dar o devido destaque. Às segundas-feiras na sua caixa de email.

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