
3 de outubro de 2022
Há coincidências felizes. Quis o universo que a nova temporada do The Next Big Idea na SIC Notícias estreasse ao mesmo tempo que celebramos a edição número 100 da newsletter Next. Um projeto que começou há quase dois anos, em plena pandemia, que se propôs a trazer as principais histórias do mundo dos negócios num tom mais próximo e num registo que nos permitisse aprender com os sucessos e falhanços das principais empresas e empreendedores espalhados pelo mundo inteiro. Na televisão e nesta edição, damos destaque a uma das principais caras da nova geração de líderes empresariais portugueses - Diogo Mónica.Obrigada por nos lerem, Rute Sousa Vasco
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Long Stories Short

Como construir uma startup do zero?
“Essa é a ideia mais parva que eu já ouvi”, disse o pai de Diogo Mónica quando lhe comunicou que ia aceitar a proposta da Square. Parva, porquê? Porque corria o ano de 2010, a economia portuguesa entrava numa crise profunda e a americana, país para onde Diogo Mónica ia trabalhar, ainda estava mal refeita do colapso financeiro de 2008.E foi neste contexto que o atual fundador da Anchorage, um dos unicórnios portugueses, recusou propostas de trabalho em empresas como Facebook ou Google a favor de uma empresa pequena e desconhecida à época (hoje vale mais de 100 mil milhões de dólares) – a Square.No episódio de estreia da edição especial “Únicos” do The Next Big Idea, Diogo Mónica explica porquê. E as razões podem parecer contra-intuitivas se avaliadas de uma perspetiva mais convencional. “Eu sabia que só havia uma pessoa a trabalhar na área de segurança na Square, portanto tinha a certeza que ia fazer de tudo”, conta. Isto ia permitir-lhe ganhar experiência e acelerar um processo de competências profissionais que descreve como “maximizar o desconforto e maximizar a aprendizagem”. Que acabou por ser uma das razões que o levou não só a tornar-se um profissional de topo na área, mas também a ganhar uma exposição ao mercado de criptoativos, em que viria a fundar a Anchorage. "A Square e a Docker foram empresas onde fiz de tudo e aprendi o que precisava saber".Diogo “sempre soube” que queria ter a sua própria empresa e o percurso de sete anos em duas startups – a Square primeiro e a Docker depois – teve como premissa aprender a fazê-lo. Mesmo que a oportunidade tenha acabado por surgir de forma inesperada quando um fundo de investimento com criptoativos o contactou para recuperar a chave perdida de uma carteira no valor de 1,5 milhões de dólares, oferecendo como pagamento o valor equivalente a 20% desse montante.Foi o início de uma experiência como consultor que lhe permitiu validar três variáveis que conduziram ao lançamento da Anchorage: havia um mercado disposto a pagar por serviços que podia oferecer, podia potenciar o valor do que fazia se fizesse uma empresa em vez de continuar como consultor e tinha o co-fundador ideal para o fazer (basicamente a pessoa com quem partilhou percurso profissional desde o primeiro dia na Square e na Docker, Nathan McCauley).Seguiram-se meses a entrevistar clientes num café, o Bravado, em frente às instalações da Docker que funcionou como uma espécie de primeiro escritório. “É muito giro termos três ou quatro fundos de investimento que me estão a pagar como consultor, mas é muito diferente ter uma plataforma que eles estão dispostos a pagar X dólares por mês ou uma percentagem dos ativos por mês”, afirma, rematando: “não angariámos investidores, mas sim clientes”. O que, na verdade, era um dois em um, já que os clientes eram os potenciais investidores.E foi assim, com uma apresentação de 22 slides, sem uma empresa formalmente criada, que Diogo Mónica e Nathan McCauley tiveram um investimento inicial de 17 milhões de dólares assinado fundos respeitados no mercado como a Andreessen Horowitz e a Sequoia. “Foi quase um milhão por slide”, brinca hoje Diogo Mónica, para quem o nome dos investidores teve sempre um peso superior ao do valor do investimento financeiro.“Os investidores são o cartão de visita para entrada no mercado, não só pela forma como podem ajudar a resolver problemas – como foi, por exemplo, no nosso caso a situação com a compra do domínio Anchorage que obrigou a várias negociações – mas também para contratarmos uma equipa com o melhor talento possível. Sendo uma empresa nova, que ninguém conhece, o nome dos investidores ajuda a dar segurança que nos permite recrutar bem”.Para quem desde cedo soube que queria fazer uma empresa, o valor na economia das novas ideias é inequívoco e a geração de riqueza uma consequência natural – e benigna. “É possível e é muito mais provável que ao criar algo que a sociedade dá valor, a riqueza venha, não como objetivo primário, mas como resultado. Não há aqui extração de riqueza que talvez seja muito a mentalidade de Portugal que é ‘zero sum’: se eu estou rico significa que alguém está pobre. Mas a realidade é que o mundo não funciona assim, há muita possibilidade de criar riqueza para todos”.“A grande questão é que há capacidade de se utilizar a riqueza para andar para a frente com as ideias ou com os objetivos pessoais. Isso é um super-poder também quando usado para o bem”.Ser fundador de uma startup que hoje está já avaliada em mais de três mil milhões de dólares permitiu a Diogo Mónica, aos 35 anos, ser ele próprio investidor noutras startups. “Eu vejo o meu dinheiro como a capacidade de investir noutros empreendedores e noutras startups no futuro. Tanto que já fiz mais de 100 investimentos de capital de risco que são empresas em que invisto o meu próprio dinheiro porque quero ver a acontecer no mundo”.
Veja o primeiro episódio da Série “Únicos” no canal de YouTube do The Next Big Idea, um projeto realizado em parceria com a Google e a Shilling, para democratizar o acesso à forma de pensar das melhores startups portuguesas.
Acompanhe a nova temporada do The Next Big Idea, todos os fins-de-semana na SIC Notícias.
A partir de dezembro ficará disponível uma masterclass com Diogo Mónica em que partilha o seu percurso, aprendizagem e a sua visão sobre como fundar uma startup.
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The Next Big Idea apresenta...
Prémio Únicos com a Google e a Shilling E porque as histórias que vamos trazer nas próximas 13 semanas são verdadeiramente únicas queremos que mais startups possam tornar-se referência ao nível global e é esse o propósito do Prémio Únicos lançado pela Google e pela Shilling em parceria com o The Next Big Idea.Os vencedores serão anunciados num evento em dezembro e o Prémio Únicos irá apoiar as startups em três dimensões fundamentais:
Financiamento: com prémio de 50 mil euros atribuído pela Shilling
Tecnologia: com 100 mil euros em serviços da Google
Comunicação: com um episódio realizado pelo The Next Big Idea
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Vi algures no nosso site 👀
O que faz uma boa empresa?A nova temporada do The Next Big Idea tem duas premissas: a de que mais pessoas, independentemente dos seus contextos sociais e económicos, têm acesso à informação sobre como se faz uma empresa, e a de que olhamos para as empresas como um elemento vital de crescimento e de criação de riqueza.Miguel Santo Amaro é o vencedor do Prémio João Vasconcelos – Empreendedor do AnoFundou a Coverflex em 2019, uma solução de compensação flexível que permite às empresas reduzir custos e maximizar os ganhos potenciais das suas pessoas. Miguel Santo Amaro esteve na génese do ecossistema empreendedor quando fundou a Uniplaces, em 2011, e mais tarde juntou-se à Shilling como Partner para liderar um dos fundos de capital de risco mais ativos do país com mais de €30M sob gestão.Madalia, a irmã gémea da ilha da Madeira no metaverso onde já é possível comprar terrenosA plataforma Madalia World criou uma versão digital da Ilha da Madeira e celebrou uma parceria inédita com o Governo Regional da Madeira para que seja possível deter uma parcela de terreno licenciada, para construir de forma virtual. Terrenos podem custar até 40 mil euros.Braga palco de cimeira internacional dedicada à inovaçãoDepois de Málaga, Braga. De 28 a 30 de novembro, a cidade minhota vai receber a terceira edição da Unique Summit, cimeira de inovação promovida pelo consórcio internacional Global StartupCities. É a primeira vez que o evento acontece em Portugal.Trade Mission 2022 vem a Lisboa acelerar a web3Lisboa é o destino que sucede à ultimação edição do Trade Mission, ocorrida em 2020, em Berlim. Evento chega à capital para estreitar laços entre Portugal e os Países Baixos.
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Vi algures na Internet 💻
Snowden. O americano que revelou alguns dos segredos da NSA tornou-se um cidadão russo. (Reuters)Reino Unido. O valor da libra caíu significativamente na semana passada depois de uma série de decisões controversas por parte do executivo britânico (BBC)Apple. A nova estratégia da Big Tech poderá passar por passar as suas principais unidades de produção da China para a Índia (CNN)McDonald’s. A cadeia de fast-food decidiu lançar um Happy Meal para adultos. Mas não é bem o que podem estar a imaginar (CNN)Alzheimer. Um novo tratamento está a dar esperanças sobre a melhoria da qualidade de vida para pessoas com esta condição (Bloomberg)Porsche. A Volkswagen lançou a marca em bolsa na semana passada e conseguiu uma avaliação superior a 70 mil milhões de dólares. Mas o preço das ações já está a cair (Reuters)Google. A Alphabet anunciou que vai fechar o seu serviço de streaming de gaming que desde que foi lançado, há 3 anos, enfrentou sempre uma série de problemas (The Verge)Intel. A popular empresa de chips vai entrar na luta pela hegemonia no gaming, produzindo unidades que vão rivalizar diretamente com a Nvidia, a líder de mercado (The Wall Street Journal)Tesla. A empresa liderada por Elon Musk apresentou um novo protótipo de um robot que poderá revolucionar o processo de produção dos seus carros e de outros produtos no futuro (The Verge)Por falar em Elon Musk… foram reveladas algumas das mensagens que o bilionário trocou com o atual CEO do Twitter, Parag Agrawal, e com o seu fundador, Jack Dorsey, sobre o processo de compra da rede social (Protocol)NASA. A agência espacial americana realizou uma operação para afastar um asteróide da órbita da Terra (Vice News)
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Ficha TécnicaPRODUÇÃO MADREMEDIANewsletter escrita por: Miguel Magalhães, Abílio dos ReisEdição:Rute Sousa Vasco, Miguel MagalhãesRevisão:Abílio dos ReisIlustrações:Rodrigo Mendes, Diogo Gomes








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