
Criado por um jovem português e vendido na dark web, o WormGPT permitiu a cibercriminosos lançar ataques sofisticados sem grandes conhecimentos técnicos. Usado para fraudes, phishing e criação de malware, este chatbot mostrou como a inteligência artificial pode ser explorada para fins ilícitos. Mas o WormGPT não está sozinho. É o tema principal da newsletter desta semana.
- Gabriel Lagoa
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_ LONG STORY SHORT
WormGPT, o lado negro da inteligência artificial

A inteligência artificial tem sido usada para simplificar tarefas, automatizar processos e ampliar capacidades. No entanto, um modelo desenvolvido por um jovem português revelou outra faceta desta tecnologia. O WormGPT, um chatbot de IA sem qualquer filtro ou limitação ética, tornou-se uma ferramenta valiosa para os cibercriminosos, permitindo fraudes financeiras e campanhas de desinformação.Na semana passada, a Polícia Judiciária (PJ) realizou uma operação para deter o programador do WormGPT, no que classificou como uma ação "inédita" no combate ao cibercrime. Segundo a investigação, o jovem era autodidata no desenvolvimento do modelo. Criado em 2023, o WormGPT foi utilizado para escrever mensagens fraudulentas e facilitar ataques informáticos.Uma IA sem barreiras moraisEm conferência de imprensa, o diretor da Unidade de Combate ao Cibercrime da PJ, Carlos Cabreiro, explicou que, ao contrário de sistemas como o ChatGPT, que impõem barreiras éticas, o WormGPT operava sem qualquer supervisão. Este modelo foi desenhado para responder a qualquer tipo de pedido, incluindo atividades ilícitas.De acordo com a PJ, entre março e agosto de 2023, a ferramenta foi usada para crimes financeiros e ataques informáticos. A publicação Dazed refere que o WormGPT foi projetado como uma alternativa blackhat (para hackers mal-intencionados) aos modelos de IA tradicionais, sendo utilizado em fóruns da dark web para facilitar ataques cibernéticos.Quais eram os principais usos do WormGPT?
Criar e-mails fraudulentos para phishing;
Desenvolver malware e vírus informáticos;
Facilitar fraudes financeiras e ciberataques às empresa
Venda na dark web e impacto no cibercrimeO WormGPT era comercializado exclusivamente na dark web, onde rapidamente ganhou notoriedade entre criminosos. A sua facilidade de uso e a ausência de restrições fizeram com que milhares de utilizadores adotassem a ferramenta para fins ilícitos. Durante a operação “Neural Kill Switch”, a Unidade Nacional de Cibercrime da PJ conseguiu desmantelar a infraestrutura do modelo, recolhendo informações sobre o seu funcionamento.Apesar da detenção do programador, as autoridades alertam que esta ameaça está longe de ser eliminada. Outras variantes, como o FraudGPT e o EscapeGPT, já surgiram, ampliando o risco do uso indevido da inteligência artificial.Lê-se na imprensa que a única forma de conter este problema será através de regulamentação e desenvolvimento de novas tecnologias de deteção e bloqueio de modelos maliciosos. Certo é que um estudo divulgado recentemente pela Boston Consulting Group indica que o cibercrime deverá custar 13,8 biliões (trillion) de dólares às empresas até 2028. A história completa aqui
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Ambi.careers quer ser a casa do “talento não tech” a nível mundial

A startup desenvolveu um marketplace que conecta os profissionais com um background menos técnico (como marketing e operações) com as melhores empresas tecnológicas.Sabe mais sobre a Ambi.careers aquiA ver também
Investimento. A Relive, empresa tecnológica de mediação imobiliária criada em Portugal, anunciou uma nova ronda de investimento de 5,3 milhões de euros.
Investimento. A Noxus levantou 1,5 milhões de dólares para poupar centenas de horas de trabalho a qualquer empresa. A startup luso-britânica já está presente em Portugal, na Holanda e na Polónia.
Espaço. A portuguesa Critical Software está a fortalecer a presença no setor espacial com uma nova parceria com a norte-americana Turion Space.
_ NEXT ROUND ON ME

Estados Unidos
A Anduril, uma startup de defesa que desenvolve sistemas de armas autónomas, está a levantar 2,5 mil milhões de dólares numa ronda liderada pela Founders Fund. A concretizar-se, a avaliação da empresa ultrapassará os 28 mil milhões de dólares.
A Apptronik, que desenvolve robôs humanóides em concorrência com a Tesla, angariou 350 milhões de dólares numa série A liderada pela B Capital e Capital Factory.
Ainda nos Estados Unidos, a Harvey, que opera uma plataforma de IA para o setor jurídico, angariou 300 milhões de dólares numa série D liderada pela Sequoia Capital, que avalia a empresa em 3 mil milhões de dólares.
Europa
A Revving, uma fintech britânica focada no setor de adtech, angariou o equivalente a cerca de 135 milhões de dólares para investir diretamente no setor de adtech do Reino Unido e na economia digital em geral.
A Tines, com sedes em Dublin e Boston, levantou 125 milhões de dólares numa série C para a sua plataforma de IA que automatiza os fluxos de trabalho. A ronda foi liderada pela Goldman Sachs Alternatives.
Médio Oriente
A Tabby, uma plataforma saudita de compras e fornecedora de serviços buy now, pay later, garantiu 160 milhões de dólares numa ronda série E, atingindo uma avaliação de 3,3 mil milhões de dólares. A empresa tornou-se a fintech mais valiosa do Médio Oriente e Norte de África.
_ VI ALGURES NA INTERNET
Empresas. “A Tekever não pode ser um player mundial sem presença significativa nos EUA”. A campeã europeia dos drones de reconhecimento está a duplicar faturação a cada ano e deve acabar 2025 com 1.200 trabalhadores.Resultados. Os lucros da Galp caíram para 961 milhões de euros em 2024, menos 4% do que no ano anterior. No último trimestre, a queda foi mais acentuada, com uma descida de 75%.Tecnologia. A Google Portugal foi obrigada pelo tribunal a bloquear sites de streaming ilegal. A tecnológica perdeu um recurso que tinha apresentado. Resultados. Portugal contribuiu com 17 milhões de euros para os lucros da Mapfre. A empresa obteve um lucro líquido de 902 milhões de euros em 2024, mais 30% em termos homólogos. Negócios. “Queremos entrar no capital de uma empresa por ano”, diz CEO da Matoaka. A Consultora, que criou um site para compra e venda de micro e PME, vai integrar a área de M&A de uma auditora nacional e lançar-se no equity este ano.
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Escrita e editada por Miguel Magalhães, Gabriel Lagoa e Marta AmaralThe Next Big Idea, 2024