28 de julho, 2026

Bom dia! Nos hotéis de luxo, os cães deixaram de ser hóspedes tolerados para passarem a ser hóspedes de estimação. Dos EUA à Tailândia, há menus caninos, passeios com staff próprio, massagens e até guarda-roupas para alugar. Por trás disto estão os casais sem filhos e com boa vida financeira, que canalizam para o cão o dinheiro que não gastam a criar uma criança. O resultado é um mercado a caminho dos 4 mil milhões de dólares até 2030, já com cruzeiros e museus pet friendly. Talvez o mais difícil, no futuro, seja convencer o cão a voltar para casa.
- Gabriel Lagoa
_IN THE HUB

Graphenest quer levar grafeno português para a defesa europeia
Tudo começou com uma bolsa de empreendedorismo, usada por Vítor Abrantes para estudar o potencial de um material que conduz eletricidade e calor melhor do que os metais, é mais leve e impermeável: o grafeno.
Nesse processo conheceu Bruno Figueiredo e Rui Silva, que se juntaram ao projeto, e os três passaram cerca de um ano a estudar como levá-lo ao mercado antes de fundarem a Graphenest, em 2015.
“Percebemos desde cedo que o valor do grafeno estava na substituição de metais em aplicações industriais”, resume Vítor Abrantes, hoje CEO da empresa.
Há uma linha que a empresa faz questão de explicar: o mesmo material que protege um automóvel elétrico pode tornar um drone mais difícil de detetar por radar. Vítor remete a resposta para a física do produto, cuja função “é sempre a proteção eletromagnética”, seja na cablagem de um carro, em adesivos para eletrocardiogramas ou em equipamento militar.
A ler também:
Startup Leiria lança 2.ª edição do Academy for Impact para acelerar a inovação social e ambiental na região.
A Catalyxx investiu 120 milhões de euros numa fábrica de químicos renováveis em Sines.
Ainda na onda dos investimentos, a Universidade de Lisboa dedicou 20 milhões de euros à construção de dois data centers.
_LONG STORIES SHORT
Qual o peso do Big Mac na economia Portuguesa?

A McDonald's não vende só hambúrgueres em Portugal, também ajuda a mexer com a economia nacional. Segundo o novo Relatório de Impacto Económico e Social, feito em parceria com a Oxford Economics, a marca contribuiu com 777 milhões de euros para o PIB português em 2025 e ajudou a sustentar quase 17 mil postos de trabalho. Gerou ainda mais de 197,6 milhões de euros em receitas públicas e contribuições para a segurança social.
Eis alguns números:
155 milhões de euros gastos com fornecedores portugueses, ou seja, 42% de todas as compras da marca.
92% dos 220 restaurantes em Portugal são geridos por franquiados, sinal de que o modelo de negócio local continua a crescer.
249 mil horas de formação dadas a colaboradores ao longo do ano.
Através da Casa Ronald McDonald Portugal, a marca apoiou 2295 famílias com crianças em tratamento hospitalar.
A frase de resumo fica por conta de Albert Ahumada, Diretor Geral da McDonald's Portugal: "O impacto da McDonald's em Portugal vai muito para além dos nossos restaurantes."
E se o melhor CEO fosse… uma IA?

A Skyfall AI, uma startup que desenvolve inteligência artificial para a gestão de empresas, quer comprar uma pequena tecnológica por até um milhão de dólares e nomear uma IA como CEO.
A empresa procura um negócio de comércio eletrónico ou de software B2B para testar se é possível gerir toda a operação com uma intervenção humana mínima. O modelo fica responsável por decisões relacionadas com preços, marketing, apoio ao cliente, finanças e operações.
O objetivo é reduzir gradualmente o envolvimento humano e, ao mesmo tempo, duplicar as receitas.
A Skyfall AI acredita que o sistema está preparado porque teve um bom desempenho a gerir um parque de diversões no videojogo RollerCoaster Tycoon.
Apesar da ambição de criar uma empresa autónoma, os fundadores garantem que os humanos vão continuar a assumir a responsabilidade pelas decisões. A experiência surge numa altura em que líderes tecnológicos como Mark Zuckerberg e Jack Dorsey também exploram formas de usar a IA na gestão das suas empresas.
Precisamos de um regulador global para a IA?

Num ensaio publicado este mês no LinkedIn, Demis Hassabis, CEO da Google DeepMind, defende a criação de um organismo internacional para testar e regular os modelos de inteligência artificial mais avançados, à semelhança do que existe no setor bancário.
A proposta passa pela criação de uma entidade independente, com base nos Estados Unidos, inspirada na FINRA, a entidade que regula o mercado financeiro norte-americano.
Este organismo teria um conselho com especialistas técnicos independentes e seria financiado sobretudo pela própria indústria. Os laboratórios de IA de fronteira partilhariam voluntariamente os seus modelos para avaliação, até 30 dias antes do lançamento, com testes focados em áreas como cibersegurança e riscos biológicos.
Hassabis argumenta que esta estrutura poderia depois evoluir para uma exigência formal, e servir de ponto de partida para um consenso internacional sobre como gerir os riscos mais sérios da inteligência artificial geral.
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“Há memórias que o corpo esquece antes da mente, e há memórias que a mente esquece antes do corpo. Na demência e na doença de Alzheimer, é frequentemente o passado recente que se apaga primeiro, enquanto rostos antigos, casas de infância e vozes de quem já não está continuam, por vezes, a acender qualquer coisa lá dentro. É nesse território frágil e comovente que a tecnologia pode, talvez, vir a dar um contributo novo.”
José Caseiro, Gerontólogo
_NO NOSSO CANAL
Da Academia ao Mercado: Como a ULisboa se tornou o Hub de Inovação de Portugal
O "ULisboa Startup Impact Report" revela um ecossistema de 24 mil milhões de euros, onde ideias académicas se transformam em unicórnios e soluções globais como a Bhout e a Powerdot.
Neste episódio de The Next Big Idea, que recuperamos nesta newsletter, ficamos a conhecer melhor o que faz da ULisboa um local propício a boas ideias, bem como a história da origem de duas empresas que nasceram no seu ecossistema.
_VI ALGURES NA INTERNET
Ensino. A Universidade de Aveiro aprovou um guia para a utilização de inteligência artificial no ensino.
Segurança. Depois de a OpenAI ter admitido que um dos seus modelos tinha entrado nos sistemas da Hugging Face, o CEO desta plataforma, Clem Delangue, disse que ia voar para São Francisco para ter "uma pequena conversa com esse 'agente descontrolado'".
Tecnologia. Demasiado cansados/as para contarem uma história de adormecer aos vossos filhos? Talvez a Meta tenha uma solução.
Inteligência Artificial. Christopher Nolan comparou a IA a um "cavalo de Troia de vidro": "toda a gente sabe que os gregos estão lá dentro". O realizador afirma nunca ter visto uma tecnologia avançar tão depressa e, ao mesmo tempo, ser tão rejeitada pelo público.
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Escrita e editada por Miguel Magalhães, Gabriel Lagoa e Marta Amaral
The Next Big Idea, 2026
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