Pressionada pelos investidores e depois de um 2023 difícil para os seus filmes, a Disney está à procura de novas formas para fazer as contas da Casa do Rato Mickey crescer e anunciou duas apostas: no filme-concerto de Taylor Swift e nos videojogos.

Na edição de hoje:

  • Uber gera lucro pela primeira vez

  • Adam Neumann quer a WeWork de volta

  • As maiores rondas da semana

— Abílio dos Reis

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_ LONG STORY SHORT

Disney aposta em Fortnite e Taylor Swift para crescer

Para assegurar aos acionistas que tem as contas sob controlo e que também está de olho nos lucros, a Disney fez saber que o filme concerto “Taylor Swift: The Eras Tour” vai ser um exclusivo Disney+ e anunciou o investimento de 1,5 mil milhões de dólares numa parceria estratégica com a Epic Games, que vai levar as “personagens e histórias da Disney, Pixar, Marvel, Star Wars, Avatar e muito mais" para o Fortnite, videojogo com 70 milhões de utilizadores mensais. 

  • O mercado reagiu e depois destes anúncios as ações da Disney subiram 6% — ainda que também deva ter ajudado que um dia antes a Casa do Rato Mickey tenha feito saber que se ia juntar às gigantes Fox e a Warner Bros. Discovery na criação de espécie de “super plataforma” de streaming de desporto nos EUA que vai transmitir eventos como a Fórmula 1 ou as maiores ligas do país como a NBA (basquetebol), MLB (basebol) e NFL (futebol americano). 

Os porquês

Quanto à aposta no gaming e na Epic Games, em conversa com os acionistas, Bog Iger, o CEO, confidenciou ter ficado espantado que a Geração Z e a Geração Alpha (e até certo ponto os millennials) passassem tanto tempo de volta dos videojogos como dos filmes e da TV. Apercebendo-se disso, quis ter a certeza que “estava lá”, de preferência “o mais rapidamente possível”. 

Já esperar que o star power de Taylor Swift ajude a vender serviços de subscrição do Disney não espanta. O filme-concerto “Taylor Swift: The Eras Tour” fez mais dinheiro em bilheteira nos EUA que o último Missão Impossível, “Wonka” ou “The Hunger Games”. E portou-se até melhor do que alguns filmes da Disney/Pixar/Marvel como “Elemental”, “Wish” ou “The Marvels”. 2023 difícilAquele que devia de ter sido um ano de celebrações por 100 anos de magia, histórias e princesas, acabou por ser um festejo de centenário terrível a nível de bilheteira (dos filmes dos super-heróis da Marvel aos da animação da Pixar, quase todos tiveram resultados aquém do esperado). E se olharmos para os números da Disney+, o cenário não melhora: perdeu 1,3 milhões de subscritores só nos últimos três meses do ano depois do aumento dos preços do serviço (em Portugal, a subida registou-se em novembro e a mensalidade subiu de 8,99 euros para 10,99 euros). Tudo isto não agrada aos acionistas, especialmente ao bilionário e ativista Nelson Peltz, que apela a uma mudança na gestão (tanto que pretende fazer parte da administração).Em resumo: com dupla Epic Games/Taylor Swift, a nova plataforma de streaming desportiva e a luta contra a partilha de palavras-passe que se avizinha, a Disney espera conseguir provar aos acionistas que consegue ser disciplinada em relação aos custos ao mesmo tempo que consegue aumentar os lucros. Se isso vai ser suficiente para resfriar os ânimos do bilionário Nelson Peltz? Dificilmente, uma vez que Peltz fala em sentimento de “déjà vu”. “Vimos este filme no ano passado e não gostámos do final", disse um representante de Peltz à BBC

UMA IDEIA DA MADREMEDIA

Next Studio é um serviço da MadreMedia (empresa-mãe do The Next Big Idea) para todas as empresas que têm uma história para contar. É um estúdio para gravação de áudio e vídeo, destacando-se pelo apoio técnico prestado por quem já trabalha no The Next Big Idea ou na rede de podcasts produzida pela MadreMedia. Ideal para quem:

  • Tem uma ideia para um podcast, mas falta-lhe nomes, guião, estúdio e promoção.

  • Já tem ideia de podcast, guião e convidados, mas queria ter suporte em vídeo.

  • Quer atualizar a fotografias de equipa para o site e LinkedIn, mas não tem um cenário.

_ OUTRAS HISTÓRIAS DA SEMANA 

Uber gerou lucro pela 1ª vez

Desde a sua entrada em Bolsa em 2019, era algo que ainda não tínhamos assistido. Mais de uma década depois da sua criação, a empresa parece finalmente ter atingido um ponto de equilíbrio não só entre o ride-sharing e o delivery, mas também com uma nova gama de serviços que entretanto desenvolveuLer mais aqui

Ler também:

_ NEXT ROUND ON ME

Na semana passada, o destaque foi para uma startup de IT com a habilidade de ninjas, um projeto inovador europeu para a mobilidade e uma empresa que procura revolucionar o processo de receber encomendas em casa.Saiba mais sobre estas rondas e startups aqui

_ VI ALGURES NA INTERNET

NVIDIA. A produtora de chips aproxima-se da Amazon em valor de mercado.Sam Altman. O CEO da OpenAI tem um projeto de 7 biliões (trillion) de dólares para o negócio de chips e inteligência artificial.Banco Europeu de Investimento. O relatório com os principais números e desafios para o investimento em empresas do Velho Continente.Super Bowl. As estatísticas que interessam do grande evento do desporto americano.Google One. O serviço de subscrição que oferece mais espaço no Google Drive, Gmail e Google Fotos (e VPN, acesso ao chatbot Gemini e etc) atingiu os 100 milhões de subscritores.Bluesky. A plataforma de microblogging (apoiada pelo co-fundador do Twitter, Jack Dorsey) abriu ao público (antes era só por convite).

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Escrita e editada por Miguel Magalhães e Abílio dos ReisThe Next Big Idea, 2024