1 de setembro, 2026

Bom dia! Setembro marca, para muitos, o fim do verão e o regresso à rotina de trabalho até ao Natal. Mas nem todos regressam com a mesma vontade: um estudo citado pela imprensa britânica mostra que quatro em cada cinco jovens até aos 25 anos já faltaram ao trabalho por doença sem estarem assim tão doentes. A mesma sondagem indica que a Geração Z é quase duas vezes mais propensa a "meter baixa" do que os colegas com 55 ou mais anos. O cansaço e as noites mal dormidas lideram as desculpas.
- Gabriel Lagoa
_IN THE HUB

Sword Health compra Headspace para crescer na área da saúde mental
O unicórnio português Sword Health vai comprar a Headspace, a popular aplicação de meditação e bem-estar mental. O negócio, avançado pelo portal Axios, deverá situar-se entre os 200 e os 300 milhões de dólares, inteiramente em dinheiro, e deverá concluir-se a 14 de setembro.
Apesar do valor, trata-se de uma compra a preço de saldo: em 2021, aquando da fusão com a Ginger Health, a Headspace foi avaliada em três mil milhões de dólares, ou seja, uma desvalorização superior a 90%.
A Headspace, fundada em 2010 no Reino Unido e hoje sediada em São Francisco, gera cerca de 220 milhões de dólares de faturação anual, dois terços provenientes do segmento empresarial, e emprega mais de 500 pessoas.
Esta é a segunda aquisição da Sword este ano, depois da compra da alemã Kaia Health por mais de 230 milhões de euros no início do ano. A Sword, liderada por Virgílio Bento, considera a saúde mental essencial no plano para uma possível entrada em bolsa em 2028.
A ler também:
Está a chegar a quinta edição do Investor Talks. Nos dias 12 e 13 de setembro, Portimão vai receber mais de 2.500 pessoas para falar de investimento e negócios. Usa o código THENEXTBIGIDEA para teres 10% de desconto no teu bilhete.
A blueOASIS, empresa portuguesa sediada na Horta, nos Açores, vai liderar um novo projeto financiado pelo Portugal 2030 para construir um "gémeo digital" do oceano em tempo real, na Zona Livre Tecnológica Infante D. Henrique, junto ao estuário do Sado.
Uma cientista portuguesa integrou uma expedição internacional que está a atravessar o Mar da Gronelândia a bordo de um navio oceanográfico. Vai estudar como a dinâmica do oceano influencia o sequestro de carbono da superfície para as águas profundas.
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_LONG STORIES SHORT
Lisbon Film Orchestra: “Eu sou artista. O empreendedor é só o artista que tem sonhos.”

Em 2005, Nuno Sousa estava em Erasmus em Praga, a estudar guitarra clássica, quando foi a um concerto que lhe mudou os planos. Uma orquestra clássica, num ambiente formal, mas a tocar bandas sonoras de Harry Potter, Star Wars e Piratas das Caraíbas. O que o marcou não foi a música, foi a reação da sala. Pensou: isto tinha de existir em Lisboa.
Foi assim que nasceu a Lisbon Film Orchestra, uma orquestra sinfónica dedicada a interpretar ao vivo música de cinema. Em 2007, estreou no Cinema São Jorge com bilhetes a 8 euros. Esgotou logo na primeira noite.
Durante sete anos, a Lisbon Film Orchestra viveu de um concerto por ano, com Nuno e o cofundador Francisco Santiago a fazê-lo nos tempos livres, entre aulas. O crescimento artístico notava-se, mas o financeiro quase não existia: a sala e os técnicos consumiam quase toda a receita.
A viragem veio em 2014, com a mudança para o Campo Pequeno e 3.500 bilhetes vendidos. Foi também aí que surgiram os primeiros convites de marcas, que abriram uma nova fonte de receita além dos concertos.
Quase 20 anos depois, o maior desafio de Nuno já não é musical: é aprender a ser empresário sem deixar de ser artista, com uma Academia de teatro musical em Alvalade e a entrada nos musicais da Broadway, como Sweeney Todd.
A 10 de setembro, a Lisbon Film Orchestra estreia Come From Away, no Capitólio, sobre os passageiros desviados para o Canadá a 11 de setembro de 2001, o dia do ataque às Torres Gémeas, nos EUA.
Estudo português revela nova forma de armazenar energia renovável

As formações rochosas em profundidade podem funcionar como uma "bateria" gigante. É essa a conclusão de um novo estudo da NOVA FCT e do Instituto Dom Luiz, publicado na revista Geoenergy, que analisa pela primeira vez o potencial de reservatórios geológicos porosos para armazenar energia renovável em larga escala.
Os resultados mostram que estas formações poderão atingir capacidades de armazenamento da ordem de um terawatt-hora, o suficiente para abastecer centenas de milhares de habitações.
A tecnologia, chamada CAES-PM, usa o excesso de eletricidade das renováveis para comprimir ar atmosférico, que é depois injetado em reservatórios geológicos profundos. Quando é preciso produzir eletricidade, esse ar é libertado para acionar turbinas.
Por usar apenas ar atmosférico, evita os riscos associados ao armazenamento subterrâneo de gases como o hidrogénio ou o dióxido de carbono.
"À medida que aumenta a profundidade, variam simultaneamente a pressão e a temperatura, fatores que condicionam diretamente a quantidade de energia que pode ser armazenada", explica Ricardo Pereira, investigador da NOVA FCT e um dos autores do estudo.
Uma startup quer trazer o Twitter de volta

O Twitter está de volta? Há uma nova rede social chamada Twitter.now, criada pela startup Operation Bluebird, que tem entre os seus fundadores Stephen Coates, antigo responsável jurídico pelas marcas do Twitter.
A empresa diz que não está a tentar recriar a antiga plataforma. Quer construir uma rede social em que os utilizadores tenham mais controlo sobre aquilo que aparece no feed.
Para isso, está a testar o VERA, um sistema de IA que analisa publicações, verifica afirmações, mostra as fontes e o contexto e atribui uma pontuação de confiança. Os utilizadores poderão definir a pontuação mínima que aceitam no feed.
Certo é que, no ano passado, a X processou a Operation Bluebird e pediu que se impedisse o lançamento de uma rede social chamada Twitter. Por outro lado, a Operation Bluebird argumentou que a X tinha deixado de usar marcas como “Twitter” e “Tweet”.
A plataforma está em testes e o acesso antecipado custa atualmente 20 dólares (cerca de 17 euros).
👉 Por quanto é que Elon Musk comprou o Twitter em 2022?
“O mercado dos produtos recondicionados e em segunda mão tem vindo a ganhar espaço em Portugal, impulsionado, em particular, pela procura por preços mais competitivos e por uma maior preocupação com a sustentabilidade. No entanto, a falta de confiança dos consumidores em equipamentos de segunda vida continua a ser um desafio que as empresas precisam de enfrentar.”
Rúben Lamy, Fundador e CEO da BIGhub
Slack replies in seconds. Not minutes.
Dictate into Slack, email, LinkedIn, or any app and get polished, send-ready text. Wispr Flow strips filler and formats everything. 89% of messages sent with zero edits. Works on Mac, Windows, and iPhone.
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_VI ALGURES NA INTERNET
Negócios. A Anthropic assinou um contrato para alugar cerca de 45 mil milhões de dólares em capacidade de computação junto da Nscale.
Inteligência Artificial. O uso de IA no trabalho duplicou em dois anos na zona euro. Segundo um inquérito do Banco Central Europeu, a percentagem de trabalhadores que usa IA passou de 26% em 2024 para 52% em 2026.
País. Portugal está entre os países da União Europeia que menos pagam serviços de streaming.
Mundo. A SpaceX vai construir uma base espacial de 100 mil milhões de dólares no Louisiana, nos Estados Unidos.
Inteligência Artificial. Mais de 100 empresas, entre as quais a OpenAI, a Anthropic, a Google e a Microsoft, assinaram uma carta aberta a apelar à colaboração entre os setores privado e público na defesa contra ameaças cibernéticas relacionadas com IA.
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Escrita e editada por Miguel Magalhães e Gabriel Lagoa
The Next Big Idea, 2026
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