

Até há relativamente pouco tempo, o tema da segurança no mundo empresarial estava longe de ser uma prioridade. Empresas que atingiam uma certa escala acabavam por investir na robustez dos seus sistemas a determinada altura, mas startups e PMEs dificilmente podiam dar-se ao luxo de ter logo uma equipa de segurança dedicada. No entanto, a evolução na forma como os nossos dados são utilizados online e o aparecimento de tecnologias de IA (sobretudo a generativa) vieram mudar este paradigma. Agora, são cada vez mais as empresas a querer estar protegidas desde o Dia 1. É nesta premissa que se baseia o re:Inforce, o evento anual de segurança da AWS, e que o The Next Big Idea esteve a acompanhar a partir de Filadélfia.
- Miguel Magalhães, Content Lead
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Todas as empresas querem estar seguras

Créditos: Amazon Web Services / AWS re:Inforce
Filadélfia não é a primeira cidade que nos vem à mente quando pensamos em inovação, mas tem um impacto histórico e cultural maior do que podíamos imaginar à primeira vista. Desempenhou um papel importante na Revolução Americana de 1776, tendo sido a capital dos EUA durante 10 anos até Washington D.C assumir esse papel. O “Liberty Bell” que podemos encontrar numa exposição na parte antiga da cidade foi um símbolo não só de independência, mas também de liberdade para várias comunidades ao longo da História das Terras do “Uncle Sam”. Na perspetiva cultural, é também a cidade de “Rocky”, a personagem criada por Sylvester Stallone, o homem-comum transformado superestrela do boxe, imortalizado localmente não só por uma estátua, mas pelos milhares de pessoas que anualmente sobem a escadaria do Museu de Arte de Filadélfia ao som de “Eye of the Tiger”.Esta simbologia ligada a revolução, a conflito, a independência e a superação de adversidades deve ter sido uma das razões pelas quais a cidade pertencente ao estado da Pensilvânia, a 1h30 de Nova Iorque, foi escolhida para ser o palco da edição de 2024 do AWS re:Inforce, o evento anual da Amazon Web Services, em que a interceção entre a inteligência artificial e a segurança acabou por ser o tema predominante. Entre os dias 10 e 12 de junho, a conferência tecnológica juntou os principais executivos da AWS em segurança, bem como os parceiros com os quais trabalham diariamente no desenvolvimento e implementação de soluções. Foi uma ocasião para fazer workshops e demos das mesmas, para discuti-las, mas sobretudo para mostrar o que está por detrás de cada uma delas. Aquilo que a AWS chama de “Cultura de Segurança”.O mundo da cloud já não é o mesmoCriada em 2006, a AWS e a sua infraestrutura de cloud foram fundamentais para a transformação tecnológica que se observou nos últimos 15 anos. Foi nela que foram construídas muitas das redes sociais que hoje utilizamos diariamente, os serviços de streaming onde consumimos séries e filmes, as plataformas de ecommerce onde compramos todo o tipo de produtos ou mesmo os produtos SaaS que nos apoiam em várias etapas dos nossos negócios. A cloud permitiu uma agilidade e uma experiência de utilização melhor quer para developers, quer para utilizadores finais, sempre com uma base comum de segurança.
De acordo com a Statista, a AWS terminou o primeiro trimestre de 2024 com 31% de market share, à frente de Microsoft Azure e Google Cloud.

Créditos: Amazon Web Services / AWS re:Inforce
Contudo, com a aceleração da IA, existem atualmente uma série de novas ciber-ameaças que podem danificar as operações de uma organização. Por isso, a segurança tornou-se um requisito obrigatório e não apenas um “nice to have”: da “big corporate” à PME, de uma indústria super regulamentada a uma ainda a dar os primeiros passos. Este conjunto de fenómenos deu uma oportunidade à AWS para reforçar ainda mais o seu compromisso com a segurança e torná-lo não só na característica primordial que procura ter nas suas soluções, mas também nas suas pessoas.Segurança em toda a linha“É incrivelmente desafiante liderar uma revolução numa empresa a não ser que tenhas o apoio dos teus líderes”, afirma Chris Betz, Chief Information Security Officer da AWS. Não é fácil implementar uma cultura de valores partilhados numa organização, especialmente numa que contabiliza mais de 1 milhão de pessoas (se incluirmos a empresa-mãe Amazon).Ao longo do re:Inforce 2024, foram vários os exemplos partilhados de como é que esta cultura se reflete no dia-a-dia da empresa:
Todas as sextas-feiras, os diferentes chefes de equipa de segurança reúnem com Chris Betz e com o CEO da AWS, para definirem planos de ação de segurança como parte integrantes do negócio.
Há um foco grande na partilha pública de informação via blogs ou de eventos como o re:Inforce. Só assim podem garantir transparência na forma de trabalhar e tentar resolver um dos principais problemas do setor: a falta de talento.
Empoderamento dos gestores de produto para a área de segurança, ou seja, cada responsável por uma solução da AWS tem de garantir que o roadmap desse produto ou serviço tens os standards de segurança necessários.
Sessões especiais com parceiros AWS para partilha de cultura. Por outras palavras, a tecnológica organiza eventos virtuais e físicos com especialistas, consultores e distribuidores, onde é partilhada informação confidencial sobre o seu negócio. Na visão da empresa, só com uma transparência no nível dos desafios que está a enfrentar é que os parceiros podem olhar para eles da mesma forma.
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De 10 a 14 de junho, a inteligência artificial voltou a ser o setor que levantou os maiores financiamentos. Destaque vai para os 645 milhões de dólares (600 milhões de euros) angariados pela francesa Mistral AI, que apesar de ter pouco mais de um ano de existência, está agora avaliada em 6,2 milhões de dólares (5,8 mil milhões de euros).Saiba mais sobre estas rondas e startups aqui
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Apple.
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Eikko.
Conheça a aplicação de
que é “uma mistura de LinkedIn e Tinder”.
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Escrita e editada por Miguel Magalhães e Abílio dos ReisThe Next Big Idea, 2024