
24 de abril de 2023
Alguém com vontade de “embarcar na mais imaculada nave espacial do século XXI”? Esta é a pergunta que a francesa Zephalto, a última empresa a entrar na corrida das estrelas, fez há dias quando anunciou a intenção de lançar o seu balão espacial em 2025 — em que seis passageiros vão estar a 25 km de altitude na estratosfera a desfrutar do melhor que a hospitalidade gaulesa tem para oferecer: cozinha refinada, vinho sofisticado e um design minimalista futurista a fazer lembrar um filme de ficção científica.Obrigado por nos lerem,Abílio dos Reis
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Long Stories Short

Um jantar Michelin nas estrelas
O nosso fascínio enquanto humanos pelas estrelas e pelos mistérios do espaço não é nada de novo — há milhares de anos que os pirilampos dos céus nos afetam a curiosidade e despertam o desejo de conhecer a fascinante escuridão do universo. Assim foi na Grécia Antiga, assim se repetiu no séc. XVII quando Galileu apontou o telescópio aos céus, assim acontece hoje em dia via multimilionários que aliam mentes brilhantes e a ambição a muito dinheiro para tornar o “turismo espacial” numa coisa (negócio) bem real.Ou seja, vivemos numa época em que a tecnologia evoluiu de tal forma que, nestes nossos tempos modernos, além de Elon Musk ter planos (adiados) para que a SpaceX dê umas voltas à Lua com passageiros, e de tanto a recém-insolvente Virgin Galactic (de Richard Branson) como a Blue Origin (de Jeff Bezos) terem transformado civis de carteira recheada em turistas espaciais, a pergunta “vamos num balão até à borda do espaço comer à luz das estrelas?” passou a ser assunto que pode ser levado à letra. Nesta última parte, fazemos referência ao anúncio da semana passada da francesa Zephalto, que fez saber que está a aceitar reservas para quem tenha o desejo de “ousar sonhar” viajar até à estratosfera num balão digno de filme sci-fi.A partir de 2025, pela módica quantia de 120 mil euros por pessoa, quem quiser ir à estratosfera almoçar iguaria refinada francesa “na mais imaculada nave espacial do século XXI”, já o pode fazer (os planos são para expandir o território de lançamento, mas numa fase inicial será necessário ir a França). À Bloomberg, o fundador e engenheiro aeroespacial da Zephalto, Vincent Farret d’Astiès, explicou que tem planos para realizar até 60 voos por ano e que o objetivo da empresa é proporcionar uma experiência que traga os melhores elementos da hospitalidade francesa, nomeadamente boa comida, vinho fino e design de conforto.O que se quer dizer com isto? Por boa “comida” e “design”, entenda-se confeção nível estrelas Michelin (sem se saber ao certo quem é o parceiro gastronómico em causa) e uma experiência feita à medida de cada passageiro, onde nem o Wi-Fi vai faltar — há que partilhar as imagens inacreditáveis com a família e amigos, que serão meros terráqueos durante umas horas.
Mas quem é a Zephalto? É uma startup francesa, nascida em 2016, que atua na área espacial e é responsável por um balão movido a hidrogénio e hélio, concebido para voar sem interrupção. O projeto conta com o apoio da agência espacial francesa e a Zephalto realizou três voos de teste com pilotos a bordo, sem ainda que nenhum tivesse alcançado a altitude de 25 quilómetros (um voo de testes no final do ano deve garantir esse objetivo). Porém, a ideia é que quando todos os testes forem aprovados, o balão obtenha a certificação da EASA (Agência da União Europeia para a Segurança da Aviação) para atuar como avião comercial.

A experiência
Segundo a informação oficial, a “Celeste” (assim se chama a cápsula pressurizada “state-of-the art” onde vão estar os passageiros) foi desenhada por Joseph Dirand, um conhecido arquiteto de interiores francês (responsável por lojas como a Balmain ou Givenchy, bem como de restaurantes chiques como o “Loulou” ou o “Monsieur Bleu”), em que suas linhas minimalistas não vão distrair os passageiros do que ali estão a fazer: “descobrir a paisagem infinita” do cosmos. A título de curiosidade, está incluída na tarifa a possibilidade de falar com um psicólogo antes do voo. É que “ver a Terra de cima” pode ser um desafio, elucida Farret d'Astiès. E as declarações do ator William Shatner, em 2021, podem ser prova disso.E como é que se vai desenrolar a viagem? Para começar, o balão vai sair de solo francês e subir 25 quilómetros até à estratosfera durante uma hora e meia. Uma vez no pico de altitude (explica a Bloomberg que é cerca de três vezes superior à de um avião comercial), o balão permanece por lá durante três horas, dando aos convidados a oportunidade de apreciar uma vista até aqui só ao alcance de globo ocular de astronautas. Depois desse período, há que pensar no regresso, em que a descida demora mais uma hora e meia, transformando a viagem numa experiência única de seis horas.
Mas porquê 25 km e não mais? “Escolhemos 25 quilómetros porque é a altitude a que estamos na total escuridão do espaço, com 98% da atmosfera por debaixo de nós, para que se possa apreciar a curvatura da Terra na linha azul. Está-se na escuridão do espaço, mas sem a experiência da gravidade zero", explica Farret d'Astiès. (Nota: ainda que a NASA diga que o espaço começa oficialmente a 80 km da Terra, outros organismos internacionais situam-no a 100 km, na chamada Linha de Kármán. Bezos chegou a esta última, Branson não.)
Porém, apesar da Zephalto ser o novo membro da família da corrida espacial, diga-se que não é a única a levar passageiros de balão até à estratosfera. A World View e a Space Perspective estão preparadas para oferecer viagens semelhantes ainda mais cedo (2024). No entanto, a recém-chegada francesa parece decidida a apostar numa experiência diferenciada, em que o luxo e conforto a bordo parecem ter primazia.
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Humberto Ayres Pereira é o fundador da Rows, cuja ambição é, nada mais nada menos, do que destronar o Excel e o Sheets do mercado das spreadsheets. A ambição é assumida, sobre o mercado potencial ninguém tem dúvidas. Nesta masterclass, o empreendedor fala sobre a “arte” levantar investimento, sobre como lidar com um ‘não’ sem deitar a toalha ao chão ou sobre como gerir o “casamento” com o investidor.
O projeto “Únicos” propõe-se dar resposta à pergunta sobre o que torna uma empresa única e de que forma essa aprendizagem pode ajudar outras. Fizemo-lo num projeto em parceria com a Google e a Shilling.
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No Nosso Site

Samsung causa pânico Google (e a culpa é do Bing)
A Samsung pode estar a considerar substituir o Google pelo Bing como o motor de busca pré-definido nos seus dispositivos. A notícia apanhou o mundo de surpresa e no seio da Google há uma palavra que, segundo o New York Times, espelha o estado anímico dos engenheiros da empresa: pânico.
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Vi algures na Internet 💻
SpaceX. O sistema de foguetes mais poderoso do mundo conseguiu subir pouco menos de quatro minutos antes de explodir no seu primeiro lançamento de teste orbital. Apesar do foguetão ter regressado à Terra em chamas, os cientistas estão a chamar a este teste um "fracasso bem-sucedido". (Morning Brew)Google DeepMind. A DeepMind, a empresa de inteligência artificial adquirida pela Alphabet em 2014, vai fundir-se com a equipa da Google Brain para criar um projeto conjunto que acelere significativamente o progresso destas empresas na corrida à IA. (The Verge)Twitter. A plataforma removeu oficialmente as clássicas marcas de verificação azuis. Na quinta-feira, as marcas de verificação começaram a desaparecer das contas de utilizadores que não pagassem pelo serviço de subscrição Twitter Blue. (Bloomberg)My AI. O novo chatbot do Snapchat pode ser adicionado às conversas de grupo e vai permitir aos utilizadores, entre outras coisas, mudar a sua aparência e nome do seu robot, criar um avatar Bitmoji personalizado ou recomendar filtros para utilizar com a câmara do Snapchat. (The Verge)Microsoft. A gigante tecnológica vai deixar o Twitter de fora da sua plataforma de publicidade. Elon Musk considera a atitude chocante e ameaçou com medidas legais. (TechCrunch)Tesla. As ações da empresa caíram quase 10% na quinta-feira, um dia depois da empresa ter reportado uma queda superior a 20% no rendimento líquido, em comparação com o respetivo trimestre do ano passado. (CNBC)Auto-GPT. É uma junção do GPT-3.5 e GPT-4, emparelhado com um bot que instrui os mesmos sobre o que fazer, ou seja, o utilizador diz ao Auto-GPT qual é o seu objetivo e este usa o GPT-3.5 e GPT-4 autonomamente. (TechCrunch)BuzzFeed. A empresa vai dispensar 15% do pessoal e encerrar a sua mais recente unidade de notícias após as ações da empresa caírem cerca de 90% desde a sua Oferta Pública Inicial, no final de 2021. (CNBC)
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Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por: Miguel Magalhães, Maria Moreira RatoEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes








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