24 de outubro de 2022

Depois da Netflix, é a vez de outra empresa que faz parte do nosso dia a dia apostar no modelo da publicidade. Há vários anos que a Uber tem tido dificuldades para encontrar um caminho rumo aos lucros, mas capitalizar os olhos que passam pelas suas plataformas pode ser uma forma de fazer isso acontecer e deixar toda a gente mais feliz, tanto do lado da empresa, como dos condutores dos quais depende.Obrigado por nos lerem, Miguel Magalhães

Long Stories Short 

 Boleias, entregas e... anúncios 

As empresas são seres em constante mutação e a Uber é a prova viva disso. Começou como um serviço revolucionário de ride-sharing que mudou a forma como nos deslocamos nas cidades. Depois, introduziu a Uber Eats e permitiu que a comida da maior parte dos nossos sítios favoritos pudesse estar à distância de um clique. No entanto o modelo de negócio da tecnológica enfrentou diversos desafios ao longo do tempo, desde os conflitos com as empresas de táxis nas cidades onde opera ao tratamento (legal e salarial) dos condutores que são a espinha dorsal das suas plataformas.Esta é a situação atual da empresa:

  • Valor: 55 mil milhões de dólares em Bolsa

  • Trips: +1.77 mil milhões, entre boleis e entregas (2021)

  • Utilizadores: 122 milhões, que utilizam o serviço 5 vezes por mês, em média.

  • Resultados: perdas de 570 milhões de dólares (2021), apesar de um crescimento superior a 50% nas receitas de 2020 para 2021.

Desta forma, a Uber continua a necessitar de evoluir e procurar novas fontes de receita para capitalizar as suas plataformas. Há um ditado no mundo dos negócios que diz que “se há olhos, há um anúncio” e a verdade é que a empresa americana já tem vários colocados em si. Os journey ads são anúncios que a Uber vai passar a exibir aos seus utilizadores com base no destino da sua viagem:

  • Se está a caminho do aeroporto, é provável que lhe apareça um anúncio do Booking com melhores ofertas de estadia em qualquer cidade;

  • Se está a dirigir-se para um jantar com amigos num restaurante, há uma probabilidade alta de lhe aparecer publicidade de uma marca de cerveja;

  • Se está a deslocar-se para uma reunião de trabalho pode ser-lhe proposto o trailer da série do momento, que poderá ver quando chegar a casa.

Para já, os anúncios vão estar a aparecer só na app da Uber, mas há planos para no futuro aparecerem em tablets dentro dos veículos onde os utilizadores podem controlar coisas como o mapa da sua viagem, a temperatura e, mais importante que tudo, a música claro. A Uber espera que a sua unidade de publicidade possa já representar mil milhões de dólares em receita em 2024 e que possa servir de alavanca para aquele que parece o próximo passo mais óbvio: deixar os utilizadores comprar produtos através da sua app e ficar com uma margem das vendas.

  • A Uber já tem cerca de 40 marcas alinhadas para começar a comunicar consigo, incluindo a Heineken e a NBCUniversal.

  • Além dos journey ads, a Uber já tinha implementado alguns modelos de publicidade para marcas, que fizeram as receitas desta área crescer de 11 para 114 milhões de dólares, entre 2020 e 2021.

  • O mercado de publicidade online é cada vez menos reservado às redes sociais. A Amazon, em 2021, teve receitas de 31 mil milhões de dólares só através de publicidade na sua plataforma de ecommerce.

  • Espera-se que em 2022 o mercado americano de publicidade online ultrapasse os 300 mil milhões de dólares.

Por falar em Uber: A Uber Eats começou a fazer entregas de cannabis no Canadá (Gizmodo)

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The Next Big Idea apresenta...

 Série especial "Únicos" | EP #4 

Qual é a altura certa para lançar um produto? Cristina Fonseca acredita que é o mais rapidamente possível. Aos 23 anos, cofundou a Talkdesk e criou um dos primeiros unicórnios portugueses, avaliado hoje em mais de 10 mil milhões de dólares. Depois da startup portuguesa, o seu percurso profissional levou-a as outras aventuras, primeiro com outra startup, a Cleverly, que vendeu à tecnológica dinamarquesa Zendesk e, mais recentemente, como investidora, ajudando empresas numa fase mais inicial a escalar os seus negócios.A série especial “Únicos” é um projeto realizado em parceria com a Google e a Shilling, que tem por missão democratizar o acesso à história e à estratégia das melhores startups portuguesas que se tornaram empresas globais na última década.

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No nosso site  👀

“No selfie, no texting, no liking”. Só largar o telemóvelMiguel Assis e a Voqin estão em destaque no primeiro episódio da segunda temporada do podcast “It’s Ok To Not be ok”, produzido pelo LACS e pela MadreMedia.Beta-i vai fazer parte do desenvolvimento de um ecossistema de inovação europeuProjeto visa contribuir para uma maior conexão e partilha entre aceleradores de diferentes países, em fases de desenvolvimento distintas, promovendo a sua competitividadeArrendar casa sem pensar no câmbio. Revolut lança novo serviço para quem gosta de viajar.A fintech lançou o “homes”, uma extensão do serviço “stays” da plataforma e que permite alugar casas de férias, sem stresses com pagamentos, sem pensar no câmbio e com a promessa de um reembolso de parte do valor.“Hack for Peace”, uma hackathon para resolver os problemas da guerraO evento decorre simultaneamente em vários países europeus, pretende chamar a atenção para os perigos e consequências dos conflitos armados.Anchorage Digital quer ligar todas as empresas ao universo cripto O unicórnio com ADN nacional, responsável pela criação do primeiro banco de criptomoedas aprovado a nível federal nos EUA, lança esta segunda-feira “Build with Anchorage”, uma API (Interface de Programação de Aplicações) com o objetivo de promover e conectar empresas, de forma segura, ao mundo cripto.

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Vi algures na Internet  💻

Robots. Serão a resposta para uma oferta cada vez mais escassa de trabalhadores industriais? (The Wall Street Journal)Restaurantes. A introdução de NFTs no processo de reserva poderá tornar a ida a estabelecimentos ainda mais exclusiva (The New York Times)Netflix. Os resultados do último trimestre foram animadores para o serviço de streaming (CNBC)Meta. Reguladores no Reino Unido obrigaram a empresa responsável pelo Facebook a vender a Giphy, popular plataforma de GIFs (CNBC)Roblox. A plataforma de gaming anunciou que em setembro esteve perto de ultrapassar os 60 milhões de utilizadores diários ativos (CNBC)Kanye West. O rapper americana, que está envolvido numa série de polémicas devido a alguns comentário, comprou a rede social conservadora Parler (The Wall Street Journal)Twitter. Elon Musk poderá estar a considerar despedir 75% dos trabalhadores do Twitter depois de completar a aquisição da plataforma (Washington Post)Klarna. A startup sueca lançou uma nova plataforma para fomentar uma melhor integração entre criadores de conteúdos e a utilização do seu serviço (TechCrunchEuropa. Há diversos produtos que estão a ser severamente afetados pela inflação (The New York Times)Gas. É a app do momento nos EUA, estando no top da App Store, à frente de nomes como o TikTok e o Instagram (The Wall Street Journal)Lex. Esta app utiliza AI para ajudar escritores com o famoso “writers’ block” (The Hustle)Interpol. A agência policial lançou o seu próprio metaverso para formação profissional (Interpol)

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Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por: Miguel Magalhães, Abílio dos ReisEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes

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