
3 de maio de 2021
Maior é melhor?Nesta newsletter encontra muita matéria para refletir sobre a resposta:
Nos lucros das Big Tech
Na valorização das criptomoedas
Nas rondas de investimento levantadas por três startups portuguesas (bairrismo à parte, o único item em que a resposta é taxativamente sim)
Obrigada por nos acompanharem,Rute Sousa Vasco
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Long Stories Short

Boas notícias das Big Tech
A semana passada foi o momento escolhido pela maior parte das grandes empresas atuais (Netflix foi na semana anterior) para anunciar ao mundo como é que correram os primeiros meses de 2021, mais precisamente o primeiro trimestre. Todas deram, de uma forma geral, boas notícias. O que é que isto significa? Vendas aumentaram, lucros cresceram e contam com projetos inovadores para o futuro. No entanto, cada uma tem os seus próprios desafios para superar.AmazonNo Q1 (1º trimestre), a gigante do ecommerce teve 108.5 mil milhões de dólares em vendas, um crescimento de 44% face ao mesmo período de 2020. Apesar de uma fatia grande deste valor ser dinheiro que acaba por reverter para as diferentes marcas que vendem na plataforma, a Amazon registou 8 mil milhões de dólares de lucro. Entre os destaques estão:
Os 200 milhões de subscritores Prime, que tiram proveito de promoções na plataforma e que, de vez em quando, decidem dar uma oportunidade às séries e filmes do Prime Video.
O Amazon Web Services, serviço de cloud da empresa, que registou receitas de 13.5 mil milhões de dólares (+32% face ao período homólogo de 2020).
A plataforma de live streaming Twitch registou 35 milhões de visitantes diários.
A Amazon continuou a investir fortemente em inteligência artificial através da Alexa e serviços derivados que já são utilizados em diversas indústrias.
Um desafio: os movimentos por melhores condições laborais tem levado a que, nos EUA, diferentes filiais estejam a tentar formar sindicatos que possam reivindicar por esses direitos. A Amazon emprega direta e indiretamente cerca de 1.3 milhões de pessoas no mundo inteiro.
AppleNos primeiros meses deste ano, a empresa da maçã teve receitas de 89 mil milhões de dólares (+54% face ao início de 2020) e lucros de 24 mil milhões de dólares, mais do dobro face ao mesmo período no ano anterior. Se isto vem tudo dos novos iPhones 12? Em parte sim, mas a verdade é que a Apple tem vários serviços e produtos que contribuíram para que tivesse o melhor começo de ano de sempre:
Vendas de 48 mil milhões de dólares só em iPhones. A Apple não apresentou números para os resultados das suas gamas de computadores e iPads.
A área de Serviços da Apple, composta pela App Store, pela Apple Music, pela Apple TV (que ninguém ainda paga), pelo iCloud e outros, teve um trimestre recorde e apresentou 17 mil milhões de dólares em vendas, um crescimento de 27% face ao período anterior.
A área de Wearables, onde estão produtos como o Apple Watch e os populares AirPods, gerou receitas de quase 8 mil milhões de dólares. Parece pouco face às outras divisões, mas é três vezes o valor das receitas do trimestre do Spotify, o seu principal rival no áudio.
Um desafio: Resolver as polémicas à volta da sua App Store, que retira 30% das receitas das aplicações presentes na plataforma e que é vista como um exemplo da posição monopolista da Apple, que se aproveita dos mil milhões de utilizadores de iPhones no mundo inteiro.
Alphabet e FacebookA razão para emparelhar as duas empresas prende-se não só com o modelo de negócio semelhante (baseado em publicidade) como no desafio colocado pela Apple, que vão enfrentar daqui para a frente. Mas vamos primeiro aos resultados de cada uma das empresas.
O Google e o YouTube estiveram por detrás de grande parte do sucesso que levou a Alphabet a faturar 55.31 mil milhões de dólares (+34% face a 2020). As receitas do motor de pesquisa cresceram 30%, provavelmente porque andámos todos a pesquisar o que raio era um NFT. As receitas do YouTube, que conta com 2 mil milhões de utilizadores ativos, cresceram 49%, em princípio, porque queríamos todos ver tutoriais de como fazer mining das bitcoins que atingiam valores recorde dia após dia.
De acordo com o Facebook, neste início de ano continuámos a utilizar (e muito) as suas plataformas. Em conjunto, o Facebook, o Messenger, o Instagram e o Whatsapp tiveram receitas de 26.7 mil milhões de dólares, um aumento de 30% face ao ano anterior. Para este resultado, contribuiu literalmente meio mundo (os cerca 3.5 mil milhões de utilizadores em todas as plataformas) e o aumento de 30% no preço médio de cada anúncio.
Um desafio: Vamos por um momento esquecer as fake news e a compensação dos media pelos seus conteúdos. O novo iOS da Apple dá a oportunidade aos utilizadores de decidir se querem ou não que a sua atividade na web e em apps seja vigiada ou não. A Apple chama-lhe defesa da privacidade dos utilizadores. O Google e o Facebook vêem esta funcionalidade como um ataque direto ao seu negócio e à sua capacidade de fazer a melhor personalização possível dos seus anúncios. Na realidade, ambas as versões estão corretas.
MicrosoftQual é a coisa, qual é ela que é praticamente sinónimo de teletrabalho? Em 2021, a Microsoft continua a tirar proveito da forma como as empresas se passaram a organizar, apresentando receitas totais no Q1 de 41.7 mil milhões de dólares (+19%) e lucros de 15 mil milhões de dólares (+40%).
As receitas do Azure, o serviço de cloud da empresa, cresceram 33% para 18 mil milhões de dólares..
A Microsoft conta atualmente com 50 milhões de subscritores do Microsoft 365, que engloba vários dos seus serviços - Word, Excel, Powerpoint, Skype, OneDrive, Skype -, e o Teams já conta com 145 milhões de utilizadores mensais ativos.
O LinkedIn já tem 750 milhões de utilizadores ativos (mais que o Twitter) e gerou receitas no último ano de 3 mil milhões de dólares.
Um desafio: Qual será a próxima aquisição da Microsoft? Aceitam-se apostas.
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Estamos cada vez mais crypto
Quando pensamos em criptomoedas, o nome mais sonante ao ouvido é, claro, a Bitcoin. Mas já há dezenas de moedas digitais. Elas andam aí e vieram para ficar. Esta segunda-feira fez título dos jornais financeiros a Ethereum, que ultrapassou um valor recorde de 3 mil dólares (2 495 euros).
Porquê? O Banco Europeu de Investimento anunciou a venda de títulos da Ethereum, com ajuda do grupo financeiro Goldman Sachs, dos bancos Santander e Société Générale. Além disso, a Visa anunciou que iria começar a aceitar transações com esta moeda digital.
Porque é que isto importa? Digamos que a criptomoeda recebeu uma espécie de carimbo de aprovação por parte de grandes instituições financeiras. Credibilidade + Confiança = Investimento.
Sim, mas na prática… isto significa que podemos usar a Ethereum como usamos o euro ou o dólar. Pode contrair empréstimos ou depositar a mesada do seu filho para que ele possa comprar o almoço num dia de escola. É para aí que caminhamos.
É sempre a subir. À data a que foi escrita esta newsletter, a criptomoeda estava a valer cerca de 3 150 dólares. Mas na semana passada, quando demos conta do valor recorde devido aos anúncios dos bancos europeus e da Visa, a Ethereum estava a valer cerca de 2 714 dólares. Uma escalada significativa num curto espaço de tempo, ainda assim "normal" devido a estes motivos e à volatilidade característica deste tipo de moedas. Menos normal é imaginar que, exatamente há um ano, a Ethereum valia "apenas" 187 dólares...
Medalha de prata. A Ethereum continua, no entanto, a ser a segunda criptomoeda mais valiosa. Sentada no trono está a Bitcoin, à data deste texto, a valer cerca de 58 676 dólares.
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The Next Big Idea apresenta...
Mais boas notícias
A semana passada deu razões para que três projetos que passaram pelo The Next Big Idea estivessem felizes. O motivo foi o mesmo para todos: conseguiram mais investimento, que os vai ajudar a contratar mais pessoas, a expandir-se para novos mercados e a oferecer um serviço ou produto ainda melhor.
A Sensei levantou 5.4 milhões de euros para continuar a desenvolver tecnologias para tornar as lojas de retalho completamente autónomas. É a maior ronda de investimento para uma startup portuguesa em fase seed.
A Barkyn conseguiu 3 milhões de euros de investimento extra na sua série A. A startup portuguesa desenvolveu uma plataforma que vende comida saudável para animais de estimação e que oferece serviços de veterinário online.
A Hunter Boards recebeu 570 mil euros de investimento seed para fazer crescer a equipa e desenvolver uma app associada ao seu skate inovador, que foi considerado pela revista Time como uma das 100 melhores invenções de 2020.
Parabéns a estas três empresas e aos seus fundadores!
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Vi algures na Internet

Verde é a cor da paixão
Não, não é o vermelho. Vermelho é a cor da carne e aqui não há espaço para isso. O Dia Mundial da Terra foi celebrado a 22 de abril e os apaixonados por sustentabilidade e veganismo tiveram também a oportunidade de se apaixonar por alguém com gostos semelhantes. A aplicação de encontros amorosos Tinder está a lançar um novo interesse "à base de plantas" (ou seja: uma nova opção que utilizadores podem escolher para se conectarem entre si dentro da app) e arranjou uma forma inovadora de promover isso.Depois de perceber que havia cada vez mais utilizadores com interesse em alimentação vegan, o Tinder fez uma parceria com a Beyond Meat (uma marca de alimentação à base vegetal). Os primeiros 500 membros dos Estados Unidos a combinarem o interesse "à base de plantas" e a adicionarem o feito ao seu perfil receberam um pacote de piquenique com vários brindes e um voucher com produtos da Beyond Meat. Esta é uma ideia no mínimo deliciosa.
Um testamento cheio de carga fiscal
10,8 mil milhões de dólares (~8,91 mil milhões de euros). Este é o valor em impostos que os herdeiros do chairman da Samsung têm de pagar pela sua herança. O magnata sul-coreano Lee Kun-hee faleceu no final do ano passado e deixou uma fortuna de 26 mil milhões de wons (~19 mil milhões de euros), que gerou uma dor de cabeça gigante a contabilistas e advogados (uma dor que todos adoraríamos ter, diga-se). A família Kun-hee começou então no mês passado a pagar aquele que um dos maior impostos deste género alguma vez aplicado a uma herança, no mundo inteiro.
Numa nota à imprensa, os herdeiros afirmam que é "um dever cívico e uma responsabilidade pagar todos os impostos" em causa. A mesma família vai ainda doar parte da coleção multimilionária de arte a organizações do país, como o Museu Nacional da Coreia ou o Museu de Arte Moderna e Contemporânea. A coleção de Lee Kun-hee tem 23 mil peças, está avaliada em cerca de 1,5 mil milhões de euros, e tem obras de artistas sul-coreanos conceituados, bem como de nomes mundialmente conhecidos, tais como Pablo Picasso, Claude Monet, Joan Miró ou Salvador Dalí.
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Projetos que ficaram debaixo de olho 🤩
Saúde conservada. Não é só uma lata de atum. O segredo do Tuna Funcional é guardado pelas conservas Ramirez, que desenvolveram este alimento funcional (e não suplemento), com benefícios ao nível do sistema imunitário, do sangue, da visão, do cérebro, do coração e da visão. Os resultados foram comprovados cientificamente, com ajuda da Faculdade de Medicina da Universidade do Porto e da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto.Geração Z = Geração 3D. Pode parecer estranho, mas há pessoas que compram roupa só para tirar uma foto e meter nas redes sociais. Se o Instagram é uma feira de vaidades, a moda ganha com isso (e muito). Mas, claro, a tecnologia já arranjou forma de dar a volta a isso. O site Dressx vende roupa mais barata e…digital. Através da tecnologia 3D, é possível comprar peças mais baratas que assentam que nem uma luva só para tirar fotos com as mesmas. Blockchain na moda. Como assim? A tecnologia juntou as marcas de luxo Louis Vuitton, Richemont e Prada. A Aura Blockchain Consortium foi desenvolvida pela ConsenSys e pela Microsoft. A plataforma permite monitorizar o percurso feito pelos produtos desde que são produzidos até à sua venda e possível revenda em mercados em segunda mão. Através de uma etiqueta RFID ou de um QR Code, é possível saber a validade da peça, por quantas pessoas passou e qual a sua história. Este registo digital é um sinal de transparência que ajuda na luta contra as falsificações (muitas vezes vendidas como originais).
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É só mais 1 minuto ⌛
Sinto-me meh. É, de acordo com o The New York Times, a emoção dominante de 2021 e já tem um termo científico em inglês - languishing. É visto como o filho do meio da saúde mental, um estado entre a depressão e a euforia que permite estar ativo, ao mesmo tempo que se sente um vazio face ao modo como o mundo mudou.Corporate Influencers. Estas são as empresas mais influentes do mundo para a Revista Time. Twitter. A rede social vai começar a testar perfis profissionais para marcas e criadores de conteúdo.Long Stories Short. Lembra-se do início desta newsletter? Isto é quanto cada uma das cinco empresas faturou por minuto durante o primeiro trimestre de 2021.
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Dois dedos de conversa
Esta newsletter é produzida pela MadreMedia e reúne histórias do admirável mundo da inovação e das empresas, por isso andamos sempre à procura de novas ideias e de novos projetos que valha a pena dar o devido destaque. Às segundas-feiras na sua caixa de email.
Pode submeter a sua empresa/projeto em thenextbigidea.pt.
Envie as suas histórias, ideias e feedback sobre a newsletter para [email protected]
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Ficha TécnicaNewsletter escrita por:Rute Sousa Vasco, Miguel Magalhães e Catarina MarquesEdição:Rute Sousa VascoRevisão:João DinisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes








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