16 de agosto de 2023

“Heart of Stone”, filme em que Gal Gadot protagoniza cenas de perseguição a alta velocidade com vasta sessão de pancadaria em Lisboa, domina as visualizações, os tops e as notícias sobre a Netflix. Mas hoje voltamos a atenção para uma novidade recente da plataforma que passou pelos pingos da chuva: a de que começou a fazer streaming de videojogos também.Obrigado por nos lerem,Abílio dos Reis

Long Stories Short 

 Apostar no gaming  

Nesta segunda-feira, enquanto muitos portugueses estavam a gozar de um merecido período de férias ou de um fim de semana prolongado de descanso, um pequeno grupo de subscritores no Canadá e no Reino Unido começou a ter acesso privilegiado às ambições da plataforma no que respeita ao gaming. O que se pode traduzir por: a Netflix arrancou com os primeiros testes abertos ao público dos seus jogos na cloud.Não é que se fale muito nisso ou que seja produto muito popular entre os seus mais de 232 milhões de clientes. Mas a realidade é que em 2021 a gigante do streaming começou a disponibilizar jogos como parte integrante do seu serviço de subscrição. Para acompanhar o lançamento disponibilizou cinco títulos (dois relacionados com “Stranger Things”) e desde então foram adicionados mais nomes ao catálogo e atualmente existem mais de 50 jogos disponíveis (alguns bem jeitosos). Estes jogos não têm microtransações, anúncios ou taxas extra. E muitos são baseados nas séries mais populares da plataforma.No entanto, estes jogos têm estado disponíveis “apenas” nos sistemas iOS e Android (telemóveis e tablets). Algo que a Netflix quer mudar no futuro — e deu um grande passo nesse sentido ao anunciar num post do seu blog que arrancou esta semana com testes em fase beta para tornar os seus títulos jogáveis nos dispositivos em que normalmente desfrutamos da aplicação, nomeadamente em TVs, PCs e Macs através do site oficial (PlayStation e Xbox ficam de fora).

  • O que é “jogar na nuvem”? É uma tecnologia que permite jogar videojogos sem ser necessário ter o disco ou a necessidade de transferir o jogo para o aparelho no qual se está a jogar - dispensando as tradicionais placas gráficas e processadores mais potentes porque o jogo é jogado a partir de um servidor (sendo por isso necessário uma ligação estável e de alta velocidade à Internet). É pensar em serviços como o PlayStation Plus ou Xbox Cloud Gaming.

Nesta fase de testes vão estar dois jogos disponíveis: o primeiro Oxenfree (feito pelo Night School Studio, que a Netflix agora detém) e um novo título, Molehew's Mining Adventure

Para jogar na televisão, o post assinado pelo Vice-Presidente do departamento dos jogos, Mike Verdue, explica que os subscritores vão poder “utilizar um comando que já temos nas mãos a maioria do dia — os nossos telefones”. Nos PCs e Macs vai dar para jogar com um rato e um teclado. 

  • Em suma, esta fase beta vai servir para testar a tecnologia de streaming de jogos e o controlador (comando).

Sobre a notícia, a The Verge prevê que dada a “longa experiência da Netflix em streaming de vídeo”, a transição para gaming seja feita sem grandes problemas (além de que está a começar por baixo, com apenas dois jogos e em dois mercados limitados, para acautelar transtornos e arranjar soluções atempadamente). E se a coisa der para o torto, a Netflix nunca vai perder o que já tem: um vasto catálogo e as versões mobile e para tablet.No entanto, o anúncio de que o Art Director dos premiados “God of War” (Rafael Grassetti) se vai juntar a um dos principais argumentistas da saga “Halo” na Netflix Games (empresa com 450 empregados) para produzir um novo jogo original de grande orçamento (AAA) e esta notícia de que a Netflix está a começar a testar jogos na nuvem (um mercado que se espera valer quase 21 mil milhões de dólares em 2030) sugerem que ambição é para investir neste medium.Primeiro foram os DVDs, depois o streaming. Agora, o plano é para conquistar os videojogos. Só que o mundo do gaming, como nota este artigo da The Ringer, é um animal notoriamente complexo e exigente, cujo calendário de produção, pelo menos ao nível dos êxitos de vendas, excede em muito o da televisão e do cinema. Além de que a Microsoft e a Sony são as duas gigantes que dominam o mercado e contam com décadas de avanço.Mas se há algo que joga a seu favor são os milhões de subscritores (não está a começar do zero) que já tem e o saber agradar a massas. Sabendo disso, numa visão a longo prazo, a Netflix parece estar a preparar videojogos que vão muito além do agrado e exigência dos "gamers" tradicionais. O intuito é chegar ao maior número de pessoas possível. E de “Mindhunter” a “Bridgerton”, o que não faltam são muitos bem conhecidos por explorar. Se isso por si só vai chegar para ser uma titã dos videojogos? Teremos de esperar para ver.

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The Next Big Idea apresenta...

 Masterclass com Marcelo Lebre 

A Remote de Marcelo Lebre é a empresa fundada por um português que mais rapidamente atingiu o estatuto de unicórnio. O rótulo diz pouco ao empreendedor, para quem o “conteúdo é mais importante que o título”. Focado em “montar um bom negócio”, nesta masterclass fala sobre encontrar product-market-fit, isto é, sobre ter o produto certo para o mercado certo. O sweet spot que a Remote levou sete anos a encontrar.

  • O projeto “Únicos” propõe-se dar resposta à pergunta sobre o que torna uma empresa única e de que forma essa aprendizagem pode ajudar outras. Fizemo-lo num projeto em parceria com a Google e a Shilling.

  • A masterclass com Marcelo Lebre está disponível aqui.

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Vi algures no nosso site 👀

  Prever o golo antes de a bola balançar as redes  A Betty é portuguesa e é a primeira Assistente de Futebol de Inteligência Artificial (IA) do mundo.“Prevejo o futuro e dou informações estatísticas valiosas. Muito fixe, não é?”. Esta é a mensagem que salta logo à vista assim que se entra no site desta aplicação – a betty.football – que integra o ChatGPT e promete dizer aos utilizadores as previsões do que irá acontecer num jogo de futebol em tempo real.

  • Leia a notícia completa aqui.

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Vi algures na Internet  💻

Shot de IA. 1) 21 startups europeias de inteligência artificial generativa a ter debaixo de olho (Sifted.eu); 2) A Netflix anuncia vaga na área e está disposta a pagar 900 mil dólares por ano (The Guardian); 3) O The New York Times atualizou os seus Termos de Utilização, que agora proíbem que as empresas utilizem o seu conteúdo para treinar modelos de IA (The Verge); 4) Parece que é apenas uma questão de tempo até que o conteúdo de IA generativa se torne uma parte mais importante das campanhas políticas. (Digiday).Hollywood. Produtores terão garantido aos argumentistas que a IA não os vai substituir. (Bloomberg)Elon Musk v Zuck. Zuckerberg escreveu há dias que "era altura de seguir em frente" em relação ao combate entre ambos, mas Musk está determinado em não deixar passar o assunto em claro — e tweetou (ainda se pode dizer assim?) que iria fazer um test-drive num Tesla até à casa do seu rival para bater à porta e transmitir a ação em direto. (The Verge)Paypal. Alex Chriss (da Intuit) vai substituir Dan Schulman no cargo de CEO a partir de setembro. (CNBC)Sam Bankman-Fried. SBF vai mesmo para uma famosa prisão de Nova Iorque. O fundador da FTX vai sair da prisão domiciliária depois de a sua fiança de 250 milhões de dólares ter sido anulada. (Quartz)Muito, muito quente. Investigadores descobriram um objeto semelhante a um planeta que é mais quente do que… o sol! (Science Alert)Nvidia. As ações voltaram a subir 7% (para 437.53 dólares) depois de os analistas do banco Morgan Stanley terem considerado as ações da fabricante de semicondutores como “Top Pick”. Em 2023, o preço triplicou. (CNBC)Twitter/X. A rede social parece atrasar em cinco segundos as hiperligações para sites de que Elon Musk não gosta. (The Guardian)

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Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por: Miguel Magalhães, Abilio dos ReisEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes

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