17 de abril de 2023

É o assunto que marcou este domingo: a Samsung pode estar a considerar substituir o Google pelo Bing como o motor de busca pré-definido nos seus dispositivos. A notícia apanhou o mundo de surpresa e no seio da Google há uma palavra que, segundo o New York Times, espelha o estado anímico dos engenheiros da empresa: pânico.Obrigado por nos lerem,Abílio dos Reis

Long Stories Short 

 Pode a Samsung trocar o Google pelo Bing?

Em matéria de pesquisa online, o domínio do Google nos últimos anos é de tal ordem avassalador, que o próprio nome virou verbo e faz parte do léxico do nosso dia-a-dia. Porém, esta posição dominante que dura há mais de duas décadas está agora a sofrer os primeiros abalos graças aos novos desenvolvimentos em inteligência artificial (IA).A nível de motores de busca, até há uns meses, o mundo seguia a sua tónica habitual “há o Google e o resto”. Mas a Microsoft, depois de anunciar a integração do ChatGPT no seu motor de busca (e de implementar IA noutros serviços), deu um novo alento ao Bing, que ganhou uma nova vida e está a desafiar o reinado duradouro e sem grande competição que existia no mercado.No entanto, enquanto a Microsoft e outras empresas estão a apostar forte na integração imediata de IA nos seus produtos, a postura da Google não tem sido essa — e agora pode vir a pagar um preço por isso.É que a Samsung, o segundo maior fabricante mundial de smartphones, que utiliza o sistema operativo Android, parece estar a ponderar trocar o Google pelo Bing como o motor de busca padrão nos seus dispositivos móveis, de acordo com o New York Times (NYT).Segundo mensagens internas obtidas pelo jornal norte-americano, a reação no seio da Google à ponderação da Samsung foi mesmo de "pânico". E não é difícil de imaginar porquê: além da percepção de que o n.º1 ficou pelo caminho, há ainda a possível perda de um contrato com a Samsung que representa anualmente três mil milhões de dólares de receitas.

  • Nota importante: apesar da notícia, a Samsung ainda está em negociações com a Google e pode muito bem estender o contrato e continuar uma ligação que já dura há 12 anos. Mas só o facto de a hipótese estar a ser considerada já é o suficiente para gerar preocupação (o tal “pânico”, como diz Times) entre os trabalhadores da Google. 

Além de enumerar as preocupações internas e a possível rutura entre as duas gigantes tecnológicas, o NYT adianta que a concorrência e o novo Bing estão a tornar-se rapidamente na mais séria ameaça (nesta área dos motores de busca) em 25 anos. E é por isso que o Google está a lutar para apanhar a rival Microsoft. Segundo o NYT, para já, com dois passos: 

  • Ao fazer atualizações no seu motor de busca atual, acrescentado updates com serviços de IA (haverá novidades e novas ferramentas no final do próximo mês);

  • Ao desenvolver o “Magi”, um novo motor de busca totalmente novo com integração de IA, que vai oferecer uma experiência personalizada aos utilizadores. 

Mas porque é que a Google está a demorar mais tempo a chegar à crista da onda se já investe há imenso tempo em IA e até tem um dos melhores laboratórios de investigação do mundo na área (o DeepMind, em Londres)? Parte da resposta a essa pergunta foi dada por Sundar Pichai, CEO da Alphabet, a empresa-mãe, também este domingo, numa entrevista ao programa “60 Minutos” da CBS.Além de considerar a inteligência artificial "a tecnologia mais profunda em que a humanidade está a trabalhar" (“mais profunda do que o fogo ou a eletricidade ou qualquer coisa que tenhamos feito no passado”) e que esta é altura ideal para os governos se envolverem no processo “porque são necessárias leis” e está tudo numa fase inicial e de descoberta, Pichai explicou à CBS que a Google quis evitar também a situação "em que as pessoas que trabalham em [IA] nas empresas são apanhadas [na corrida] de ser o primeiro, que depois perdemos [noção] das potenciais armadilhas e desvantagens]".Todavia, como nota a Fortune e o artigo do New York Times, apesar desta mensagem pública mais ponderada e aparentemente responsável, internamente, o ambiente parece ser outro e a preocupação com a concorrência pode ser mais real do que aquela que o seu líder quer ou pode admitir publicamente. 

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The Next Big Idea apresenta...

 Masterclass com Miguel Santo Amaro 

O nome de Miguel Santo Amaro ficará ligado para sempre a uma das startups mais conhecidas de Portugal, a Uniplaces. Hoje, dedica a maior parte do seu tempo à Coverflex e é também investidor da Shilling. A experiência nos dois lados da “barricada” dá-lhe uma visão sem par sobre o que constitui ou não um bom pitch que, reitera, não é diferente de uma qualquer venda comercial. E se é certo que não há propriamente uma ciência por detrás do pitch perfeito, há dicas várias que aumentam a probabilidade de sucesso.

  • O projeto “Únicos” propõe-se dar resposta à pergunta sobre o que torna uma empresa única e de que forma essa aprendizagem pode ajudar outras. Fizemo-lo num projeto em parceria com a Google e a Shilling.

  • A masterclass com Miguel Santo Amaro está disponível aqui

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No Nosso Site

 Qual é a melhor forma das marcas entrarem na Web3? 

2022 foi um ano pródigo em trazer marcas para a Web3. A popularidade de NFTs e do metaverso atingiu níveis semelhantes àqueles que o AI está a gozar atualmente e isso levou a que aquilo que parecia uma aposta arriscada para alguns gestores em tempos, se tornasse numa boa oportunidade de mostrar uma faceta inovadora das suas organizações.No episódio mais recente da Denites TV, numa conversa gravada ao vivo na Poolside, João Correia Pereira e Filipe Pinho Pereira falaram de como foi esta colaboração e aproveitaram também para apresentar alguns casos de outras marcas que entraram no mundo web3 com diferentes graus de sucesso como a Starbucks ou uma coleção de cartas de Donald Trump. 

  • Leia o artigo completo aqui

Outras notícias:

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Vi algures na Internet  💻

Max. A Warner Bros. Discovery vai unir as plataformas de conteúdo HBO Max e Discovery+ para formar um único e novo serviço de streaming que será lançado a 23 de maio nos Estados Unidos (chega à Europa em 2024). (CNBC)Harry Potter. O franchise vai chegar à televisão numa produção para a plataforma de streaming Max. Os sete livros originais vão estar na origem da adaptação que, se tudo correr como o planeado, vai ser desenvolvida ao longo dos próximos 10 anos. (The Verge)Twitter. O passarinho está realmente livre? Uma retrospetiva e análise dos seis meses do reinado de Musk à frente da rede social. Outra questão: Elon não é fã de jornalistas, mas os jornalistas adoram o Twitter. O que é que isso significa para estes profissionais? (The Guardian)Uber. "Pare ou eu despeço-o": esta é a história do condutor que desafiou o departamento de Recursos Humanos automatizado da tecnológica. Alexandru Iftimie lutou até às últimas instâncias e acabou por receber um pedido de desculpas da empresa. (The Guardian)DiDi Global. A empresa chinesa anunciou que está a desenvolver táxis autónomos, num esforço conjunto com outros fabricantes de automóveis chineses. O lançamento está planeado para 2025 sob o nome de DiDi Neuron. (CNBC)Telemóveis. "É difícil para os pais". Devem as crianças ter o seu próprio telefone? Um estudo da Ofcom tentou encontrar resposta a esta questão. (The Guardian)Spotify. A empresa vai lançar uma nova tecnologia que permitirá às emissoras de rádio transformar os seus conteúdos de áudio já existentes em podcasts. A tecnologia será integrada na plataforma de podcast da empresa, onde já é utilizada pela Fox Audio Network e outros clientes. (TechCrunch)NovoNutrients. A empresa pretende desenvolver uma tecnologia que transforma dióxido de carbono em proteína. O objetivo é construir uma fábrica piloto com a ajuda de um acordo de tecnologia e investimento de 3 milhões de dólares com a Woodside Energy. (TechCrunch)Netflix. Como celebração pelos 25 anos, a plataforma de streaming apresenta números recorde tanto em horas de streaming como em receitas e revela os programas da Netflix mais vistos de todos os tempos. (Quartz)

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Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por: Miguel Magalhães, Maria Moreira RatoEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes

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