3 de setembro, 2026

Bom dia! A NASA está a apostar em medicamentos feitos... no espaço. A agência atribuiu cerca de 8 milhões de dólares a uma startup chamada Eascra Biotech para produzir em órbita nanopartículas capazes de transportar tratamentos até tecidos difíceis de alcançar, como é caso dos tumores. A microgravidade permite testes mais rigorosos logo desde o início, e a empresa já prepara mais seis missões à Estação Espacial Internacional nos próximos dois anos.
- Gabriel Lagoa
_IN THE HUB

Tekever adquire escocesa Flowcopter para expandir autonomia baseada em IA
A portuguesa Tekever anunciou a aquisição da Flowcopter, uma empresa de engenharia sediada em Edimburgo, no Reino Unido. A Flowcopter desenvolveu um sistema de propulsão hidráulica que permite a drones transportarem cargas mais pesadas por distâncias maiores.
A tecnologia já foi integrada na família de sistemas AR6 da Tekever, apresentada no Farnborough International Airshow em julho, com capacidade para transportar pelo menos 200 kg por mais de 500 km.
A aquisição abre caminho a aplicações como logística, busca e salvamento, resgate de vítimas e operações offshore. Insere-se no programa de investimento da empresa no Reino Unido, no valor de 400 milhões de libras (cerca de 467 milhões de euros). A equipa da Flowcopter mantém-se em Edimburgo, onde a Tekever passa a ter mais uma presença, juntando-se a instalações já existentes em Londres, Bristol, Southampton e outras cidades britânicas.
A ler também:
A London Quantum Group, uma startup incubada pela JUNITEC, captou mais de 1,2 milhões de dólares numa ronda de financiamento pré-seed.
A Casa Financeira estreou-se no mercado. A nova marca reúne crédito habitação, crédito ao consumo, seguros e mediação imobiliária, apoiada por uma plataforma tecnológica proprietária e AI Native.
Estão abertas, até 15 de setembro, as candidaturas para o stand de Coimbra na Web Summit 2026, que decorre em Lisboa, entre 9 e 12 de novembro.
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_LONG STORIES SHORT
Apple tem novo CEO. Eis os desafios que John Ternus vai enfrentar

John Ternus é o novo CEO da Apple, sucedendo a Tim Cook após 15 anos de liderança. Tem 51 anos, está na empresa desde 2001 e passou a última década à frente da divisão de hardware. Pela primeira vez, é responsável por tudo: software, dispositivos, finanças e jurídico.
Tim Cook não sai de cena: fica como chairman e vai tratar das relações da empresa com governantes em todo o mundo.
Ternus herda uma Apple avaliada em mais de 4,7 biliões (trillion, em inglês) de dólares, mas numa corrida à inteligência artificial que a empresa ainda não venceu. Daqui a poucos dias, a 9 de setembro, sobe ao palco pela primeira vez como CEO, num evento onde deverá apresentar novos iPhones, incluindo um modelo dobrável já considerado a mudança mais significativa ao produto em 19 anos.
A Siri também deverá receber uma atualização, numa altura em que os consumidores pedem mais avanços nas funcionalidades de IA do famoso assistente de voz.
Mas os desafios não se ficam pela tecnologia. Uma grande procura por chips de memória está a subir preços em toda a linha de produtos e os gigantes da IA estão a absorver capacidade de produção que nem a Apple consegue igualar.
Outro desafio de John Ternus é impedir a fuga de talento: mais de 400 antigos funcionários da Apple trabalham hoje na OpenAI, por exemplo.
Com quase metade da equipa executiva perto da idade da reforma, Ternus vai ter de reconstruir a liderança ao mesmo tempo que a empresa enfrenta rivais, tribunais e uma cadeia de fornecimento presa à China.
A IA pode desestabilizar a economia global, avisa governador do Banco de Inglaterra

Os modelos de inteligência artificial mais avançados estão a aumentar o risco de crise nos mercados financeiros. O alerta foi deixado por Andrew Bailey, governador do Banco de Inglaterra e presidente do Conselho de Estabilidade Financeira, numa carta enviada aos ministros das Finanças e governadores dos bancos centrais do G20, noticiada pelo Financial Times.
O responsável defende que mais países introduzam controlos sobre os novos modelos de IA, argumentando que as empresas financeiras e os grupos tecnológicos devem estar preparados para cenários de perturbações simultâneas em várias organizações.
A preocupação é alimentada por incidentes recentes em que modelos de IA invadiram autonomamente plataformas externas e criaram identidades falsas para enganar utilizadores humanos. Para Andrew Bailey, estes riscos somam-se a fragilidades já existentes: inflação, taxas de juro elevadas e valorizações em bolsa consideradas excessivas.
Síndrome pós-férias? Três estratégias para regressar ao trabalho

O regresso ao trabalho depois de um período de férias pode representar um momento de adaptação às rotinas profissionais, sobretudo após várias semanas de pausa. Recuperar horários, voltar à dinâmica das equipas e reorganizar prioridades são alguns dos desafios que podem marcar os primeiros dias de regresso.
Disto isto, eis três estratégias que podem contribuir para um regresso ao trabalho mais equilibrado, conciliando bem-estar, organização e desempenho profissional.
1. Fazer um ponto de situação
Antes de retomares todos os temas pendentes, é importante perceberes o que aconteceu durante a ausência e distinguir o que é urgente do que pode esperar. Uma forma simples de organizar o regresso passa por reunir as principais tarefas numa única lista e classificá-las por prioridade e prazo.
2. Retomar o ritmo de forma gradual
Após um período de descanso, é natural que o ritmo de trabalho não seja imediatamente igual ao que existia antes das férias. Para facilitar a readaptação, pode ser útil distribuires as tarefas pendentes pelos primeiros dias, estabelecendo um ritmo de trabalho realista e evitando concentrar todo o trabalho acumulado num único momento.
Evitar reuniões consecutivas e demasiadas tarefas no mesmo dia pode também criar espaço para recuperar a rotina.
3. Reativar a ligação com a equipa
O regresso ao trabalho envolve também recuperar a dinâmica de colaboração com os colegas. Nos primeiros dias, reservar alguns minutos para conversas individuais ou uma breve reunião de equipa pode ajudar a perceber as principais novidades, esclarecer alterações e alinhar expectativas. Mais do que recuperar informação, estes momentos permitem retomar a proximidade e o sentido de pertença à equipa.
👉 Quem foi o primeiro CEO da Apple?
“Se perguntarmos a um Conselho de Administração quais são os recursos críticos para o funcionamento da organização, a resposta será imediata: capital, energia, conectividade e dados. Há, no entanto, um elemento que nunca é referido: o tempo.”
Ricardo Ferreira, EMEA Field CISO da Fortinet
One idea shouldn't take six rewrites to post.
Posting everywhere means rewriting one idea six times, so you post to one, or none. SureThing turns one idea into native posts for every platform.
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_VI ALGURES NA INTERNET
Empresas. O ChatGPT Ads começou há menos de 200 dias e já está a faturar ao ritmo de mil milhões de dólares por ano.
Economia. A Amazon foi processada por alegadamente ter sobrefaturado cerca de 1,2 milhões de anunciantes, ao manipular os preços de algumas ferramentas publicitárias.
Mundo. A Ryanair alerta que os preços dos bilhetes de avião na Europa podem subir no próximo ano, caso o preço do petróleo se mantenha elevado, e que algumas companhias aéreas podem ir à falência.
Tecnologia. A Dyson lançou a CameraJet, uma escova de dentes com uma câmara integrada. O preço? 479 euros.
Robótica. Entre corridas e futebol, o que aprendemos com os Jogos de Robótica de Pequim?
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Escrita e editada por Miguel Magalhães e Gabriel Lagoa
The Next Big Idea, 2026
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